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UNIDADE TRANSCENDENTAL

A unidade transcendental, para Aristóteles, e para Tomás de Aquino, não significa nada mais do que a indivisão ou a negação da divisão do ser. Eis como chegamos a essa noção de unidade: (Metafisica, IV, 1, 3, n. 566).

“Em primeiro lugar concebemos o ser, depois o não-ser, em seguida a divisão, depois a unidade que exprime a privação de divisão, depois a multidão que em sua ideia implica a divisão, como a ideia do uno implica ausência de divisão . . .

Primo igitur intelligitur ipsum ens, et ex consequenti non ens, et per consequens divisio, et per consequens unum quod divisionem privat, et per consequens multitudo, in cujus ratione cadit divisio, sicut in ratione unius indivisio”.

Vê-se que o uno não designa outra coisa senão o próprio ser, mas considerado, após uma dupla atividade de negação, como indiviso, ens indivisum. . . Portanto, o uno apenas acrescenta ao ser algo de razão, e algo de puramente negativo, uma privação. Privação sendo entendida aqui no sentido lato. No sentido estrito, com efeito, privação significa ausência, em um sujeito, de uma propriedade que deveria possuir; por exemplo, privação da vista, no caso da cegueira. Ora, não se poderia dizer aqui que o ser deveria possuir essa propriedade de ser dividido, da qual se encontra privado. Compreende-se, de outro lado, como, em virtude de sua identidade com o ser, o uno é logicamente convertível com o ser: o conceito de uno não se confunde com o de ser, mas as realidades que um e outro designam são fundamentalmente idênticas.

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