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SOFIA

Sophia

Em sua análise do escrito Sem Título, Tardieu apresenta a primeira realidade deficiente nascida de pistis: Sofia. De Pistis emana uma “semelhança: Sofia. Esta última não é satisfeita do lugar que ocupa e reivindica a igualdade ou a semelhança (v. sizígia) com a entidade suprema. Ela se afirma como sendo fundamentalmente epithymia. Sofia comunicará a todos os seres emanados dela seu epithymia: ela aparece portanto no princípio mesmo deste mundo desordenado. Última realidade emanada do mundo do alto, ela será a primeira realidade em relação a este mundo daqui, raiz de todas as coisas.

No plano cosmogônico, sua função é de operar a disjunção do “do alto” do “de baixo”, “cortina” ou “véu” que separa o alto do baixo e cobre de sua sombra toda realidade.

De fato, o estatuto da Sofia é essencialmente ambíguo: ligada à Pistis, ela tem um lado voltado para o alto; sendo epithymia, ela pertence ao em baixo. E é a todos os seres que ela transmite seu duplo pertencimento: princípio de plenitude e de epistrophe, princípio de deficiência e de corrupção pela epithymia.

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