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KENON

kenón: vazio, vácuo

O vazio é admitido pelos pitagóricos como um elemento separador entre as naturezas e, particularmente, entre os números (Aristóteles, Physica IV, 213b). Parménides ataca esta concepção (Diels, frg. 8, versos 6-11), que é negada por Melisso como puro não-ser (Diels, frg. 7). Tanto para Empédocles como para Anaxágoras o ar é corpóreo e daí distinguir-se do vazio, que é negado como não-ser (Aristóteles, Physica IV, 213a De roelo IV, 309a).

Os atomistas adoptam o paradoxo parmenidiano e afirmam a existência do vazio, do não-ser, o qual, juntamente com «o cheio», constitui os novos princípios do universo (Aristóteles De gen. et corr. I, 325a, Metafísica 985b). Isto é discutido, definido («lugar sem nada») e negado por Aristóteles (Physica IV, 213a-217b). O kenon é afirmado por Epicuro como Bom atomista que é (D. L. X, 38-41), mas negado pelos estoicos (D. L. VII, 140, ‘); ver topos.

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