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ARGUMENTO DO TELEGRAMA

(in. Telegram argument; al. Telegrammbeispiel; it. Argomento del telegrammà).

argumento ou exemplo aduzido por F. A. Lange para ilustrar a tese materialista de que as reações psíquicas dependem dos estímulos físicos e de que é possível reduzir o que comumente se chama de alma ou consciência a mecanismos fisiológicos. O telegrama que anuncia a um comerciante a falência de um de seus correspondentes determina uma série de reações que podem ser fisiologicamente descritas do mesmo modo como se descreve fisicamente (em termos de ondulações luminosas) o estímulo que as provocou (Geschichte des Materialismus, II, III, 2 e anotação 39; trad. it., II, pp. 385 ss. e 661 ss.). Algumas vezes esse argumento foi invertido e usado para demonstrar a relativa independência das reações em relação aos estímulos. O telegrama “Seu filho morreu” difere só por uma letra do telegrama “Meu filho morreu”, mas produz uma reação completamente diferente que não corresponde à diferença física entre os estímulos, nas pessoas que os recebem (v. C. D. Broad, The Mind and its Place in Nature, 1925, pp. 118 ss.).

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