===== RAZÃO ===== [[lexico:f:faculdade:start|faculdade]] de [[lexico:c:compreender:start|compreender]], de [[lexico:a:apreender:start|apreender]] as [[lexico:r:relacoes:start|relações]] intelectuais. — Nesse [[lexico:s:sentido:start|sentido]], identifica-se com o [[lexico:e:entendimento:start|entendimento]]. Depois de [[lexico:p:pascal:start|Pascal]], contrapomos frequentemente a razão ao [[lexico:c:coracao:start|coração]], isto é, à faculdade do [[lexico:s:sentimento:start|sentimento]]; é preciso notar, entretanto, que [[lexico:r:rousseau:start|Rousseau]] e [[lexico:k:kant:start|Kant]], após ele, identificaram a razão com o sentimento [[lexico:m:moral:start|moral]]: [[lexico:m:manifestacao:start|manifestação]] prática da razão, ou [[lexico:r:razao-pratica:start|razão prática]]. De maneira [[lexico:g:geral:start|geral]], a razão se define como uma faculdade de compreender, de [[lexico:o:ordem:start|ordem]] [[lexico:n:nao:start|não]] apenas teórica mas também prática e afetiva (Max [[lexico:s:scheler:start|Scheler]]): o [[lexico:e:espirito:start|espírito]] de finura, que nos permite apreender "por [[lexico:s:simpatia:start|simpatia]]" em [[lexico:r:relacao:start|relação]] a [[lexico:o:outro:start|outro]] a [[lexico:n:natureza:start|natureza]] de seus sentimentos, é uma manifestação da razão. (Sin. espírito em geral.) Em sentido lato (1), "razão" é a faculdade cognoscitiva intelectual em [[lexico:o:oposicao:start|oposição]] à [[lexico:s:sensibilidade:start|sensibilidade]]; é, pois, sinônimo de entendimento. Contudo, dentro da razão em sentido amplo apresenta-se frequentemente, consoante o [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]] considerado, uma oposição entre dois modos de [[lexico:a:atividade:start|atividade]] que se distinguem como entendimento e razão em sentido [[lexico:e:estrito:start|estrito]] (2). De um [[lexico:m:modo:start|modo]] geral, entendimento significa, de preferência, a atividade pensante que abstrai, compara e disseca; a razão significa a atividade mental [[lexico:s:superior:start|superior]] que tem em mira a conexão e [[lexico:u:unidade:start|unidade]] definitiva do [[lexico:s:saber:start|saber]] e do operar. A [[lexico:e:escolastica:start|escolástica]] estabelece uma [[lexico:d:distincao:start|distinção]] entre o intellectus ([[lexico:i:intelecto:start|intelecto]], [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]]) que, pelo [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] [[lexico:i:imediato:start|imediato]] da [[lexico:e:essencia:start|essência]] ([[lexico:c:conhecimento-da-essencia:start|conhecimento da essência]]) e pela [[lexico:i:inteleccao:start|intelecção]] ou penetração intelectiva dos [[lexico:p:principios-do-conhecimento:start|princípios do conhecimento]], se aproxima de uma [[lexico:i:intuicao-intelectual:start|intuição intelectual]], e a [[lexico:r:ratio:start|ratio]] (razão), faculdade do [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] [[lexico:d:discursivo:start|discursivo]], [[lexico:c:caracteristico:start|característico]] do entendimento [[lexico:h:humano:start|humano]] abstrativo. Em Kant ([[lexico:c:criticismo:start|criticismo]]), o entendimento é a faculdade dos [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] e dos juízos; a razão, em sentido estrito, é a faculdade do [[lexico:r:raciocinio:start|raciocínio]] e, por conseguinte, a faculdade de procurar o [[lexico:i:incondicionado:start|incondicionado]] para o [[lexico:c:condicionamento:start|condicionamento]]; no exercício desta atividade a razão emaranha-se inevitavelmente em sutis paralogismos, sendo, portanto, inferior ao entendimento em [[lexico:v:valor:start|valor]] cognitivo. A razão prática é a razão (em sentido lato) enquanto determina a [[lexico:v:vontade:start|vontade]] mediante a [[lexico:l:lei-moral:start|lei moral]]. Em [[lexico:h:hegel:start|Hegel]] o entendimento não vai [[lexico:a:alem:start|além]] dos conceitos abstratos, que se mantêm fixos em si mesmos; pelo contrário, a razão especulativa leva a cabo o [[lexico:m:movimento:start|movimento]] dialético da [[lexico:i:ideia:start|ideia]], chegando por essa [[lexico:f:forma:start|forma]] a conceitos "concretos"; pelo que, é superior ao entendimento e constitui a faculdade própria da [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]] — De Vries. Destacaremos primeiro que tudo, vários significados do [[lexico:t:termo:start|termo]] razão: 1. Chama-se razão a certa faculdade atribuída ao [[lexico:h:homem:start|homem]] e por [[lexico:m:meio:start|meio]] da qual foi distinguido dos restantes membros da [[lexico:s:serie:start|série]] [[lexico:a:animal:start|animal]]. Esta faculdade é definida usualmente como uma [[lexico:c:capacidade:start|capacidade]] de atingir conhecimento do [[lexico:u:universal:start|universal]], ou do universal e [[lexico:n:necessario:start|necessário]], de ascender até ao [[lexico:r:reino:start|reino]] das [[lexico:i:ideias:start|ideias]], quer seja como [[lexico:e:essencias:start|essências]], quer seja como valores, ou ambos. Na [[lexico:d:definicao:start|definição]] “o homem é um animal [[lexico:r:racional:start|racional]]” o [[lexico:s:ser:start|ser]] racional é admitido como a [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] específica. 2. Entende-se a razão como equivalente ao [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]]; a razão explica então porque é que algo é como é e não de outro modo. 3. A razão define-se às vezes como um dizer. Com frequência se supõe que este dizer ([[lexico:l:logos:start|Logos]]) se fundamenta num modo de ser racional. Dois dos significados de razão tornam-se predominantes e são considerados por muitos autores como os mais fundamentais. A razão é uma faculdade; a razão é um [[lexico:p:principio:start|princípio]] de [[lexico:e:explicacao:start|explicação]] das realidades. Ambos os sentidos têm sido muito usados na [[lexico:l:literatura:start|literatura]] filosófica; além disso, ambos têm sido confundidos. Cada um deles decompõe num certo [[lexico:n:numero:start|número]] de [[lexico:s:significacoes:start|significações]] subordinadas. Assim, a razão como faculdade pode ser entendida como capacidade ativa ou como capacidade passiva, como capacidade [[lexico:i:intuitiva:start|intuitiva]] ou como capacidade discursiva; a razão como princípio de explicação das realidades pode ser uma razão de ser, uma razão de acontecer ou até uma razão de obrar. Duas concepções da razão são particularmente importantes, porque, explicitamente ou não, em cada uma das concepções da razão a que nos referiremos seguidamente supôs-se um destes tipos: trata-se das concepções da razão resumidas com os nomes de “razão constituinte” e “razão constituída” - e também às vezes com os nomes de “razão raciocinante” e “razão raciocinada”. A razão constituinte (razão raciocinante) é a razão na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que se está fazendo e formando, mas que não é sempre necessariamente subjectiva, visto que a razão pode constituir-se objetivamente. A razão constituída (razão raciocinada) é a razão já dada e desenvolvida, o reino da razão e das verdades racionais. Uma das primeiras dificuldades que o [[lexico:c:conceito:start|conceito]] oferece é o [[lexico:f:fato:start|fato]] de para o exprimir se terem usado, a partir da grega, numerosos termos: [[lexico:n:nocao:start|noção]], conceito, ideia, pensamento, [[lexico:p:palavra:start|palavra]], [[lexico:v:visao:start|visão]] ([[lexico:i:inteligivel:start|inteligível]]), sentido, [[lexico:s:significacao:start|significação]]. A ideia de razão aparece na [[lexico:g:grecia:start|Grécia]] sob noções não identificáveis entre si. A razão aparece, nuns casos, como a própria [[lexico:a:acao:start|ação]] de [[lexico:p:pensar:start|pensar]]; um pensar orientado para uma [[lexico:s:sabedoria:start|sabedoria]] que nos leva a compreender as [[lexico:c:coisas:start|coisas]], para nos situarmos frente a elas e poder atuar justamente. Outra apresenta-se como faculdade pensante; o que a possui é o ser inteligente; que opera consequentemente. Mas para isso é necessário um [[lexico:a:ato:start|ato]] de visão mental pelo qual se atinge a [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] da [[lexico:r:realidade:start|realidade]]. Ou aparece como logos, cuja significação primeira foi a de recolher ou reunir, donde escolher e contar algo como pertencente a uma [[lexico:c:classe:start|classe]] de objetos e donde também enunciar algo ou [[lexico:n:nomear:start|nomear]] algo. É então sobretudo o dizer e, imediatamente, o dizer inteligível dentro do qual se aloja o conceito como [[lexico:v:voz:start|voz]] significativa. Comum a todas estas noções é a [[lexico:s:suposicao:start|suposição]] de que a realidade tem um fundo inteligível e de que é [[lexico:p:possivel:start|possível]] compreendê-lo ou, pelo menos, orientarmo-nos mo mesmo. Por este [[lexico:m:motivo:start|motivo]], se [[lexico:n:nota:start|nota]] através da variedade de sentidos da razão e da [[lexico:m:multiplicidade:start|multiplicidade]] dos termos [[lexico:e:empregados:start|empregados]] para a designar na [[lexico:f:filosofia-grega:start|filosofia grega]], a [[lexico:i:intencao:start|intenção]] de ligar a razão como faculdade à razão como [[lexico:s:substancia:start|substância]] ou ordem da realidade. Tanto esta suposição como os diferentes sentidos do conceito de razão se conservam na [[lexico:f:filosofia-medieval:start|filosofia medieval]]. É usual examinar este conceito nesta como uma noção que, conforme os casos, se compara, contrasta ou opõe à da [[lexico:c:crenca:start|crença]] ou da [[lexico:f:fe:start|fé]]. Por isso, o [[lexico:p:problema:start|problema]] da razão na [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] medieval é em grande medida o problema da como [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] da compreensão do conteúdo da fé. Visto que tal fé se dá através da [[lexico:r:revelacao:start|revelação]], a qual é conservada num depósito de tradições, é frequente que ao exame das relações entre razão e fé se justaponha o das relações entre a razão e a revelação, assim como a razão e a [[lexico:a:autoridade:start|autoridade]]. O equilíbrio entre razão e fé foi instável e em certos períodos impôs-se quer um [[lexico:p:primado:start|primado]] da fé sobre a razão, quer o primado da razão sobre a fé. Quando a certa altura se manifestou nalguns autores uma [[lexico:r:ruptura:start|ruptura]] bastante completa entre a fé e a razão, em [[lexico:v:virtude:start|virtude]] de se considerar que a primeira não deveria ser contaminada pelo [[lexico:e:elemento:start|elemento]] racional, verificou-se um fato tão compreensível como paradoxal. Desligada do que estava intimamente vinculado a ela, a razão acabou por conseguir uma completa [[lexico:a:autonomia:start|autonomia]]. Desta tem partido em grande [[lexico:p:parte:start|parte]] a ideia de razão no decurso do pensamento [[lexico:m:moderno:start|moderno]]. Sem abandonar o reino do crível, a [[lexico:f:funcao:start|função]] desempenhada por tal reino no [[lexico:p:pensamento-filosofico:start|pensamento filosófico]] ficou consideravelmente restringido.. E quando a ideia da razão sofreu um [[lexico:p:processo:start|processo]] de desteologização quase completa, a razão não foi já comparada, contrastada ou oposta à fé, à autoridade, mas a outros [[lexico:e:elementos:start|elementos]]; o principal destes foi, ao longo da [[lexico:e:epoca:start|época]] [[lexico:m:moderna:start|moderna]], a [[lexico:e:experiencia:start|experiência]]. As discussões entre os partidários do [[lexico:r:racionalismo:start|racionalismo]] e os que aderiram ao [[lexico:e:empirismo:start|empirismo]], puseram em relevo as mudanças sofridas pelo conceito de razão na moderna. O que importa nesta é, por um lado, o sentido gnoseológico (as possibilidades e as dificuldades da razão em apreender [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] verdadeiramente [[lexico:r:real:start|real]]) e, por outro, o sentido metafísico (a possibilidade ou [[lexico:i:impossibilidade:start|impossibilidade]] de dizer que a realidade é, em última [[lexico:a:analise:start|análise]], de [[lexico:c:carater:start|caráter]] racional). O que se chamou o primado da razão na época moderna é, em rigor, o primado do exame e [[lexico:d:discussao:start|discussão]] de tais problemas. Isto não significa que toda a [[lexico:f:filosofia-moderna:start|filosofia moderna]] tenha [[lexico:e:estado:start|Estado]] dominada pelas exigências do pensamento racional. Se é certo que alguns dos grandes filósofos do século dezassete ensaiaram uma [[lexico:r:racionalizacao:start|racionalização]] completa do real, e que várias das escolas do século dezoito tentaram reduzir as estruturas da realidade às da [[lexico:i:idealidade:start|idealidade]], mais susceptíveis de serem penetradas racionalmente, há que [[lexico:t:ter:start|ter]] em conta que esta [[lexico:r:racionalidade:start|racionalidade]] não foi completa, e que ainda no interior da mesma se deram muito diversos significados do conceito de razão. Entre estes significados destacam-se os seguintes: razão como [[lexico:i:intuicao:start|intuição]] de certos elementos últimos supostamente constitutivos do real (as naturezas [[lexico:s:simples:start|simples]]); a razão como análise e a razão como [[lexico:s:sintese:start|síntese]] especulativa. Estes três significados combinaram-se com frequência, mas vários autores tiveram muito cuidado em distinguir entre a razão [[lexico:a:analitica:start|analítica]] e a razão meramente especulativa: a primeira era considerada como a própria da parte teórica da [[lexico:f:filosofia-natural:start|filosofia natural]] (a [[lexico:f:fisica:start|física]] [[lexico:m:matematica:start|matemática]] principalmente); A segunda era admitida como uma errónea prossecução das tendências das filosofias clássicas (antigas e medievais), especialmente na medida em que pretendiam ter um conhecimento da natureza sem o freio proporcionado pela combinação da experiência e da análise. No entanto, a razão especulativa apareceu nalguns continuadores de [[lexico:l:leibniz:start|Leibniz]] de modo tão preponderante que é considerada como o [[lexico:d:dogmatismo:start|dogmatismo]] da razão. A Kant deparou-se esta [[lexico:s:situacao:start|situação]] e procurou remediá-la ao tentar encontrar uma [[lexico:p:posicao-filosofica:start|posição filosófica]] que iludisse igualmente o dogmatismo (às vezes identificado por ele com o racionalismo) e o cepticismo (com frequência equiparado ao empirismo). O resultado foi a [[lexico:c:conversao:start|conversão]] da metafísica em [[lexico:c:critica:start|crítica]] da razão, a exploração das suas possibilidades e limites. Muitos são os significados que tem nos escritos de Kant o vocábulo razão; não só se pode [[lexico:f:falar:start|falar]] da [[lexico:r:razao-pura:start|razão pura]], da razão prática e das suas variantes, como também pode falar-se de razão na medida em que é distinta do entendimento. A razão é a faculdade que proporciona os [[lexico:p:principios:start|princípios]] do conhecimento [[lexico:a:a-priori:start|a priori]]. A razão pura é a que contém os princípios para conhecer algo absolutamente a priori. A razão distingue-se do entendimento: este é a faculdade das regras, quer dizer, a atividade mediante a qual se ordenam os dados da sensibilidade pelas [[lexico:c:categorias:start|categorias]], ao passo que aquela é a “faculdade dos princípios”, a atividade que unifica os conhecimentos do entendimento nas ideias. A razão é teórica ou especulativa quando se refere aos princípios a priori do conhecimento, e é prática quando se refere aos princípios a priori da ação. A [[lexico:c:critica-da-razao-pura:start|crítica da razão pura]] é o exame dos limites do conhecimento puramente racional, [[lexico:u:unico:start|único]] meio de evitar cair no dogmatismo especulativo. A razão foi também um dos grandes eixos da filosofia pós-kantiana, em [[lexico:p:particular:start|particular]] da filosofia do [[lexico:i:idealismo-alemao:start|idealismo alemão]]. Tentou-se desenvolver um [[lexico:t:tipo:start|tipo]] de razão que pudesse dar conta do que até então fora considerado ou como [[lexico:i:irracional:start|irracional]] ou como unicamente susceptível de [[lexico:d:descricao:start|descrição]] empírica. [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]] eminente a este [[lexico:r:respeito:start|respeito]] encontramo-lo em Hegel. A razão é, na filosofia Hegeliana, algo que se faz e devém, e pode ser identificada com a Ideia. A [[lexico:f:fenomenologia:start|fenomenologia]] da razão manifesta-se, portanto, paralelamente à [[lexico:f:fenomenologia-do-espirito:start|fenomenologia do espírito]]. O percurso do [[lexico:r:regresso:start|regresso]] a si mesma da [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] à razão permite primeiramente esta como a [[lexico:c:certeza:start|certeza]] da consciência de ser toda a realidade, mas esta concepção é só um primeiro [[lexico:e:estadio:start|estádio]] no [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] dialéctico que vai da razão que observa à atualização da consciência de si mesma pela sua própria atividade e que desemboca na [[lexico:i:individualidade:start|individualidade]] que se sabe real em si e [[lexico:p:por-si:start|por si]] mesma. Num posterior estado, a razão é a razão que examina as leis, as suas próprias leis, a completa [[lexico:a:absorcao:start|absorção]] do real pelo racional e a [[lexico:c:consequente:start|consequente]] identificação de razão e realidade. Quer seja para retomar em parte a via iniciada por Kant, quer pelas exigências do desenvolvimento da filosofia e das ciências, o pensamento filosófico do século dezanove e do século vinte ocupou-se com frequência do problema da razão, tanto em sentido gnoseológico como metafísico. Tentou descrever o processo da razão não só sob o aspecto [[lexico:h:historico:start|histórico]], mas também [[lexico:s:sistematico:start|sistemático]]. Os trabalhos de [[lexico:h:husserl:start|Husserl]], e de alguns dos seus discípulos acerca do problema e do conceito da razão conduziram tanto a uma nova delimitação das suas possibilidades como ao [[lexico:r:reconhecimento:start|reconhecimento]] de uma ampliação das suas virtualidades e potências. Finalmente, há que assinalar os esforços que podem agrupar-se sob o [[lexico:n:nome:start|nome]] de razão histórica e que, iniciados de modo maduro por [[lexico:d:dilthey:start|Dilthey]], constituem um novo ataque ao problema das relações entre a razão e a realidade. Dentro destes esforços encontra-se a filosofia da razão vital ou razão [[lexico:v:vivente:start|vivente]] de [[lexico:o:ortega-y-gasset:start|Ortega y Gasset]], da qual se depreende que não basta desdenhar da razão, como fazem os irracionalistas, nem tão pouco manter-se dentro das margens da razão tradicional: o que se deve fazer é reconhecer é que só quando a própria [[lexico:v:vida:start|vida]] funciona como razão conseguimos compreender algo humano. Deste modo a razão vital é a própria vida na medida em que é capaz de dar conta de si mesma e das suas próprias situações.. A razão não é heterogênea à vida, nem sequer idêntica a ela: é o [[lexico:o:orgao:start|órgão]] da vida que pode converter-se no órgão de toda a compreensão. as repetidas lamentações acerca do fracasso da razão podem então ser justificáveis apenas como fracasso de um determinado conceito de razão. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}