===== CREDO ===== Destarte se a [[lexico:c:cultura:start|cultura]] e o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:p:personagem:start|personagem]] cultural e seu [[lexico:e:estatuto:start|estatuto]] [[lexico:o:ontologico:start|ontológico]] básico se manifestam como universos deflagrados por uma fascinação [[lexico:o:ontologica:start|ontológica]] primordial, podemos concluir que o [[lexico:a:agente:start|agente]] [[lexico:h:humano:start|humano]] [[lexico:n:nao:start|não]] é um [[lexico:c:campo:start|campo]] neutro do [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista [[lexico:r:religioso:start|religioso]], um [[lexico:e:ente:start|ente]] avulso e fechado em [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]] e que subsequentemente pudesse relacionar-se com a [[lexico:e:esfera:start|esfera]] do [[lexico:d:divino:start|divino]]. Qualquer autognosia humana já traz em si o selo de uma pertinência religiosa. Portanto, somos nós mesmos, no [[lexico:u:uso:start|uso]] e gozo de nossas [[lexico:f:faculdades:start|faculdades]], emoções e aspirações, todas elas geneticamente ligadas à nossa matriz religiosa ocidental, que pensamos ilusoriamente relacionarmo-nos livremente com qualquer [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] religiosa. Essa ilusória disponibilidade de opção religiosa é também vivida pelo [[lexico:h:homem:start|homem]] [[lexico:a:atual:start|atual]] que se julga apto para as mais exóticas conversões e militâncias religiosas. Assim desenvolve-se o [[lexico:i:interesse:start|interesse]] pelas religiões primitivas e pelas ondas de [[lexico:e:entusiasmo:start|entusiasmo]] das práticas místicas mais excêntricas. Mas é sempre o homem cristão-ocidental, com sua [[lexico:a:alma:start|alma]] naturaliter christiana que se defronta extrinsecamente com os emblemas numinosos e os numina de outros [[lexico:m:mundos:start|mundos]]. O [[lexico:a:atomo:start|átomo]] solto de uma cultura, que nasceu e se plasmou em seu âmbito, tenta sem qualquer [[lexico:t:transfiguracao:start|transfiguração]] [[lexico:e:essencial:start|essencial]] emigrar para outros cadinhos mítico-religiosos sem dar-se conta que o credo religioso não é [[lexico:m:materia:start|matéria]] de opção, mas sim de uma infinita [[lexico:t:transformacao:start|transformação]]. A resolução do homem no plexo de seus desempenhos próprios e a consideração desses desempenhos como uma esfera de [[lexico:a:acoes:start|ações]] possíveis, deflagrada pelo assédio iluminante do [[lexico:s:ser:start|ser]], permite a elaboração de uma nova doutrina da incidência cultural do [[lexico:f:fenomeno:start|fenômeno]] religioso. [[lexico:d:deus:start|Deus]] ou os [[lexico:d:deuses:start|deuses]] não se apresentariam mais como representações ou polos de um [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] humano [[lexico:p:possivel:start|possível]], de um [[lexico:c:culto:start|culto]] ou de uma latria, que versasse sobre uma [[lexico:d:dimensao:start|dimensão]] [[lexico:t:transcendente:start|transcendente]]. Ao contrário: o próprio homem, o [[lexico:p:protagonista:start|protagonista]] eventual de uma cena histórica, já se apresenta como algo de posto e de [[lexico:a:aberto:start|aberto]] por uma Ergriffenheit religiosa (Frobenius). [VFSTM:166] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}