===== COMO SE ===== (al. Als ob) [[lexico:e:expressao:start|Expressão]] que se repete muitas vezes nas obras de [[lexico:k:kant:start|Kant]] para indicar o [[lexico:c:carater:start|caráter]] [[lexico:h:hipotetico:start|hipotético]] ou simplesmente [[lexico:r:regulador:start|regulador]] de certas afirmações. P. ex., as [[lexico:c:coisas-em-si:start|coisas-em-si]] (v. [[lexico:c:coisa-em-si:start|coisa-em-si]]) podem [[lexico:s:ser:start|ser]] pensadas por [[lexico:a:analogia:start|analogia]] "[[lexico:c:como-se:start|como se]] fossem [[lexico:s:substancias:start|substâncias]], [[lexico:c:causas:start|causas]], etc." (Crít. R. Pura, [[lexico:d:dialetica:start|Dialética]], V, d). O [[lexico:i:imperativo-categorico:start|imperativo categórico]] manda agir "como se o ser [[lexico:r:racional:start|racional]] fosse um membro legislador no [[lexico:r:reino-dos-fins:start|reino dos fins]]" (Grundlegung zur Met. der Sitten, II). Devemos tratar as máximas da [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]] "como se fossem leis da [[lexico:n:natureza:start|natureza]]" (Ibid., III). A [[lexico:f:faculdade:start|faculdade]] do [[lexico:j:juizo:start|juízo]] considera os objetos naturais "como se a [[lexico:f:finalidade:start|finalidade]] da natureza fosse [[lexico:i:intencional:start|intencional]]" (Crít. do Juízo, § 68). O como se kantiano [[lexico:n:nao:start|não]] é mera [[lexico:f:ficcao:start|ficção]]: é simplesmente a [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]], em termos de operações ou comportamentos, de proposições cujos sentidos literal e metafísico estão [[lexico:a:alem:start|além]] da refutaçâo e da [[lexico:c:confirmacao:start|confirmação]], sendo, por isso, inexistentes. Valhinger, em [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] do como se (1911), interpretou-o como ficção, sua [[lexico:t:tese:start|tese]] é que todos os [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]], [[lexico:c:categorias:start|categorias]], [[lexico:p:principios:start|princípios]] e [[lexico:h:hipoteses:start|hipóteses]] utilizados pelas ciências e pela filosofia são ficções desprovidas de [[lexico:v:validade:start|validade]] teórica, muitas vezes intimamente contraditórias, que são aceitas e mantidas só enquanto são úteis. [[lexico:o:outro:start|outro]] kantiano, Paul [[lexico:n:natorp:start|Natorp]], restringiu o como se ao domínio da [[lexico:a:arte:start|arte]], que representaria as [[lexico:c:coisas:start|coisas]] como se [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] ainda devesse ser, ou como se o que deve ser fosse na [[lexico:r:realidade:start|realidade]] (Die Religion innerhalb der Grenzen der Humanität, 1894). {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}