noeîn = ato de pensar, em Parmênides, Platão, Aristóteles e Plotino.
Davam os antigos gregos a esta atividade criadora proveniente do originário o nome de “*noein*” (compreender, conhecer, ver imediatamente); os latinos chamavam-na “*ingenium*”. Para que definitivamente entendamos esse processo de compreensão por visão interna e figuração, vamo-nos aprofundar no significado original da palavra “*ingenium*”. […] Este termo tinha um significado ambíguo. Por um lado, designava o poder e a força total da natureza, por outro, pura e simplesmente, a atividade mental e espiritual. A etimologia da palavra “*ingenium*” (cf. *gignere*) já apresenta um relacionamento intenso com a natureza (cf. *nasci*), que tanto diz respeito ao mundo objetivo, não proveniente de leis ou ações do homem, como também — em certo sentido — à essência dos objetos isolados e naturais. [*GRASSI, Ernesto, Poder da Imagem. Impotência da Palavra Racional. São Paulo: Duas Cidades, 1978, p. 197*]