===== ZEN ===== ζῆν: [[lexico:v:viver:start|viver]] Viver (bioun) e viver (zen) se diferenciam. Pois viver (bioun) se diz somente dos homens; viver (zen) dos homens e dos animais que carecem de [[lexico:l:logos:start|Logos]] e às vezes também das plantas. Pois se diz que a [[lexico:v:vida:start|vida]] ([[lexico:z:zoe:start|zoe]]) é [[lexico:u:uso:start|uso]] da [[lexico:a:alma:start|alma]] [...] A vida (bios) se distingue da vida (Zoe). A vida (bios) se refere aos animais que possuem logos, isto é, somente aos homens. A vida (zoe) aos homens e aos animais que carecem de logos. Daí que [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] definiu a vida (bios) deste [[lexico:m:modo:start|modo]]: "a vida (bios) é a vida (zoe) com logos". Por isso, designar a vida (bios) aos animais é [[lexico:f:falar:start|falar]] sem [[lexico:s:sentido:start|sentido]]. [Ammonius, De adfinium vocabulorum differentia] Para a tematização da vida — [[lexico:n:nao:start|não]] apenas da humana mas de toda a sua [[lexico:f:forma:start|forma]] de [[lexico:m:manifestacao:start|manifestação]] enquanto tal, de tudo quanto se gera [Fédon, 70e1] —, é necessária a consideração do seu [[lexico:l:limite:start|limite]] [[lexico:e:extremo:start|extremo]], a [[lexico:m:morte:start|morte]] ou qualquer outra forma de perecimento e [[lexico:d:destruicao:start|destruição]] . O viver é o contrário do morrer como o acordar é o contrário do adormecer. Este [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] de fundo procura apontar para o modo como, em [[lexico:g:geral:start|geral]], há uma articulação [Féd., 71c9] e uma [[lexico:t:tensao:start|tensão]] entre os limites que estão em [[lexico:c:causa:start|causa]] [Féd., 71b1]. O viver (τὸ ζῆν ) pode [[lexico:s:ser:start|ser]] [[lexico:e:expressao:start|expressão]] de uma forma de [[lexico:e:excelencia:start|excelência]] (ἀρετή ) na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que é pensado como a [[lexico:f:forca:start|força]] que permite a qualquer [[lexico:e:ente:start|ente]] vivo não perecer ou destruir-se e continuar em vida. Permite-lhe sobre-viver. O sentido da τάξις é experimentado na manifestação da vida como a ordenação organizativa que constitui a [[lexico:a:aptidao:start|aptidão]] e a [[lexico:d:disposicao:start|disposição]] intrínsecas que fornecem a [[lexico:t:todo:start|todo]] o ente vivo em geral a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] de se agarrar à vida e de não perecer, permitindo-lhe viver o máximo de [[lexico:t:tempo:start|tempo]] [[lexico:p:possivel:start|possível]] [Gór., 512d8]. Em causa não está a qualificação da vida, se ela se processa em boas [Não podemos dizer que um animal que mata para sobreviver age mal, nem que todo o esforço gigantesco que leva a cabo para assegurar a subsistência das crias é excelente.] ou em más condições, mas tão-só a pura possibilidade de roubar sempre e continuamente um [[lexico:i:instante:start|instante]] à morte, ao que impede, portanto, a continuação e a manutenção da vida. Viver doente do [[lexico:c:corpo:start|corpo]] ou da alma pode ser um [[lexico:m:mal:start|mal]]. Mas a [[lexico:a:analise:start|análise]] da excelência (ἀρετή) da vida neste nível de consideração [[lexico:p:pergunta:start|pergunta]] só pela possibilidade de levar a morte de vencida, quaisquer que sejam as condições para essa persistência e insistência. [CaeiroArete:30-31] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}