===== WINDELBAND ===== Windelband, Wilhelm (1848-1915) [[lexico:f:filosofo:start|Filósofo]] alemão (nascido em Potsdam); foi aluno de Fischer e de Lotze, e fundou a [[lexico:e:escola-de-baden:start|escola de Baden]] (ramificação do [[lexico:n:neokantismo:start|neokantismo]]); exerceu [[lexico:i:influencia:start|influência]] direta sobre [[lexico:r:rickert:start|Rickert]], de [[lexico:q:quem:start|quem]] foi professor. Considerado o fundador da [[lexico:a:axiologia:start|axiologia]] a [[lexico:f:fim:start|fim]] de interpretar o [[lexico:c:criticismo:start|criticismo]] kantiano, Windelband atribuiu à [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] a [[lexico:t:tarefa:start|tarefa]] de elucidar os valores absolutos, lógicos, morais e estéticos que constituem a [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] [[lexico:n:normal:start|normal]] ou consciência das normas. Sua [[lexico:o:obra:start|obra]] mais importante é a Introdução à filosofia (1914). [[lexico:v:ver:start|ver]] neokantismo. Em seu "[[lexico:r:retorno:start|retorno]] a [[lexico:k:kant:start|Kant]]", Windelband certamente atribui à filosofia a [[lexico:f:funcao:start|função]] de buscar os [[lexico:p:principios:start|princípios]] [[lexico:a:a-priori:start|a priori]] que garantem a [[lexico:v:validade:start|validade]] do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]]. Entretanto, são duas as [[lexico:c:coisas:start|coisas]] novas que ele introduz nessa [[lexico:q:questao:start|questão]]: por um lado, esses princípios são interpretados como valores necessários e [[lexico:u:universais:start|universais]], tipificados pelo [[lexico:c:carater:start|caráter]] [[lexico:n:normativo:start|normativo]] [[lexico:i:independente:start|independente]] de sua realização efetiva; por [[lexico:o:outro:start|outro]] lado, diferentemente da [[lexico:e:escola-de-marburgo:start|escola de Marburgo]], Windelband se liberta da [[lexico:r:referencia:start|referência]] privilegiada ao âmbito do conhecimento para considerar a [[lexico:a:atividade:start|atividade]] humana também nos campos da [[lexico:m:moralidade:start|moralidade]] e da [[lexico:a:arte:start|arte]]. Em [[lexico:s:suma:start|suma]], para Windelband, a filosofia "[[lexico:p:pesquisa:start|pesquisa]] se existe [[lexico:c:ciencia:start|ciência]], ou seja, [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]], que possua o [[lexico:v:valor:start|valor]] de [[lexico:v:verdade:start|verdade]] com validade [[lexico:u:universal:start|universal]] e necessária; pesquisa se existe [[lexico:m:moral:start|moral]], isto é, valor e agir, que possua o valor de [[lexico:b:bem:start|Bem]] com validade universal e necessária; pesquisa se existe arte, vale dizer, intuir e sentir, que possua o valor de [[lexico:b:beleza:start|beleza]] com validade universal e necessária. Em todas essas três partes, a filosofia [[lexico:n:nao:start|não]] se coloca diante do seu [[lexico:o:objeto:start|objeto]] (...) assim como as outras ciências colocam-se diante dos seus objetos particulares, mas sim criticamente, isto é, de [[lexico:m:modo:start|modo]] a comprovar o material [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] do pensamento, da [[lexico:v:vontade:start|vontade]] e do [[lexico:s:sentimento:start|sentimento]] diante do objetivo da validade universal e necessária e de modo a separar e rejeitar aquilo que não consegue passar por essa [[lexico:p:prova:start|prova]]". Assim, concluiu-se que a filosofia não tem por objeto os juízos de [[lexico:f:fato:start|fato]], mas Beurteilungen, isto é, [[lexico:j:juizo:start|juízo]] valorativos do [[lexico:t:tipo:start|tipo]] "esta [[lexico:c:coisa:start|coisa]] é verdadeira", "esta coisa é boa", "esta coisa é bela". E é assim que os valores — que têm precisamente validade normativa — distinguem-se das leis naturais: a validade das leis naturais é a validade do Müssen, a validade empírica de não poder [[lexico:s:ser:start|ser]] de outro modo; a validade das normas ou valores é a do Sollen, isto é, do [[lexico:d:dever:start|dever]] ser. Eis algumas afirmações explícitas de Windelband a [[lexico:e:esse:start|esse]] [[lexico:r:respeito:start|respeito]]: "Por [[lexico:m:meio:start|meio]] das leis naturais nós apreendemos os fatos, ao passo que segundo as normas devemos aprová-los ou desaprová-los (...). A [[lexico:n:norma:start|norma]] nunca é [[lexico:p:principio:start|princípio]] de [[lexico:e:explicacao:start|explicação]], como, ademais, a [[lexico:l:lei-natural:start|lei natural]] nunca é princípio de avaliação. O [[lexico:s:sol:start|sol]] da [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] [[lexico:n:natural:start|natural]] brilha igualmente sobre o justo e o injusto, mas a necessidade que percebemos na validade das determinações lógicas, éticas e estéticas é necessidade [[lexico:i:ideal:start|ideal]]." Concluindo, deve-se dizer, portanto, que, para Windelband, a filosofia consiste na [[lexico:t:teoria:start|teoria]] de valores: que a função da filosofia, mais especificamente, está em estabelecer quais são os valores que estão na base do conhecimento, da moralidade e da arte; que a [[lexico:t:teoria-do-conhecimento:start|teoria do conhecimento]], para [[lexico:a:alem:start|além]] da concepção de alguns neokantianos de Marburgo, é apenas uma [[lexico:p:parte:start|parte]] da teoria dos valores. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}