===== VERDADE ONTOLÓGICA ===== Se consideramos [[lexico:a:agora|agora]] o [[lexico:v:vero|vero]] nas [[lexico:c:coisas|coisas]], ou como [[lexico:p:propriedade|propriedade]] [[lexico:t:transcendental|transcendental]] do [[lexico:s:ser|ser]], devemos dizer ainda que se define por uma ordenação à [[lexico:i:inteligencia|inteligência]]. E de novo, dois casos podem se apresentar: ou trata-se de uma inteligência da qual a [[lexico:c:coisa|coisa]] considerada depende, como a [[lexico:o:obra|obra]] de [[lexico:a:arte|arte]] do [[lexico:a:artista|artista]]; ou trata-se de uma inteligência que, pelo contrário, se submete, como ao seu [[lexico:o:objeto|objeto]], à coisa que conhece. No primeiro caso, que é o [[lexico:u:unico|único]] [[lexico:e:essencial|essencial]] para a [[lexico:c:constituicao|constituição]] da [[lexico:v:verdade-ontologica|verdade ontológica]], as coisas se subordinam, em última [[lexico:a:analise|análise]], à inteligência criadora primeira; a [[lexico:v:verdade|verdade]] é, então, a conformidade das coisas à inteligência divina de que dependem. No segundo caso, que define somente uma [[lexico:r:relacao|relação]] acidental das coisas a uma inteligência (a inteligência criada), a verdade torna-se somente a [[lexico:a:aptidao|aptidão]] das coisas a ser o objeto de um [[lexico:i:intelecto|intelecto]] especulativo, como o intelecto [[lexico:h:humano|humano]] (Cf. [[lexico:t:tomas-de-aquino|Tomás de Aquino]], Ia Pa. q. 16, a. 1). Enfim, encontra-se a verdade: - formalmente e principalmente na inteligência que julga; - no [[lexico:s:sentido|sentido]] e na [[lexico:s:simples|simples]] [[lexico:i:inteleccao|intelecção]], ao mesmo título que em qualquer coisa verdadeira; - nas coisas, essencialmente, enquanto são conformes à [[lexico:i:ideia|ideia]] segundo a qual [[lexico:d:deus|Deus]] as criou; - nas coisas, acidentalmente, em relação ao intelecto especulativo que as pode conhecer.