===== UNÍVOCO ===== Referimo-nos aos termos unívocos no artigo [[lexico:a:analogia:start|analogia]]. Aqui referir-nos-emos à doutrina da [[lexico:u:univocidade:start|univocidade]] do [[lexico:s:ser:start|ser]] Em João Duns Escoto. Na [[lexico:o:origem:start|origem]] da [[lexico:n:nocao:start|noção]] de unívoco encontra-se a de sinônimo. Assim [[lexico:c:como-se:start|como se]] pode [[lexico:f:falar:start|falar]] de [[lexico:c:coisas:start|coisas]] sinônimas, pode falar-se de coisas unívocas, mas como as coisas chamadas unívocas são aquelas às quais pode aplicar-se o mesmo [[lexico:t:termo:start|termo]] com um [[lexico:s:significado:start|significado]] completamente [[lexico:s:semelhante:start|semelhante]], passou-se a chamar unívoco ao termo que pode aplicar-se a duas ou mais coisas no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] mencionado. Segundo os escolásticos, os termos específicos e genéricos são unívocos. Por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], o termo [[lexico:a:animal:start|animal]], que se aplica no mesmo sentido a todos e cada um dos membros da [[lexico:c:classe:start|classe]] dos animais. A [[lexico:p:possivel:start|possível]] objecção a este emprego - por exemplo, que animal se aplica noutro sentido em frases tais como “fulano de tal é um animal”, onde animal equivale a grosseiro, bruto, etc. - Pode ser feita dizendo que em tal caso animal tem um significado diferente do termo específico animal como ser biológico e que, portanto, se viola com isso a [[lexico:r:regra:start|regra]] segundo a qual o termo deve ser aplicado, para ser unívoco, num sentido completamente semelhante. [[lexico:a:alem:start|Além]] destes termos, que os escolásticos chamaram unívocos [[lexico:u:universais:start|universais]] e que [[lexico:n:nao:start|não]] colocaram demasiados problemas, distinguiram-se termos unívocos [[lexico:t:transcendentais:start|transcendentais]], tais como ser, que aplicam a uma [[lexico:e:especie:start|espécie]] de coisas ou à espécie de todas as coisas. Quando isto sucede, põe-se o seguinte [[lexico:p:problema:start|problema]]: é o ser, enquanto ser, unívoco? Quase todos os escolásticos responderam negativamente. Uma a excepção foi João Duns Escoto, que se opôs à [[lexico:a:analogia-do-ser:start|analogia do ser]]. Salientou-se, no entanto, que o ser de que Duns [[lexico:f:fala:start|fala]] é o ser concebido como uma [[lexico:e:essencia:start|essência]] tomada em si mesma e da qual só pode predicar-se que é; em contrapartida, o ser de que S. Tomás falava ao declará-lo [[lexico:a:analogo:start|análogo]] é um ser não inteiramente indiferente às determinações lógicas do [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]], mesmo quando ainda não tenha sido determinado por este. Precisada assim a [[lexico:q:questao:start|questão]], pode dizer-se que Duns declarou que o ser da essência dos seres singulares pode ser análogo, mas que o ser da essência, como tal, é unívoco. A univocidade, portanto, é um [[lexico:e:estado:start|Estado]] metafísico do ser. (do lat. tardio univocus) Termo que possui um [[lexico:u:unico:start|único]] significado, que se aplica da mesma maneira a tudo a que se refere. [[lexico:c:correspondencia:start|Correspondência]] entre dois [[lexico:e:elementos:start|elementos]] que se dá de uma única maneira. "O termo [[lexico:s:substancia:start|substância]] não é unívoco em [[lexico:r:relacao:start|relação]] a [[lexico:d:deus:start|Deus]] e às criaturas ou seja, não há nenhum sentido dessa [[lexico:p:palavra:start|palavra]] que possamos conceber distintamente como correspondendo a Deus e às criaturas" ([[lexico:d:descartes:start|Descartes]], [[lexico:p:principios:start|Princípios]] da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]]). A filosofia se [[lexico:r:recusa:start|recusa]] a recorrer a uma [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] inteiramente fabricada. Considera importante precisar se um termo ou um [[lexico:c:conceito:start|conceito]], aplicado a objetos diferentes, guarda sempre o mesmo sentido (diz-se, então, que ele é unívoco) ou se ele muda de sentido (diz-se que é [[lexico:e:equivoco:start|equívoco]] ou [[lexico:a:analogico:start|analógico]]). Por exemplo: aplicado a Deus e às criaturas, o [[lexico:c:conceito-de-ser:start|conceito de ser]] guarda sempre o mesmo sentido: é unívoco; mas o conceito de seré equívoco se o conceito de ser aplicado a Deus e o conceito de ser aplicado às criaturas forem dois [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] diferentes; o conceito de seré analógico se, quando o aplicamos a Deus e às criaturas, muda de sentido, embora não tenhamos dois conceitos distintos. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}