===== UNIVERSAIS ===== (plur. de [[lexico:u:universal:start|universal]]), [[lexico:i:ideias:start|ideias]] ou termos gerais que se encontram em [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]]. — A "querela dos universais", que alimenta a [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] da Idade Média, focaliza-se na [[lexico:n:natureza:start|natureza]] das ideias gerais: são [[lexico:s:simples:start|simples]] abstrações às quais [[lexico:n:nao:start|não]] corresponde nenhuma [[lexico:r:realidade:start|realidade]] ("[[lexico:n:nominalismo:start|nominalismo]]" de Roscelin, século XI)?; têm, ao contrário uma [[lexico:e:existencia:start|existência]] [[lexico:r:real:start|real]] que precede e [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] todo o conhecimento das [[lexico:c:coisas:start|coisas]] ("[[lexico:r:realismo:start|realismo]]" de Duns Scot, [[lexico:f:fim:start|fim]] do século XIII)? A [[lexico:s:sintese:start|síntese]] dos dois pontos de vista, que correspondem ao que se denominaria atualmente "[[lexico:e:empirismo:start|empirismo]]" e "[[lexico:r:racionalismo:start|racionalismo]]", encontra-se exposta pelo "conceitualismo" ([[lexico:a:abelardo:start|Abelardo]], século XII), segundo o qual as ideias gerais existem no [[lexico:e:espirito:start|espírito]] antes de qualquer conhecimento, mas só se manifestam na "[[lexico:o:ocasiao:start|ocasião]]" de um conhecimento [[lexico:c:concreto:start|concreto]]: essa doutrina é, no fundo, a de [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] .(tal como está exposta nas Segundas analíticas) e, mais [[lexico:t:tarde:start|Tarde]], a de [[lexico:k:kant:start|Kant]]. (V. conceitualismo, nominalismo.) Os universais, também chamados “noções genéricas”, ideias e entidades abstratas, contrapõem-se aos particulares ou entidades concretas; exemplos de universais são o [[lexico:h:homem:start|homem]], o [[lexico:t:triangulo:start|triângulo]], etc. O [[lexico:p:problema:start|problema]] [[lexico:c:capital:start|capital]] que se refere aos universais, e que já foi tratado por [[lexico:p:platao:start|Platão]] e Aristóteles, mas que recebeu minuciosa dilucidação na idade média, refere-se à sua [[lexico:f:forma:start|forma]] peculiar de existência. Trata-se de determinar que [[lexico:e:especie:start|espécie]] de identidades são os universais e, embora pareça uma [[lexico:q:questao:start|questão]] [[lexico:o:ontologica:start|ontológica]], teve e tem ramificações na [[lexico:l:logica:start|lógica]], na [[lexico:t:teoria-do-conhecimento:start|teoria do conhecimento]] e até na [[lexico:t:teologia:start|teologia]]. As questões principais que o problema dos universais suscita são as seguintes: 1. A questão do [[lexico:c:conceito:start|conceito]] (natureza e funções do conceito; natureza do individual e suas [[lexico:r:relacoes:start|relações]] com o [[lexico:g:geral:start|geral]]). 2. A questão da [[lexico:v:verdade:start|verdade]] ([[lexico:c:criterio:start|critério]] ou critérios de verdade e da [[lexico:c:correspondencia:start|correspondência]] do [[lexico:e:enunciado:start|enunciado]] com a [[lexico:c:coisa:start|coisa]]). 3. A questão da [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] (natureza dos signos e das suas relações com as entidades significadas). As posições principais que se sustentaram na idade média em [[lexico:r:relacao:start|relação]] a estas questões podem [[lexico:s:ser:start|ser]] esquematizadas do seguinte [[lexico:m:modo:start|modo]]: - O realismo, [[lexico:n:nome:start|nome]] que se adjudica geralmente ao realismo [[lexico:e:extremo:start|extremo]]. Segundo o mesmo, os universais existem realmente; a sua existência é, [[lexico:a:alem:start|além]] disso, prévia à das coisas, pois se argumenta que de [[lexico:o:outro:start|outro]] modo seria [[lexico:i:impossivel:start|impossível]] alguma das coisas particulares, já que estas estão fundadas nos universais. Isto não quer dizer que os universais sejam reais como as coisas corporais ou os entes situados no [[lexico:e:espaco:start|espaço]] e no [[lexico:t:tempo:start|tempo]]. Se isto acontecesse, os universais estariam submetidos à mesma [[lexico:c:contingencia:start|contingência]] que os seres empíricos e portanto não seriam universais. - O nominalismo, que sustenta que os universais não são reais, mas que estão depois das coisas. Trata- se, portanto, de abstrações da [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]]. - O realismo moderado, para o qual os universais existem realmente, embora só enquanto formas das coisas particulares, quer dizer, tendo o seu [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] na coisa. A questão dos universais reapareceu na lógica contemporânea e suscitaram-se duas posições extremas que na [[lexico:a:atualidade:start|atualidade]] se aproximaram muito. Os realistas extremos ou platonistas, entre os quais se encontram [[lexico:r:russell:start|Russell]], no [[lexico:c:comeco:start|começo]] do século, reconhecem as entidades abstratas; Os nominalistas, por seu lado, não as reconhecem. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}