===== TEORIA ARISTOTÉLICA DA VISÃO ===== Em [[lexico:r:razao:start|razão]] das aplicações particulares que encontra, tanto em [[lexico:t:teologia:start|teologia]] como em [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] (doutrinas da [[lexico:i:inteleccao:start|intelecção]], da [[lexico:f:fe:start|fé]], da [[lexico:v:visao:start|visão]] beatífica), e por [[lexico:c:causa:start|causa]] de seu [[lexico:i:interesse:start|interesse]] [[lexico:p:proprio:start|próprio]], a [[lexico:t:teoria:start|teoria]] da visão merece reter-nos um pouco mais (c. [[lexico:t:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]], [[lexico:d:de-anima:start|De anima]], II, l. 11-15; De Sensu, l. 2-9) . O [[lexico:o:objeto:start|objeto]] da vista é o visível. Ora, na [[lexico:o:ordem:start|ordem]] do visível encontramos duas [[lexico:c:coisas:start|coisas]]: a cor e o luminoso. A cor é o visível [[lexico:p:por-si:start|por si]], enquanto que o luminoso [[lexico:n:nao:start|não]] será visível a não [[lexico:s:ser:start|ser]] pela cor Vejamos mais acuradamente [[lexico:c:como-se:start|como se]] ajustam estes [[lexico:e:elementos:start|elementos]]. O conjunto dos corpos transparentes, e mesmo opacos, possui em comum uma certa [[lexico:n:natureza:start|natureza]], o diáfano (perspicuum). Este, de si, é pura [[lexico:p:potencia:start|potência]]. Encontra-se determinado pelo `[[lexico:f:fogo:start|fogo]] ou pelos corpos celestes: seu [[lexico:a:ato:start|ato]] é então a [[lexico:l:luz:start|luz]]. Mas sabemos que a luz é somente um [[lexico:p:principio:start|princípio]] de visibilidade: torna-se visível efetivamente apenas quando atuada pela cor que é o [[lexico:l:limite:start|limite]] dos corpos opacos. O objeto será, portanto, visível em ato, quando o diáfano encontrar-se ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] iluminado e determinado pela cor Em toda esta [[lexico:e:explicacao:start|explicação]] - é preciso notar - não há traço de [[lexico:m:movimento:start|movimento]] local; [[lexico:t:todo:start|todo]] o [[lexico:p:processo:start|processo]] resulta da [[lexico:a:alteracao:start|alteração]] qualitativa. No De Sensu, a presente teoria vê-se oposta às concepções emissionistas de [[lexico:p:platao:start|Platão]], de [[lexico:e:empedocles:start|Empédocles]] e de [[lexico:d:democrito:start|Demócrito]]. A visão, segundo estes filósofos, deveria ser antes compreendida como uma irradiação luminosa do olho: este, sendo da natureza do fogo, emitiria algo do fogo que faria perceber os objetos circunstantes. Muitas vezes se admitia mesmo que partículas emanassem dos corpos exteriores. A visão seria, então, provocada pelo encontro de duas correntes. [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]], por sua vez, não cria que o olho fosse um centro luminoso ativo; não é constituído de fogo mas sim de água e seu [[lexico:c:comportamento:start|comportamento]], frente ao objeto, é de pura passividade. Na doutrina peripatética era o branco a cor fundamental, ao qual se opunha o preto; as outras cores eram formadas por uma combinação de branco e preto. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}