===== TEORIA ARISTOTÉLICA DA INTELIGÊNCIA ===== Como o conjunto de sua [[lexico:p:psicologia|psicologia]], manifesta-se a doutrina do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] em [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] como uma via média entre o [[lexico:s:sensualismo|sensualismo]] materialista, representado na [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] por [[lexico:d:democrito|Demócrito]], e o [[lexico:i:intelectualismo|intelectualismo]] [[lexico:e:extremo|extremo]], iniciado por [[lexico:p:platao|Platão]]. Eis como [[lexico:t:tomas-de-aquino|Tomás de Aquino]] considera na Summa esta tomada de [[lexico:p:posicao|posição]] (S. Th. Ia Pa, q. 84, a. 1 e 6). Para Demócrito, todos os nossos conhecimentos resultam da [[lexico:i:impressao|impressão]] que as partículas emanadas dos corpos causam em nossa [[lexico:a:alma|alma]]; no fundo, equivale a dizer que a [[lexico:i:inteligencia|inteligência]] [[lexico:n:nao|não]] se distingue dos sentidos. Para Platão, ao contrário, não somente a inteligência se manifesta como uma [[lexico:p:potencia|potência]] original, mas ainda se deve afirmar que é, em sua [[lexico:a:atividade|atividade]], absolutamente [[lexico:i:independente|independente]] de [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:o:orgao|órgão]] corporal; de onde se segue que os dados desta [[lexico:f:faculdade|faculdade]] procedem de uma [[lexico:f:fonte|fonte]] [[lexico:t:transcendente|transcendente]], pois o [[lexico:i:incorporeo|incorpóreo]] não pode [[lexico:s:ser|ser]] afetado pelo corpóreo. Entre estes dois extremos, adota Aristóteles uma posição de conciliação assim caracterizada por Tomás de Aquino: com Platão, admite Aristóteles que a inteligência é diferente dos sentidos; com Demócrito, que as operações da [[lexico:p:parte|parte]] [[lexico:s:sensivel|sensível]] da alma são causadas pela impressão dos corpos externos, não todavia como este o queria, a [[lexico:s:saber|saber]], por um transporte de partículas. Quanto às operações da parte intelectual, é preciso dizer que exigem, para serem produzidas, o concurso simultâneo das sensações, nas quais estas operações encontram seu [[lexico:d:dado|dado]], e o concurso de uma potência espiritual ativa, o [[lexico:i:intelecto-agente|intelecto agente]] que tem por [[lexico:f:funcao|função]] abstrair do sensível o [[lexico:i:inteligivel|inteligível]] que, naquele, estava contido em potência. Teremos [[lexico:o:ocasiao|ocasião]] de voltar mais demoradamente a estas análises. Baste-nos aqui reter que a "via Aristotelis" era vista por Tomás de Aquino como uma solução intermediária entre o sensualismo e o intelectualismo extremos. De [[lexico:f:fato|fato]], aparecendo como ganha a [[lexico:c:causa|causa]] da [[lexico:e:existencia|existência]] de um [[lexico:m:modo|modo]] de conhecer [[lexico:s:superior|superior]] às sensações, serão as filosofias do conhecimento de Aristóteles e Tomás de Aquino antes uma [[lexico:r:reacao|reação]] contra o que o intelectualismo platônico parecia [[lexico:t:ter|ter]] de excessivo. O fundo no qual se destaca nosso [[lexico:e:estudo|estudo]] será constituído principalmente pelas doutrinas deste intelectualismo vistas, em Tomás de Aquino, através da [[lexico:a:adaptacao|adaptação]] feita por [[lexico:a:agostinho|Agostinho]], enquanto o sensualismo será visado secundariamente. Não se deve aqui esquecer que os mestres de outrora não podiam se referir a uma [[lexico:o:obra|obra]] multiforme e abundante como hoje a dos psicólogos contemporâneos. Portanto, muita [[lexico:p:prudencia|prudência]] nas comparações e nas aproximações.