===== TEAGES ===== Sob o [[lexico:p:portico|pórtico]] do [[lexico:t:templo|templo]] de [[lexico:z:zeus|Zeus]] liberador em Atenas, uma conversação entre [[lexico:s:socrates|Sócrates]], [[lexico:d:demodocos|Demodocos]] e seu [[lexico:f:filho|filho]] Teages, do qual se aprende na [[lexico:r:republica|República]] que o [[lexico:r:regime|regime]] imposto por sua saúde frágil o desvia da [[lexico:p:politica|política]] e o leva à [[lexico:f:filosofia|Filosofia]]. Teages deseja se tornar "[[lexico:s:sabio|sábio]]" e provoca seu pai para que faça a despesa que lhe permitiria frequentar os [[lexico:s:sofistas|sofistas]]. Mas Demodocos permanece perplexo e demanda conselho a Sócrates que se volta então para Teages para se informar da meta que este [[lexico:u:ultimo|último]] persegue. Teages quer adquirir o [[lexico:s:saber|saber]], mas que saber? Ele confessa a Sócrates, que o pressiona com questões, que ele aspira à dominação das cidades. Em definitivo, é a [[lexico:c:ciencia|ciência]] política ou à [[lexico:t:tirania|tirania]] que aspira propriamente Teages. A que [[lexico:m:mestre|mestre]] deve se dirigir? Àqueles que [[lexico:b:bem|Bem]] evidentemente são especialistas neste domínio, quer dizer àqueles que exercem ou exerceram o poder. Mas Teages se lembra que Sócrates [[lexico:n:nao|não]] cessa de recordar que os homens políticos se revelam incapazes de formar seus próprios filhos. Desde então, Teages propõe a Sócrates de se tornar seu mestre, [[lexico:p:proposicao|proposição]] que apoia Demodocos. Sócrates hesita, a [[lexico:p:principio|princípio]] porque ele não possui qualquer saber. Por conseguinte, ele deve levar em consideração a [[lexico:v:voz|voz]] divina que tem o [[lexico:h:habito|hábito]] de se manifestar para ele para o desviar de uma [[lexico:a:acao|ação]]. Teages tomará Sócrates por mestre, se o [[lexico:s:signo|signo]] [[lexico:d:divino|divino]] não o impeça disto. O [[lexico:i:interesse|interesse]] do Teages reside no [[lexico:f:fato|fato]] que aí se encontra a tentativa de [[lexico:i:interpretacao|interpretação]] mais antiga do signo divino de Sócrates, [[lexico:f:fenomeno|fenômeno]] sobre o qual não se cessou de se interrogar desde a [[lexico:a:antiguidade|antiguidade]] até nosso dias; pode-se mesmo dizer que [[lexico:t:todo|todo]] o [[lexico:d:dialogo|diálogo]] converge para este final. A Antiguidade não parece [[lexico:t:ter|ter]] tido qualquer [[lexico:d:duvida|dúvida]] sobre a autenticidade deste diálogo que Thrasyllus põe no início da quinta tetralogia, junto ao [[lexico:c:carmides|Cármides]], ao Laques, e ao Lysis; de sua [[lexico:p:parte|parte]] Elieno (início do século III de nossa era) cita vários extratos sem emitir a menor dúvida a este [[lexico:r:respeito|respeito]]. Em revanche, quase todas as críticas modernas se entendem para declarar inautêntica este diálogo cujo [[lexico:e:estilo|estilo]] imita tão bem aquele de [[lexico:p:platao|Platão]], mas cujos empréstimos desajeitados ao Primeiro Alcibíades e ao [[lexico:t:teeteto|Teeteto]] são evidentes. *(Brisson, PLATON, OEUVRES COMPLÈTES)* [[lexico:e:estrutura|estrutura]] dada por Léon Robin à versão francesa da [[lexico:o:obra|obra]] completa de Platão: PLATON : OEUVRES COMPLÈTES, TOME 2 - Prólogo - Que saber Teages deseja adquirir? - Posto que é o saber [[lexico:p:politico|político]], junto a [[lexico:q:quem|quem]] aprenderá? - Este saber, só pode adquirir junto a Sócrates - O [[lexico:d:demonio|Demônio]] de Sócrates - Epílogo