===== TAINE ===== É muito curioso e significativo ler a introdução de [[lexico:r:ribot|Ribot]] à sua [[lexico:p:psicologia|psicologia]] inglesa contemporânea. Indagando o que possa [[lexico:s:ser|ser]] ao justo a "[[lexico:f:filosofia|Filosofia]]", vai separando dela pouco a pouco todas as ciências para lhe deixar finalmente quase que só os atributos da [[lexico:m:metafisica|metafísica]], pela qual deixa transparecer o mais [[lexico:p:perfeito|perfeito]] desprezo. De [[lexico:f:fato|fato]], neste capítulo da [[lexico:h:historia-da-filosofia|história da filosofia]] tratar-se-á unicamente de psicologia, quando [[lexico:n:nao|não]] for destas ciências ainda mais [[lexico:s:simples|simples]], a [[lexico:f:fisiologia|fisiologia]] e a [[lexico:b:biologia|biologia]]. Isto já se deixa [[lexico:v:ver|ver]] em Taine, que nos interessa aqui como historiador pela sua [[lexico:f:filosofia-da-historia|filosofia da história]] e como [[lexico:f:filosofo|filósofo]] pelo livro Da [[lexico:i:inteligencia|inteligência]], publicado em 1870. Da sua famosa [[lexico:t:teoria|teoria]] da [[lexico:r:raca|raça]], do [[lexico:m:meio|meio]] e do [[lexico:m:momento|momento]] [[lexico:n:nada|nada]] diremos senão que ele esqueceu aí o principal, isto é, o [[lexico:p:proprio|próprio]] [[lexico:h:homem|homem]], a [[lexico:p:pessoa|pessoa]]. Da inteligência, porém, é um [[lexico:e:estudo|estudo]] extremamente cerrado da [[lexico:v:vida|vida]] cerebral e das suas condições, chegando a esta conclusão paradoxal a que, entretanto, cientificamente não se pode fugir: que o cérebro, por sua própria [[lexico:a:atividade|atividade]], pode engendrar imagens como o faz no [[lexico:s:sonho|sonho]], que não age doutra [[lexico:f:forma|forma]] no [[lexico:e:estado|Estado]] de vigília e que, por [[lexico:f:fim|fim]], o [[lexico:m:mundo|mundo]] [[lexico:e:exterior|exterior]] pode ser considerado como uma "[[lexico:a:alucinacao|alucinação]] verídica".