===== SUPLÊNCIA ===== Na [[lexico:l:logica:start|lógica]] significa a acepção que o [[lexico:t:termo:start|termo]] toma numa [[lexico:p:proposicao:start|proposição]]. De magna importância para os exames dialéticos é sem [[lexico:d:duvida:start|dúvida]] a suppositio, porque trata da acepção de um termo em [[lexico:l:lugar:start|lugar]] de uma [[lexico:c:coisa:start|coisa]], [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] verificado pela justa exigência da cópula. Assim se diz "Napoleão Bonaparte é branco", o [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] [[lexico:n:nao:start|não]] é supponens (devidamente suprido), porque ele não existe mais, mas existiu. Se se diz "João é [[lexico:h:homem:start|homem]]" e "homem é uma [[lexico:p:palavra:start|palavra]]" nestas duas proposições o termo homem apresenta distintas acepções. Como a cópula pode indicar um [[lexico:s:ser:start|ser]] de [[lexico:e:existencia:start|existência]], um ser [[lexico:p:possivel:start|possível]] ou um ser de [[lexico:r:razao:start|razão]], é [[lexico:n:necessario:start|necessário]] que o exame da cópula seja feito para alcançar a acepção em que o sujeito é tomado. Como há variabilidade de suppositiones (suplência), o exame é imprescindível para o [[lexico:b:bom:start|Bom]] manuseio dialético do [[lexico:r:raciocinio:start|raciocínio]], e torna-se este exame uma das providências mais importantes da [[lexico:a:analise:start|análise]] [[lexico:d:dialetica:start|dialética]]. Os antigos lógicos dividiam a suppositio (a suplência que é propriamente a acepção) em: Material - o termo é tomado em sua acepção própria, em [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]]. Ex.: Homem é uma palavra. Aqui refere-se apenas ao [[lexico:s:sinal:start|sinal]] oral ou [[lexico:e:escrito:start|escrito]]. [[lexico:f:formal:start|formal]] - quando aponta a sua [[lexico:s:significacao:start|significação]]. Mas essa significação pode ser própria ou imprópria (ou metafórica). Temos: Formal-própria: "O leão é um vertebrado"; imprópria ou metafórica: "O leão britânico impôs-se ao [[lexico:m:mundo:start|mundo]]" A suppositio própria pode dividir-se em: [[lexico:s:simples:start|simples]] (lógica) - que é a acepção do termo em si mesmo, o que imediatamente significa. "Homem é [[lexico:a:animal:start|animal]] [[lexico:r:racional:start|racional]]", há uma suppositio formal própria simples. [[lexico:r:real:start|real]] ([[lexico:p:pessoal:start|pessoal]]) - que é a acepção ao termo também quanto a si, mas no que significa imeditamente, como "o homem foi para casa". Vemos que o [[lexico:v:valor:start|valor]] de suplência (suppositio) é [[lexico:s:singular:start|singular]]. No entanto, na proposição: "Homem é uma [[lexico:e:especie:start|espécie]]" ou "o homem é um ser vivo" há uma suplência [[lexico:u:universal:start|universal]]. Por isso, a real divide-se em: universal (ou comum) e singular. Quanto à [[lexico:o:ordem:start|ordem]], a suplência real subdivide-se em: [[lexico:e:essencial:start|essencial]] ([[lexico:n:natural:start|natural]]) e acidental. A essencial, cuja acepção do termo é tomado em si mesmo, ao qual, intrínseca e essencialmente, convém o [[lexico:p:predicado:start|predicado]]. Na proposição "homem é animal", a suplência de homem é essencial. Essa é sempre universal. Na suplência acidental, o predicado já não convém intrinsecamente, mas acidentalmente. É sempre [[lexico:p:particular:start|particular]]. Assim: "o homem briga" , é o mesmo que dizer: "algum homem briga". Quanto à [[lexico:e:extensao:start|extensão]], pode ser universal ou singular, quando sua acepção se refere a todos ou apenas a um. Assim "homem é mortal", para o primeiro caso, e "João é gramático", para o segundo. Por sua vez, pode ser a universal; ou distributiva, ou coletiva, ou particular. É distributiva quando tomada distributivamente, quando há suplência para todos e para cada um. Assim: "O homem é mortal", a suplência é para todos e para cada um dos homens. Coletiva quando tomada coletivamente: "Os generais de Napoleão eram doze". A particular pode ser disjuntiva ou disjunta (ou confusa). No primeiro caso a suplência é determinada quanto ao sujeito. "Algum homem corre"; no segundo é indeterminada, como em "algum pé para chutar". Há, na lógica clássica, várias outras maneiras de classificar a suplência, e as justificações apresentadas por diversos autores em favor de sua [[lexico:p:posicao:start|posição]]. Mas o que vale para a [[lexico:m:metodologia:start|metodologia]] dialética é o cuidado que se deve [[lexico:t:ter:start|ter]] quanto às acepções dos termos e seu valor de suplência. Eis uma [[lexico:r:regra:start|regra]] metodológica dialética: É mister considerar a acepção que toma cada termo de uma proposição, e examinar cuidadosamente seu valor de suplência. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}