===== SUGESTOR ===== O originado é constituído pelo [[lexico:e:ente:start|ente]] ou pelas possibilidades intramundanas, em toda a amplitude de seu [[lexico:s:significado:start|significado]], e são essas possibilidades e [[lexico:e:esse:start|esse]] ente que se revelam como algo desfechado pela [[lexico:i:iluminacao:start|iluminação]] originante do Sugestor. Falamos em Sugestor porque o ente se nos depara como um plexo de sugestões ou desempenhos historiáveis que promanam de um poder sugestivo. A [[lexico:d:dimensao:start|dimensão]] da [[lexico:o:origem:start|origem]] é o feudo de um [[lexico:s:saber:start|saber]] mais original que o querer-saber do ente originado; na Matriz originante já estão dadas todas as filosofias possíveis de um lapso [[lexico:h:historico:start|histórico]]. As representações filosóficas particulares são, pois, suprimidas, como formas alusivas de uma protoforma, como o ser-outro de um [[lexico:p:processo:start|processo]] metaconscienciológico – o [[lexico:m:mito:start|mito]]. [[lexico:n:nietzsche:start|Nietzsche]] já advertia o [[lexico:f:fato:start|fato]] de que todas as filosofias possíveis de um ciclo cultural poderiam [[lexico:e:estar:start|estar]] coimplicadas na [[lexico:i:ideia:start|ideia]] primária de uma [[lexico:s:sociedade:start|sociedade]]. O diverso dos enunciados filosóficos confluiriam na [[lexico:u:unidade:start|unidade]] de uma [[lexico:r:representacao:start|representação]] primária, no mito originante, perdendo a [[lexico:f:forca:start|força]] excludente de seu [[lexico:p:pensar:start|pensar]] pretensamente autônomo. O [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] pensa o pensável. Mas o pensável é um já franqueado por um ditado desocultante. Esse [[lexico:u:ultimo:start|último]] é um ditado do Sugestor, do [[lexico:s:ser:start|ser]], e, como já afirmara [[lexico:s:schelling:start|Schelling]], constitui uma [[lexico:e:escolha:start|escolha]] [[lexico:t:transcendente:start|transcendente]] em [[lexico:r:relacao:start|relação]] à [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] escolhida. [[lexico:n:nao:start|Não]] é a consciência que escolhe o seu [[lexico:m:mundo:start|mundo]], mas é a escolha transcendente do Ser que lança a consciência em sua [[lexico:t:tematica:start|temática]] histórica. O [[lexico:p:personagem:start|personagem]] filosófico, ou o [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] em si e [[lexico:p:por-si:start|por si]], reconhece a [[lexico:n:natureza:start|natureza]] consecutiva de seu querer-saber, a natureza exteriomórfica de seu saber, em relação ao saber originante. A [[lexico:s:sabedoria:start|sabedoria]] conquistada pelo filósofo, o filosofar com sede individual, deve ceder [[lexico:l:lugar:start|lugar]] a um pensamento que, estando [[lexico:a:alem:start|além]] de [[lexico:t:todo:start|todo]] o ente, não é mais pensamento [[lexico:h:humano:start|humano]], mas pensamento do Sugestor. Este último é um pensamento submersivo em relação ao sugerido pelo ente ou como ente, um pensamento transfilosófico. O filósofo, como [[lexico:f:fonte:start|fonte]] de um pensar, sucumbe na consciência da não-originalidade de seu pensamento, na consciência de que seu pensar é um dizer anamórfico em face do dizer da matriz. [VFSTM:132-133] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}