===== SORTE ===== (gr. tyke; lat. [[lexico:f:fortuna|fortuna]]; in. Fortune; fr. Fortune; al. Gluck; it. Fortuna). Segundo [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], distingue-se do [[lexico:a:acaso|acaso]] porque se verifica no domínio das [[lexico:a:acoes|ações]] humanas e por isso [[lexico:n:nao|não]] podem [[lexico:t:ter|ter]] sorte ou [[lexico:f:falta|falta]] de sorte os seres que não podem agir livremente. "Os seres inanimados, os animais, as crianças, não fazem [[lexico:n:nada|nada]] por sorte porque não têm [[lexico:e:escolha|escolha]]; e a boa ou a má sorte só lhes é atribuída por [[lexico:s:semelhanca|semelhança]], da mesma maneira como Protarco disse que as pedras do altar têm sorte porque são homenageadas, enquanto suas companheiras são pisadas" (Fís., II, 6, 197b 1). Essa [[lexico:s:significacao|significação]] manteve-se no [[lexico:u:uso|uso]] [[lexico:m:moderno|moderno]] da [[lexico:p:palavra|palavra]]. Seu [[lexico:c:conceito|conceito]] filosófico é, portanto, o mesmo de acaso. A maneira pela qual um empreendimento pode mudar de direção. — A palavra designa mais especialmente a boa sorte e opõe-se a "[[lexico:a:azar|azar]]". Os empreendimentos que dependem da sorte (como o [[lexico:j:jogo|jogo]] de roleta, o jogo de cartas, as previsões estatísticas e também, numa certa medida, todos os empreendimentos humanos) têm sido objetos do [[lexico:c:calculo|cálculo]] das probabilidades. Cournot foi o primeiro matemático a fazer a [[lexico:t:teoria|teoria]] do acaso ou da sorte. Definiu o acaso como "o entrecruzamento de duas séries causais independentes". O cálculo das possibilidades é empregado em [[lexico:e:economia|economia]] e em [[lexico:p:politica|política]] para se prever a longo prazo os movimentos de população, a [[lexico:e:evolucao|evolução]] da [[lexico:o:opiniao|opinião]] etc.