===== SOPHIA ===== sophía: [[lexico:s:sabedoria|sabedoria]], sabedoria [[lexico:t:teoretica|teorética]] O [[lexico:s:significado|significado]] original da [[lexico:p:palavra|palavra]] liga-a a [[lexico:a:artesanato|artesanato]], [[lexico:v:ver|ver]] Homero, 77. XV, 412; [[lexico:h:hesiodo|Hesíodo]], Trabalhos, 651 (confrontar [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], [[lexico:e:ethica-nichomacos|Ethica Nichomacos]] VI, 1141a). Na [[lexico:e:epoca|época]] de Heródoto abrangia também um [[lexico:t:tipo|tipo]] mais [[lexico:t:teoretico|teorético]] de preeminência, Hist. I, 29 (Sete «Sábios»), IV, 95 ([[lexico:p:pitagoras|Pitágoras]] como um [[lexico:s:sophistes|sophistes]]). [[lexico:h:heraclito|Heráclito]] (Diels, frg. 129) diz que esta sophia de Pitógoras [[lexico:n:nao|não]] é senão um tratamento inadequado da [[lexico:p:polimatia|polimatia]]. Para [[lexico:p:platao|Platão]] há uma [[lexico:d:distincao|distinção]] implícita entre a verdadeira sophia que é o [[lexico:o:objeto|objeto]] da [[lexico:p:philosophia|philosophia]] (ver [[lexico:f:fedro|Fedro]] 278d) e que, tal como a [[lexico:p:phronesis|phronesis]], se deve identificar com o [[lexico:v:verdadeiro|verdadeiro]] [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] ([[lexico:e:episteme|episteme]]) ([[lexico:t:teeteto|Teeteto]] 145e), i. e., um conhecimento dos eide, e, por [[lexico:o:outro|outro]] lado, o praticante da falsa sophia, o sophistes do [[lexico:d:dialogo|diálogo]] do mesmo [[lexico:n:nome|nome]]. Para Aristóteles, sophia é a [[lexico:v:virtude|virtude]] intelectual mais elevada, distinta da phronesis ou sabedoria prática, (Ethica Nichomacos 1141a-b; 1143b-1144a), e também identificada com a [[lexico:m:metafisica|metafísica]], a [[lexico:p:prote-philosophia|prote philosophia]] na Metafísica 980a-983a. O «[[lexico:s:sabio|sábio]]» ([[lexico:s:sophos|sophos]]) torna-se o [[lexico:i:ideal|ideal]] estoico da virtude, ver SVF I, 216; III, 548; D. L. VII, 121-122, e o [[lexico:r:retrato|retrato]] crítico em D. L. VII, 123 e Cícero, Pro Mur. 29-31; ver também, philosophia, phronesis, episteme, [[lexico:e:endoxon|endoxon]]. É tido por sophós, "hábil", [[lexico:q:quem|quem]] quer que testemunhe de uma maestria excepcional, domine seu material, sua [[lexico:l:lingua|língua]], seus conhecimentos, os outros e ele mesmo. O [[lexico:m:mestre|mestre]] [[lexico:a:artesao|artesão]], o [[lexico:p:poeta|poeta]], o legislador, o "sábio" são figuras sucessivas do sophós; este deslocamento, referido por Aristóteles, coincide com o [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]] da [[lexico:c:civilizacao|civilização]] e se dá conta da [[lexico:e:evolucao|evolução]] do [[lexico:t:termo|termo]] sophia. Formado a partir do [[lexico:a:adjetivo|adjetivo]], a sophiá designa a [[lexico:c:certeza|certeza]], o domínio, a [[lexico:q:qualidade|qualidade]] da execução ou do [[lexico:d:discernimento|discernimento]], a [[lexico:a:arte|arte]] de submeter o [[lexico:m:multiplo|múltiplo]] ao [[lexico:u:uno|uno]]: a valorização é, mais que o conteúdo, [[lexico:e:essencial|essencial]] à [[lexico:n:nocao|noção]]. Eis porque a sophia, "sabedoria", é uma [[lexico:a:arete|arete]], "[[lexico:e:excelencia|excelência]]", da [[lexico:a:alma|alma]] (será uma das [[lexico:q:quatro|Quatro]] [[lexico:v:virtudes|virtudes]] cardiais) e porque sophos encarnará, sobretudo nos estoicos, um ideal de [[lexico:p:perfeicao|perfeição]], de infalibilidade, uma [[lexico:n:norma|norma]] divina de [[lexico:c:conduta|conduta]] e de [[lexico:p:pensar|pensar]]. ([[lexico:l:les-notions-philosophiques|Les Notions Philosophiques]])