===== SOFISMA ===== (in. Sophism; fr. Sophisme; al. Sophisma; it. Sofismá). 1. O mesmo que [[lexico:f:falacia:start|falácia]]. 2. [[lexico:r:raciocinio:start|Raciocínio]] caviloso ou que leva a conclusões paradoxais ou desagradáveis. Neste [[lexico:s:sentido:start|sentido]], [[lexico:e:esse:start|esse]] [[lexico:t:termo:start|termo]] tem [[lexico:u:uso:start|uso]] muito vasto, e até os paradoxos e os argumentos duplos podem [[lexico:s:ser:start|ser]] chamados de sofisma É um [[lexico:a:argumento:start|argumento]] aparentemente válido, mas cuja conclusão é falsa. Para alguns são argumentos que partindo de premissas verdadeiras, ou por tal julgadas, terminam por alcançar conclusões que são inadmissíveis, e que [[lexico:n:nao:start|não]] podem enganar, muito embora estejam fundadas nas regras formais do raciocínio. Vide falácia, [[lexico:s:sofista:start|sofista]]. Um raciocínio falho de [[lexico:c:consequencia:start|consequência]] [[lexico:l:logica:start|lógica]] é um raciocínio vicioso ([[lexico:p:paralogismo:start|paralogismo]]). Os raciocínios viciosos aparentemente concludentes denominam-se [[lexico:s:sofismas:start|sofismas]]. — Como o [[lexico:s:silogismo-categorico:start|silogismo categórico]] se baseia na comparação dos [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] extremos com o mesmo termo médio, resulta que só pode conter três conceitos. Se, por [[lexico:e:equivoco:start|equívoco]], contém [[lexico:q:quatro:start|Quatro]] conceitos (= [[lexico:q:quaternio-terminorum:start|quaternio terminorum]]), não há consequência. — A [[lexico:p:peticao-de-principio:start|petição de princípio]] (petitio principii, [[lexico:p:pressuposicao:start|pressuposição]] daquilo que deve ser demonstrado) consiste em pressupor como [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de partida ou [[lexico:m:meio:start|meio]] de [[lexico:d:demonstracao:start|demonstração]] aquilo que se pretende demonstrar. — No [[lexico:c:circulo-vicioso:start|círculo vicioso]] (circulus vitiosus, dialelo) prova-se uma [[lexico:c:coisa:start|coisa]] por meio de outra e esta por meio da primeira. — Temos [[lexico:i:ignoratio-elenchi:start|ignoratio elenchi]] (desconhecimento da [[lexico:q:questao:start|questão]]), quando numa controvérsia não se acerta o ponto [[lexico:e:exato:start|exato]] da questão e se demonstra uma [[lexico:p:proposicao:start|proposição]] que nem é idêntica à que se tem de demonstrar, nem considera esta como consequência necessária daquela. — [[lexico:b:brugger:start|Brugger]]. Sofisma ou falácia chama-se a uma [[lexico:r:refutacao:start|refutação]] [[lexico:a:aparente:start|aparente]], refutação [[lexico:s:sofistica:start|sofística]], e também a um [[lexico:s:silogismo:start|silogismo]] aparente, ou silogismo sofístico, mediante os quais se quer defender algo [[lexico:f:falso:start|falso]] e confundir o adversário. [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] foi o primeiro a apresentar uma lista de sofismas no seu [[lexico:e:escrito:start|escrito]] Sobre as refutações sofística. Indica que há duas espécies de argumentos: Uns verdadeiros e outros que não o são, embora o pareçam. Estes são os sofismas ou refutações sofística.. Estas por sua vez dividem-se em duas espécies: as [[lexico:r:refutacoes-sofisticas:start|refutações sofísticas]] que dependem da [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] usada e as refutações sofísticas que não dependem da linguagem usada. As primeiras podem chamar-se também linguísticas; as segundas, ultra-linguísticas. Os sofismas linguísticos têm as seguintes [[lexico:c:causas:start|causas]]: A homonomia ou [[lexico:e:equivocacao:start|equivocação]] equivale à [[lexico:a:ambiguidade:start|ambiguidade]] de um termo. Por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]]: “os males são [[lexico:b:bens:start|bens]], pois as [[lexico:c:coisas:start|coisas]] que devem ser são bens e os males devem ser”, onde há ambiguidade no uso de [[lexico:d:dever:start|dever]] ser. A falsa conjunção, chamada também composição, é a reunião errônea de termos, a qual depende às vezes dos sinais de pontuação. Exemplo: “o [[lexico:h:homem:start|homem]] pode andar quando está sentado” em vez de “o homem pode andar, quando está sentado”. A falsa [[lexico:d:disjuncao:start|disjunção]], chamada também [[lexico:d:divisao:start|divisão]] ou [[lexico:s:separacao:start|separação]] é a separação errônea de termos. Exemplo: “cinco é dois e é três” em vez de “cinco é dois e três”. A falsa acentuação é a errônea acentuação de termos. Exemplo: “andamos depressa” em vez de “andamos depressa” ou vice- versa. A falsa [[lexico:f:forma:start|forma]] de [[lexico:e:expressao:start|expressão]] (ou [[lexico:f:figura:start|figura]] de dicção) é a expressão de algo diferente pela mesma forma. Exemplo: “cortante” usado como substantivo por [[lexico:a:analogia:start|analogia]] com “amante”, que pode ser usado como substantivo. Os sofismas extra-linguísticos são: a falsa [[lexico:e:equacao:start|equação]], chamada também sofisma do [[lexico:a:acidente:start|acidente]], é a adscrição do [[lexico:a:atributo:start|atributo]] de uma coisa a cada um dos acidentes desta coisa. Exemplo: “se Corisco é outra coisa e não um homem, é outra coisa que não ele mesmo, pois é um homem”. A confusão do [[lexico:r:relativo:start|relativo]] com o [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]] é o emprego de uma expressão em sentido absoluto a partir de um sentido relativo. Exemplo: “se o não ser é [[lexico:o:objeto:start|objeto]] de [[lexico:o:opiniao:start|opinião]], o não ser é”. A [[lexico:i:ignorancia:start|ignorância]] do argumento produz-se quando não se define o que «é a [[lexico:p:prova:start|prova]] ou a refutação e se deixa escapar algo na sua [[lexico:d:definicao:start|definição]]. Exemplo: “a mesma coisa é simultaneamente dupla e não dupla, porque dois é o dobro de um e não é o dobro de três”. A ignorância do [[lexico:c:consequente:start|consequente]] é a [[lexico:c:conversao:start|conversão]] falsa do consequente. Exemplo: “[[lexico:d:dado:start|dado]] que se supõe se a é, b necessariamente é”, afirma- se “se b é, a necessariamente é”. Este sofisma surge com frequência em consequência de inferências errôneas da [[lexico:p:percepcao:start|percepção]] [[lexico:s:sensivel:start|sensível]]. A petição de [[lexico:p:principio:start|princípio]] que surge quando se quer provar o que não é evidente por [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]] mediante ele [[lexico:p:proprio:start|próprio]]. Aristóteles considera cinco casos de petição de princípio: 1. A postulação do mesmo que se quer demonstrar; 2. A postulação universalmente do que se deve demonstrar particularmente; 3. A postulação particularmente do que se quer demonstrar universalmente; 4. A postulação de um [[lexico:p:problema:start|problema]] depois de o [[lexico:t:ter:start|ter]] dividido em partes, e 5. A postulação de uma de duas proposições que se implicam mutuamente. A reunião de várias questões numa só equivale a dar uma só resposta ao que exige mais de uma. Exemplo: “são todas as coisas boas ou más?”, [[lexico:p:pergunta:start|pergunta]] sofística, pois há coisas boas e más. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}