===== SOFIA ===== [[lexico:s:sophia|Sophia]] Em sua [[lexico:a:analise|análise]] do [[lexico:e:escrito|escrito]] Sem Título, Tardieu apresenta a primeira [[lexico:r:realidade|realidade]] deficiente nascida de [[lexico:p:pistis|pistis]]: Sofia. De Pistis emana uma "[[lexico:s:semelhanca|semelhança]]: Sofia. Esta última [[lexico:n:nao|não]] é satisfeita do [[lexico:l:lugar|lugar]] que ocupa e reivindica a [[lexico:i:igualdade|igualdade]] ou a semelhança (v. sizígia) com a [[lexico:e:entidade|entidade]] suprema. Ela se afirma como sendo fundamentalmente [[lexico:e:epithymia|epithymia]]. Sofia comunicará a todos os seres emanados dela seu epithymia: ela aparece portanto no [[lexico:p:principio|princípio]] mesmo deste [[lexico:m:mundo|mundo]] desordenado. Última realidade emanada do mundo do alto, ela será a primeira realidade em [[lexico:r:relacao|relação]] a este mundo daqui, [[lexico:r:raiz|raiz]] de todas as [[lexico:c:coisas|coisas]]. No [[lexico:p:plano|plano]] cosmogônico, sua [[lexico:f:funcao|função]] é de operar a [[lexico:d:disjuncao|disjunção]] do "do alto" do "de baixo", "cortina" ou "véu" que separa o alto do baixo e cobre de sua sombra toda realidade. De [[lexico:f:fato|fato]], o [[lexico:e:estatuto|estatuto]] da Sofia é essencialmente ambíguo: ligada à Pistis, ela tem um lado voltado para o alto; sendo epithymia, ela pertence ao em baixo. E é a todos os seres que ela transmite seu duplo pertencimento: princípio de plenitude e de [[lexico:e:epistrophe|epistrophe]], princípio de deficiência e de [[lexico:c:corrupcao|corrupção]] pela epithymia.