===== SOCIAL ===== (in. Social; fr. Social; al. Sozial; it. Socialé). 1. Que pertence à [[lexico:s:sociedade|sociedade]] ou tem em vista suas estruturas ou condições. Neste [[lexico:s:sentido|sentido]], fala-se em "[[lexico:a:acao|ação]] social", "[[lexico:m:movimento|movimento]] social", "[[lexico:q:questao-social|questão social]]", etc. 2. Que diz [[lexico:r:respeito|respeito]] à [[lexico:a:analise|análise]] ou ao [[lexico:e:estudo|estudo]] da sociedade. Neste sentido, fala-se em "[[lexico:e:economia-social|economia social]]", "[[lexico:p:psicologia-social|psicologia social]]", etc. Em especial, a [[lexico:e:expressao|expressão]] ciências social designa o conjunto das disciplinas sociológicas, jurídicas, econômicas e às vezes também a [[lexico:e:etica|ética]] e a [[lexico:p:pedagogia|pedagogia]]. Essa [[lexico:r:relacao|relação]] especial entre a ação e [[lexico:e:estar|estar]] junto parece justificar plenamente a antiga [[lexico:t:traducao|tradução]] do [[lexico:z:zoon|zoon]] politikon de [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] como [[lexico:a:animal|animal]] socialis, que já encontramos em [[lexico:s:seneca|Sêneca]] e depois, com [[lexico:t:tomas-de-aquino|Tomás de Aquino]], tornou-se a tradução consagrada: homo est naturaliter politicus, id est, socialis (“o [[lexico:h:homem|homem]] é, por [[lexico:n:natureza|natureza]], [[lexico:p:politico|político]], isto é, social”). Melhor que qualquer [[lexico:t:teoria|teoria]] elaborada, essa [[lexico:s:substituicao|substituição]] [[lexico:i:inconsciente|Inconsciente]] do político pelo social revela até que [[lexico:p:ponto|ponto]] havia sido perdida a original [[lexico:c:compreensao|compreensão]] grega da [[lexico:p:politica|política]]. Para tanto, é significativo, mas [[lexico:n:nao|não]] decisivo, que a [[lexico:p:palavra|palavra]] “social” seja de [[lexico:o:origem|origem]] romana e não tenha equivalente na [[lexico:l:lingua|língua]] ou no [[lexico:p:pensamento|pensamento]] gregos. Não obstante, o [[lexico:u:uso|uso]] latino da palavra societas tinha também originalmente um [[lexico:s:significado|significado]] claramente político, embora limitado: indicava uma aliança entre pessoas para um [[lexico:f:fim|fim]] específico, como quando os homens se organizavam para dominar outros ou para cometer um crime. , p. 419).] É somente com o ulterior [[lexico:c:conceito|conceito]] de uma societas generis humani, uma “sociedade da [[lexico:e:especie|espécie]] humana” como distinto de “[[lexico:h:humanidade|humanidade]]” , que indica a [[lexico:s:soma|soma]] total dos seres humanos.] que o [[lexico:t:termo|termo]] “social” começa a adquirir o sentido [[lexico:g:geral|geral]] de [[lexico:c:condicao-humana|condição humana]] fundamental. Não que Aristóteles ou [[lexico:p:platao|Platão]] ignorassem ou não dessem importância ao [[lexico:f:fato|fato]] de que o homem não pode [[lexico:v:viver|viver]] fora da companhia dos homens, simplesmente não incluíam tal [[lexico:c:condicao|condição]] entre as características especificamente humanas. Pelo contrário, ela era algo que a [[lexico:v:vida|vida]] humana tinha em comum com a vida animal, [[lexico:r:razao-suficiente|razão suficiente]] para que não pudesse [[lexico:s:ser|ser]] fundamentalmente humana. A companhia [[lexico:n:natural|natural]], meramente social, da espécie humana era vista como uma [[lexico:l:limitacao|limitação]] imposta a nós pelas [[lexico:n:necessidades-da-vida|necessidades da vida]] biológica, que são as mesmas para o animal [[lexico:h:humano|humano]] e para outras formas de vida animal. [ArendtCH, 4]