===== SIMMEL ===== Simmel, Georg (1858-1918) [[lexico:f:filosofo:start|Filósofo]] e sociólogo alemão (nascido em Breslau); como representante do [[lexico:n:neokantismo:start|neokantismo]], Simmel procura evitar a [[lexico:a:abstracao:start|abstração]], o [[lexico:f:formalismo:start|formalismo]] [[lexico:a:a-priori:start|a priori]] de [[lexico:k:kant:start|Kant]] e a dispersão na [[lexico:d:diversidade:start|diversidade]] dos fatos; admite, contudo, a [[lexico:o:objetividade:start|objetividade]] das normas lógicas e das exigências morais. Obras principais: Introdução à [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] da [[lexico:m:moral:start|moral]] (1892), Problemas de [[lexico:f:filosofia-da-historia:start|filosofia da história]] (1892), [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] do dinheiro (1900), O conflito da [[lexico:c:cultura:start|cultura]] [[lexico:m:moderna:start|moderna]] (1918). [[lexico:v:ver:start|ver]] neokantismo. O resultado final da filosofia de Georg Simmel (1858-1918) é o [[lexico:r:relativismo:start|relativismo]]. Mas no início, concordando com os neocriticistas da [[lexico:e:escola-de-baden:start|escola de Baden]], ele havia, por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], atribuído ao [[lexico:d:dever:start|dever]] [[lexico:s:ser:start|ser]] independência em [[lexico:r:relacao:start|relação]] às situações históricas. E nos Problemas fundamentais de filosofia (1910) [[lexico:a:alem:start|além]] do [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] e do [[lexico:o:objeto:start|objeto]], Simmel propõe um [[lexico:t:terceiro:start|terceiro]] [[lexico:r:reino:start|reino]] das [[lexico:i:ideias:start|ideias]] e um quarto reino do dever ser. Simmel propõe a [[lexico:q:questao:start|questão]] da [[lexico:h:historia:start|história]] em termos kantianos, como o [[lexico:p:problema:start|problema]] das condições que tornam [[lexico:p:possivel:start|possível]] e fundamentam as ciências histórico-sociais em sua [[lexico:a:autonomia:start|autonomia]] e [[lexico:v:validade:start|validade]]. Mas, contra Kant e os neokantianos, Simmel afirma que os [[lexico:e:elementos:start|elementos]] do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] se encontram na [[lexico:e:experiencia:start|experiência]]. Em [[lexico:s:suma:start|suma]], a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] da história [[lexico:n:nao:start|não]] reside em condições a priori independentes da experiência. As [[lexico:c:categorias:start|categorias]] da [[lexico:p:pesquisa-historica:start|pesquisa histórica]] são [[lexico:p:produto:start|produto]] de homens históricos e mudam com a história. Desse [[lexico:m:modo:start|modo]], a [[lexico:r:realidade:start|realidade]] histórica pode ser interpretada à [[lexico:l:luz:start|luz]] de diversas categorias. Não há [[lexico:s:sentido:start|sentido]], portanto, em [[lexico:f:falar:start|falar]] de fatos históricos "objetivamente" importantes. Escreve Simmel: "Um [[lexico:f:fato:start|fato]] é importante porque interessa a [[lexico:q:quem:start|quem]] o considera". Assim, também para Simmel é a relação com o [[lexico:v:valor:start|valor]] que atua como [[lexico:c:criterio:start|critério]] de [[lexico:e:escolha:start|escolha]] dos fatos históricos, só que esses valores não são inerentes aos fatos, e sim são os valores do historiador. O qual, na [[lexico:o:opiniao:start|opinião]] de Simmel, tem a [[lexico:f:funcao:start|função]] de estudar os acontecimentos individuais em sua [[lexico:i:individualidade:start|individualidade]]. E [[lexico:e:esse:start|esse]] [[lexico:e:estudo:start|estudo]] só é possível mediante procedimento de [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] psicológica que, como afirmara [[lexico:d:dilthey:start|Dilthey]], deve captar, através do Verstehen (o entender) e o Nachbilden (o reproduzir), a [[lexico:v:vida:start|vida]] espiritual e interior dos indivíduos, cujas [[lexico:r:relacoes:start|relações]] dão [[lexico:l:lugar:start|lugar]] aos fenômenos históricos, ainda que Simmel observe que a [[lexico:i:identidade:start|identidade]] entre sujeito cognoscente e objeto conhecido é [[lexico:p:pressuposto:start|pressuposto]] da validade do conhecimento [[lexico:h:historico:start|histórico]] e não [[lexico:g:garantia:start|garantia]] dessa validade. No que se refere à [[lexico:s:sociologia:start|sociologia]], Simmel refuta a [[lexico:i:ideia:start|ideia]] positivista que afirma a [[lexico:e:existencia:start|existência]] de uma [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] legal da realidade histórico-social. Para Simmel, a função da sociologia é puramente descritiva. Mas a [[lexico:d:descricao:start|descrição]] dos fatos não é a sua [[lexico:r:reproducao:start|reprodução]]: ela implica sempre a sua [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]], à luz de categorias e [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] que não são eternos nem absolutos e que precisam ser determinados do interior de cada ciência e da sua [[lexico:a:acao:start|ação]] efetiva no curso da [[lexico:p:pesquisa:start|pesquisa]] concreta. E, como ciência autônoma, a sociologia deve [[lexico:c:compreender:start|compreender]] "unicamente os modos e as formas de [[lexico:a:associacao:start|associação]]". Assim, prescindindo dos conteúdos, distingue-se das outras ciências, como a [[lexico:e:economia:start|economia]], a moral ou a [[lexico:p:psicologia:start|psicologia]]. Consequentemente, a história tem a função de compreender fatos e acontecimentos individuais e a sociologia tem a função de descrever as formas de associação entre os indivíduos. Desse modo, o problema do sentido da história é problema teoricamente insolúvel: o sentido que pensamos terem a história e a vida é questão relativa às crenças que são as filosofias da história. Filosofias e crenças relativas. Para Simmel, [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]] da vida é [[lexico:r:relativo:start|relativo]]. A vida é intranscendível: não se pode ir além da vida e de suas manifestações. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}