===== SIGNO ===== (gr. [[lexico:s:semeion:start|semeion]]; lat. signum; in. Sign; fr. Signe; al. Zeichen; it. Segnó). Qualquer [[lexico:o:objeto:start|objeto]] ou [[lexico:a:acontecimento:start|acontecimento]], usado como [[lexico:m:mencao:start|menção]] de [[lexico:o:outro:start|outro]] objeto ou acontecimento. Esta [[lexico:d:definicao:start|definição]], geralmente empregada ou pressuposta na [[lexico:t:tradicao:start|tradição]] filosófica antiga e recente, é generalíssima e permite [[lexico:c:compreender:start|compreender]] na [[lexico:n:nocao:start|noção]] de signo qualquer [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] de [[lexico:r:referencia:start|referência]]: p. ex., do [[lexico:e:efeito:start|efeito]] à [[lexico:c:causa:start|causa]] ou vice-versa; da [[lexico:c:condicao:start|condição]] ao condicionado ou vice-versa; do [[lexico:e:estimulo:start|estímulo]] de uma lembrança à própria lembrança; da [[lexico:p:palavra:start|palavra]] a seu [[lexico:s:significado:start|significado]]; do gesto indicativo (p. ex., um braço estendido) à [[lexico:c:coisa:start|coisa]] indicada; do indício ou do [[lexico:s:sintoma:start|sintoma]] de uma [[lexico:s:situacao:start|situação]] à própria situação, etc. Todas essas [[lexico:r:relacoes:start|relações]] podem [[lexico:s:ser:start|ser]] compreendidas pela noção de signo. No entanto, em [[lexico:s:sentido:start|sentido]] [[lexico:p:proprio:start|próprio]] e restrito, essa noção deve ser entendida como a possibilidade de referência de um objeto ou acontecimento presente a um objeto ou acontecimento não-presente, ou cuja [[lexico:p:presenca:start|presença]] ou não-presença seja é indiferente. Nesse sentido mais restrito, a possibilidade de [[lexico:u:uso:start|uso]] dos signos ou [[lexico:s:semiose:start|semiose]] é a [[lexico:c:caracteristica:start|característica]] fundamental do [[lexico:c:comportamento:start|comportamento]] [[lexico:h:humano:start|humano]], porque permite a utilização do passado (o que "[[lexico:n:nao:start|não]] está mais presente") para a [[lexico:p:previsao:start|previsão]] e o planejamento do [[lexico:f:futuro:start|futuro]] (o que "ainda não está presente"). Nesse sentido, pode-se dizer que o [[lexico:h:homem:start|homem]] é, por [[lexico:e:excelencia:start|excelência]], um [[lexico:a:animal:start|animal]] [[lexico:s:simbolico:start|simbólico]], e que nesse seu [[lexico:c:carater:start|caráter]] se radica a possibilidade de [[lexico:d:descoberta:start|descoberta]] e de uso das técnicas em que consiste propriamente sua [[lexico:r:razao:start|razão]]. Ainda hoje é válida a doutrina do signo formulada pelos estoicos. Estes chamavam de signo, de [[lexico:m:modo:start|modo]] [[lexico:g:geral:start|geral]], "aquilo que parece revelar [[lexico:a:alguma-coisa:start|alguma coisa]]", mas em sentido específico chamavam de signo "aquilo que é indicativo de uma coisa obscura", não manifesta ([[lexico:s:sexto-empirico:start|Sexto Empírico]], Adv. math., VIII, 143; Pirr. hyp., I, 99 ss.). Portanto, consideravam que os signos eram de duas espécies fundamentais: rememorativos, que se referem a [[lexico:c:coisas:start|coisas]] apenas ocasionalmente obscuras, como p. ex. a fumaça, que é signo do [[lexico:f:fogo:start|fogo]], e indicativos, que nunca são observados juntamente com a coisa indicada, que é obscura por [[lexico:n:natureza:start|natureza]]; neste sentido, diz-se que os movimentos do [[lexico:c:corpo:start|corpo]] são signo da [[lexico:a:alma:start|alma]] (Ibid., VIII, 148-155). Sabemos também que na [[lexico:c:capacidade:start|capacidade]] de usar os signos os estoicos viam a [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] entre homens e animais (Ibid., VIII, 276), e que consideravam o signo um [[lexico:p:produto:start|produto]] intelectual, identificando-o com "uma [[lexico:p:proposicao:start|proposição]] constituída por uma conexão válida e reveladora do [[lexico:c:consequente:start|consequente]]" (Ibid., VIII, 245). Os epicuristas, ao contrário, consideravam que o signo tem natureza [[lexico:s:sensivel:start|sensível]], capaz de permitir e fundamentar a [[lexico:i:inducao:start|indução]] (Ibid., VIII, 215 ss.; cf. indução). Mais [[lexico:t:tarde:start|Tarde]], nos moldes da doutrina estoica, o signo continuou sendo definido como [[lexico:r:relacao:start|relação]] de referência entre dois termos conexos. [[lexico:t:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]] não excluía que se pudesse chamar de signo a causa sensível de um efeito [[lexico:o:oculto:start|oculto]] ([[lexico:s:suma-teologica:start|Suma Teológica]], 1,70, a. 2, ad. 2). A [[lexico:l:logica:start|lógica]] terminista distinguiu a referência do signo àquilo que denota, que é a relação de [[lexico:s:significacao:start|significação]] instituída arbitrariamente, da [[lexico:s:suposicao:start|suposição]], que é a relação pela qual o [[lexico:t:termo:start|termo]] compreendido numa proposição está em [[lexico:l:lugar:start|lugar]] de alguma coisa (cf. [[lexico:p:pedro-hispano:start|Pedro Hispano]], Summ. log., 6.03). Ockham definiu o signo como "tudo aquilo que, uma vez aprendido, permite chegar a conhecer alguma outra coisa" (Summa log., I, 1), e fez a [[lexico:d:distincao:start|distinção]] entre signo [[lexico:n:natural:start|natural]], que é o [[lexico:c:conceito:start|conceito]] (ou [[lexico:i:intencao:start|intenção]] da alma) enquanto produzido pela própria coisa do mesmo modo como a fumaça é produzida pelo fogo, e signo convencional, instituído arbitrariamente, que é a palavra (Ibid., I, 14). A [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] inglesa dos sécs. XVII e XVIII valeu-se amplamente da noção de signo, mas não o definiu de maneira nova. [[lexico:h:hobbes:start|Hobbes]] dizia: "signo é o [[lexico:a:antecedente:start|antecedente]] evidente do consequente ou, ao contrário, o consequente do antecedente quando antes já tiverem sido observadas consequências semelhantes; quanto mais vezes tiverem sido observadas, tanto menos incerto será o signo" (Leviath., I, 3). [[lexico:b:berkeley:start|Berkeley]] utilizou a noção de signo para definir a [[lexico:f:funcao:start|função]] das [[lexico:i:ideias:start|ideias]] gerais, que seriam ideias particulares "adotadas para [[lexico:r:representar:start|representar]] ou substituir outras ideias particulares do mesmo [[lexico:t:tipo:start|tipo]]" (Principles of Human Knowledge, Intr., § 12). No [[lexico:u:ultimo:start|último]] capítulo de [[lexico:o:ontologia:start|ontologia]], [[lexico:w:wolff:start|Wolff]] apresenta uma doutrina lúcida e incisiva do signo, definindo-o como "um [[lexico:e:ente:start|ente]] do qual se infere a presença ou a [[lexico:e:existencia:start|existência]] passada ou futura de outro ente" (Ont., § 952) e distinguindo, consequentemente, o signo demonstrativo, que indica um objeto presente [[lexico:d:designado:start|designado]], o signo prognóstico, cujo ser designado é futuro, e o signo rememorativo, cujo ente designado é passado (Ibid., § 954). Com base nesses [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]], é óbvio que qualquer procedimento cognoscitivo pode ser considerado semiológico. Em [[lexico:o:oposicao:start|oposição]] a isso, [[lexico:k:kant:start|Kant]] considerou, por um lado, as [[lexico:p:palavras:start|palavras]] e os signos visíveis (algébricos, numéricos, etc.) como [[lexico:s:simples:start|simples]] expressões dos conceitos, ou seja, como "[[lexico:c:caracteres:start|caracteres]] sensíveis que designam conceitos e servem apenas como meios subjetivos de [[lexico:r:reproducao:start|reprodução]], e, por outro lado, os [[lexico:s:simbolos:start|símbolos]] como representações analógicas, infra-intelectuais, dos objetos intuídos (Crít. do [[lexico:j:juizo:start|Juízo]], § 59; Antr., I, 38). Portanto, segundo Kant, "[[lexico:q:quem:start|quem]] só sabe expressar-se de modo simbólico tem poucos conceitos intelectuais, e aquilo que frequentemente se admira na vivida expressividade presente nos discursos dos selvagens (e às vezes também dos supostos sábios de um [[lexico:p:povo:start|povo]] rude) não passa de [[lexico:p:pobreza:start|pobreza]] de ideias, portanto também de palavras para expressá-las" (Ibid., 38). No entanto, os kantianos não foram tão contrários quanto seu [[lexico:m:mestre:start|mestre]] a reduzir qualquer [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] ao uso de signos. H. Helmholtz considerava as sensações como sinais produzidos em nossos órgãos dos sentidos pela [[lexico:a:acao:start|ação]] de forças externas, e atribuía a [[lexico:v:validade:start|validade]] desses signos ao [[lexico:f:fato:start|fato]] de terem entre si uma [[lexico:o:ordem:start|ordem]] que reproduz a ordem existente entre as coisas, e não o fato de serem semelhantes às coisas (Die Tatsachen in der Wahrnehmung, 1879). Na mesma linha de [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]], E. [[lexico:c:cassirer:start|Cassirer]] estudou as formas simbólicas da [[lexico:v:vida:start|vida]] humana e seu significado conceitual (Die Philosophie der symbolischen Formen, 3 vol., 1923-29), e chamou o homem de [[lexico:a:animal-symbolicum:start|animal symbolicum]] (Essay on [[lexico:m:man:start|Man]], 1944, cap. II; trad. it., p. 49). Quando, por [[lexico:i:influencia:start|influência]] da [[lexico:l:logica-matematica:start|lógica matemática]], á [[lexico:t:teoria:start|teoria]] dos signos volta a ser estudada na filosofia contemporânea, seus traços fundamentais não variam, mas é-lhe acrescentada outra ordem de considerações, mais precisamente as que se incluem na chamada [[lexico:p:pragmatica:start|pragmática]], vale dizer, as que concernem à relação do signo com seus intérpretes. Pode-se dizer que, desse [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista, o objeto da [[lexico:s:semiotica:start|semiótica]], que é a teoria dos signos, não é mais o próprio signo, mas a semiose, ou seja, o uso dos signos ou o comportamento semiótico. Essa [[lexico:o:orientacao:start|orientação]] foi inaugurada por E. signo [[lexico:p:peirce:start|Peirce]]. Depois de dar a definição tradicional do signo (como "algo que, uma vez conhecido, conhecemos outra coisa"), Peirce acrescentou que "signo é um objeto que, por um lado, está em relação com seu objeto e, por outro, em relação com um [[lexico:i:interpretante:start|interpretante]], de tal modo que produz entre o interpretante e o objeto uma relação correspondente à sua própria relação com o objeto." O signo é, pois, uma relação triádica entre o próprio signo, seu objeto e o interpretante (Coll. Pap., 2.243 ss.; 8.332). Consequentemente, Peirce classificava os signos segundo três pontos de vista diferentes: [[lexico:p:por-si:start|por si]] mesmos; em sua relação com o objeto; em sua relação com o interpretante. Considerados em si mesmos, os signos podem ser: aparências ou qualissignos, objetos ou acontecimentos individuais, vale dizer, sinsignos (nessa palavra, sin é a primeira sílaba de semel, simul, similar, etc); tipos gerais ou legissignos (Ibid., 8.334). Considerado em relação ao objeto representado, o signo pode ser: um [[lexico:i:icone:start|ícone]], como p. ex. uma [[lexico:p:percepcao:start|percepção]] visual ou auditiva; um [[lexico:i:indice:start|índice]], como um [[lexico:n:nome:start|nome]] próprio ou o sintoma de uma [[lexico:d:doenca:start|doença]]; ou um [[lexico:s:simbolo:start|símbolo]], que é um signo convencional (Ibid., 8.335). Em relação ao objeto [[lexico:i:imediato:start|imediato]], o signo pode ser de uma [[lexico:q:qualidade:start|qualidade]], de um ente ou de uma [[lexico:l:lei:start|lei]]. Finalmente, em relação ao interpretante, o signo pode ser um [[lexico:r:rema:start|rema]], um [[lexico:e:enunciado:start|enunciado]] ou um [[lexico:t:tema:start|tema]], isto é, um termo, uma proposição ou um [[lexico:r:raciocinio:start|raciocínio]] (Ibid., 8.337). Essa [[lexico:c:classificacao:start|classificação]] foi depois reexposta pelo próprio Peirce com outra [[lexico:t:terminologia:start|terminologia]], mais aceita. Chamou de tipo a [[lexico:f:forma:start|forma]] definidamente significante, que não é uma coisa única ou um [[lexico:e:evento:start|evento]] [[lexico:u:unico:start|único]], que não existe por si mas é determinada por coisas que existem; chamou de [[lexico:o:ocorrencia:start|ocorrência]] ([[lexico:t:token:start|token]]) o evento [[lexico:s:singular:start|singular]] que ocorre uma única vez, assim como uma palavra que se encontra numa única linha de uma única página de uma única cópia de um livro; e chamou de tom (tone) o caráter significante indefinidamente significante, como o tom de [[lexico:v:voz:start|voz]] (Coll. Pap., 4.537). Essas três espécies correspondem ao legissigno, sinsigno e qualissigno da classificação anterior (v. palavra; ttpo). Teve muito [[lexico:s:sucesso:start|sucesso]] (imerecido) a classificação proposta por Ogden e Richards em The Meaning of Meaning (1923). Distinguiram o uso simbólico do uso [[lexico:e:emotivo:start|emotivo]] dos signos; o uso simbólico é a [[lexico:a:assercao:start|asserção]], ou seja, a referência do signo a um objeto; o uso emotivo tende a expressar e a produzir sentimentos e atitudes. "Na função [[lexico:s:simbolica:start|simbólica]] incluem-se tanto a simbolização da referência quanto a [[lexico:c:comunicacao:start|comunicação]] dela ao [[lexico:o:ouvinte:start|ouvinte]], vale dizer, a produção de referência [[lexico:s:semelhante:start|semelhante]] no ouvinte. Na função emotiva incluem-se tanto a [[lexico:e:expressao:start|expressão]] de emoções, atitudes, disposições, intenções, etc. do falante, quanto a comunicação dessas emoções, etc, que é a sua [[lexico:e:evocacao:start|evocação]] no ouvinte" (The Meaning of Meaning, 10a ed., 1952, p. 149). Essa classificação foi utilizada (especialmente por E. L. Stevenson, Ethics and Language, 1944) na [[lexico:a:analise:start|análise]] da [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] da [[lexico:m:moral:start|moral]] e, em geral, da linguagem normativa, mas seus fundamentos não são consistentes, sobretudo pela [[lexico:i:impossibilidade:start|impossibilidade]] de propor um [[lexico:c:criterio:start|critério]] simples e suficientemente seguro para se fazer a distinção proposta nos casos particulares. Classificação mais adequada e menos preconcebida é a de Morris, que distingue os identificadores, que significam a [[lexico:l:localizacao:start|localização]] no [[lexico:e:espaco:start|espaço]] e no [[lexico:t:tempo:start|tempo]]; os designadores, que significam as características do [[lexico:m:meio:start|meio]]; os apreciadores, que significam um [[lexico:s:status:start|status]] preferencial; os prescritores, que significam a solicitação de respostas específicas (Signs, Language and Behavior, 1946, III, 2; trad. it., p. 97). Desses signos, chamados em conjunto de lexicais, Morris distingue os signos formadores, que significam que "a situação significada de outro modo é uma situação [[lexico:a:alternativa:start|alternativa]]" (Ibid., VI, 1). Estes últimos são divididos por sua vez em determinadores, como "todos", "alguns", "nenhum"; em conectores, como vírgulas, [[lexico:p:parenteses:start|parênteses]], cópula, conjunções e, ou, etc.; e em modalizadores, que são, p. ex., pontos de exclamação, etc. Morris revalidou na filosofia contemporânea a teoria do signo estabelecida por Peirce, introduzindo uma terminologia [[lexico:u:util:start|útil]]: chamou de veículo o objeto ou o acontecimento que serve como signo; de designado o objeto a que o signo se refere; de inter-pretante o efeito do signo sobre o [[lexico:i:interprete:start|intérprete]], ou seja, o sentido do signo; e de intérprete o [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] do [[lexico:p:processo:start|processo]] semiológico (Foundations of the Theory of Signs, 1938, II, 2). Na esteira de Peirce, Morris também insistiu no caráter comportamental do processo semiológico; aliás, procurou definir o signo em termos exclusivamente comportamentais. A definição a que chegou é a seguinte: "Se A orienta o comportamento para um [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] de maneira semelhante (mas não necessariamente idêntica) à maneira como B orientaria o comportamento para o mesmo objetivo no caso de se observar B, então A é um signo" (Ibid., I, 2; trad. it., p. 21). É evidente a influência que a teoria dos [[lexico:r:reflexos-condicionados:start|reflexos condicionados]] exerceu sobre essa definição (v. [[lexico:a:acao-reflexa:start|ação reflexa]]). Camap — e com ele muitos outros — aceitou os fundamentos da teoria de Morris, [[lexico:b:bem:start|Bem]] como a [[lexico:d:divisao:start|divisão]] da semiótica geral nas três partes por ele propostas (cf. R. Carnap, Foundations of Logic and Mathematics, 1939,1, 2; trad. it., pp. 6-7) (v. semiótica). Pode-se definir um signo como uma expressão capaz de veicular um sentido, e um conceito, como uma [[lexico:r:representacao:start|representação]] [[lexico:i:ideal:start|ideal]], através da qual, o [[lexico:e:espirito:start|espírito]] visa um segmento do [[lexico:m:mundo:start|mundo]] [[lexico:r:real:start|real]] ou do mundo ideal (quer se trate de um [[lexico:i:individuo:start|indivíduo]], quer de uma [[lexico:c:classe:start|classe]]), ou uma [[lexico:p:propriedade:start|propriedade]], individual ou [[lexico:r:relacional:start|relacional]], suscetível de se reportar a uma [[lexico:e:entidade:start|entidade]] real ou ideal. Devemos tentar [[lexico:a:apreender:start|apreender]] o modo de intervenção dos signos e dos conceitos nas diferentes ciências. [Ladrière] O [[lexico:p:problema:start|problema]] do signo tem sido fundamental na maior [[lexico:p:parte:start|parte]] das correntes filosóficas; em [[lexico:t:todo:start|todo]] o caso, o seu tratamento implica uma [[lexico:m:multidao:start|multidão]] de questões que abarcam a lógica, a [[lexico:t:teoria-do-conhecimento:start|teoria do conhecimento]] e ainda a [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]]. Para muito autores antigos, o signo é um [[lexico:s:sinal:start|sinal]], e especialmente um sinal verbal por meio do qual se representa algo. Assim pensaram os estoicos, o quais desenvolveram amplamente a teoria dos signos. Os cépticos consideraram também como especialmente importante o problema. As suas teorias e definições sobre esta [[lexico:q:questao:start|questão]] foram tão relevantes, que constituíram o que poderia chamar-se uma doutrina clássica. Esta predominou na [[lexico:f:filosofia-medieval:start|filosofia medieval]]. Na lógica medieval, o signo é o que se chamava vulgarmente termo, mas poderia ser entendido em vários sentidos. Podia ser um signo que representasse a coisa designada. Podia ser um signo que conduzisse ao conhecimento por meio de uma [[lexico:s:semelhanca:start|semelhança]]. Podia ser também um signo que conduzisse ao conhecimento de outra coisa mediante outra conexão distinta. A maior ou menor natureza representativa do signo dependia, naturalmente, da correspondente concepção dos [[lexico:u:universais:start|universais]]. Os chamados racionalistas modernos ocuparam-se dos signos sobretudo como [[lexico:e:elementos:start|elementos]] capazes de constituir uma doutrina [[lexico:u:universal:start|universal]] de signos que possam referir-se a todas as ideias que um espírito humano possa albergar. Assim sucede com [[lexico:d:descartes:start|Descartes]] e [[lexico:l:leibniz:start|Leibniz]]. Em muitos casos os signos eram considerados como símbolos, e estes eram admitidos como os elementos conceptuais que correspondiam aos elementos reais. Em compensação, os pensadores ingleses de [[lexico:t:tendencia:start|tendência]] empirista e nominalista conceberam o signo como aquilo que, sendo apreendido, pode fazer [[lexico:p:pensar:start|pensar]] em algo anteriormente conhecido , como o efeito, que s diz ser da causa. Os exemplos anteriores estão muito longe de esgotar as opiniões dos filósofos sobre os significados de signo. Desde fins do século passado até ao presente, encontramos numerosas teorias sobre a natureza e função dos signos. Hoje prepondera a doutrina que afirma que o signo pode ser considerado como algo que sustenta três tipos de relação: com outros signos, com objetos designados pelo signo e com o sujeito que o usa. O [[lexico:e:estudo:start|estudo]] da primeira forma de relação chama-se [[lexico:s:sintaxe:start|sintaxe]]; o da segunda forma de relação, [[lexico:s:semantica:start|semântica]]; o da terceira, pragmática. O estudo geral dos signos é a semiótica. Dada a importância das linguagens naturais e artificiais, é compreensível que as investigações semióticas, lógicas e não lógicas, tenham [[lexico:a:adquirido:start|adquirido]] uma grande importância no pensamento contemporâneo. a) Igual a sinal. b) Empregado sobretudo para indicar qualquer das doze partes ou espaços iguais em que se divide o zodíaco. Os signos no [[lexico:s:sistema:start|sistema]] significativo vão apontar a uma [[lexico:i:intencionalidade:start|intencionalidade]], ou seja: o que o homem pretende transmitir à outro de forma que [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] comunicado, seja captado o mais adequadamente [[lexico:p:possivel:start|possível]]. Segundo Pierce é algo que substitui para alguém sob algum prisma, "está dirigido para alguém e cria na [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] deste um signo equivalente, e talvez um signo mais [[lexico:c:complexo:start|complexo]]... o signo substitui alguma coisa, substitui objeto. Tem como função mais característica servir ao mútuo [[lexico:e:entendimento:start|entendimento]] da [[lexico:l:lingua:start|língua]], que é considerada como sistemas de signos mais completo e evolucionado dentro do [[lexico:c:campo:start|campo]] da significação". {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}