===== SER E TEMPO ===== A [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] da [[lexico:q:questao-do-ser:start|questão do ser]] dirige o [[lexico:p:plano:start|plano]] do tratado O [[lexico:s:ser:start|ser]] e o [[lexico:t:tempo:start|tempo]]. Este compreende, ou pelo menos devia [[lexico:c:compreender:start|compreender]], segundo o [[lexico:p:projeto:start|projeto]] inicial anunciado no [[lexico:p:principio:start|princípio]] da [[lexico:o:obra:start|obra]], duas partes. A primeira [[lexico:p:parte:start|parte]] intitula-se «A [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] do [[lexico:s:ser-ai:start|ser-aí]] em direção da [[lexico:t:temporalidade:start|temporalidade]] e da explanação do tempo como [[lexico:h:horizonte:start|horizonte]] [[lexico:t:transcendental:start|transcendental]] da [[lexico:q:questao:start|questão]] do ser». O seu [[lexico:f:fim:start|fim]] é o de manifestar a [[lexico:s:significacao:start|significação]] [[lexico:t:temporal:start|temporal]] do ser. Esta parte articula-se ela própria em três momentos ou seções: na primeira seção: «A [[lexico:a:analise:start|análise]] fundamental e preparatória do ser-aí», [[lexico:h:heidegger:start|Heidegger]] analisará o ser-aí tal como ele é em primeiro [[lexico:l:lugar:start|lugar]] e mais habitualmente, ou seja, na sua banalidade quotidiana e ordinária. Na segunda seção: «Ser-aí e temporalidade», Heidegger inclinar-se-á sobre o ser-aí autenticamente existente e porá em [[lexico:e:evidencia:start|evidência]] o [[lexico:s:sentido:start|sentido]] do seu ser como temporalidade. Com a segunda seção, a [[lexico:a:analitica-existenciaria:start|analítica existenciária]] propriamente dita, termina. Ela fornece a Heidegger o solo requerido para responder à questão do ser, o que constitui, ou antes devia constituir, o [[lexico:o:objeto:start|objeto]] da terceira seção, «Tempo e Ser», que nunca será publicada. Nessa seção, Heidegger devia mostrar que «aquilo a partir do qual o ser-aí pode implicitamente compreender e explicitar o ser é o tempo». Para que isso se faça «será preciso estabelecer», diz-nos ele, «uma explanação autêntica do tempo como horizonte da [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] do ser a partir da temporalidade como ser de um ser-aí que compreende o ser». A [[lexico:d:descoberta:start|descoberta]] do sentido temporal do ser, por muito nova que seja, só tem [[lexico:v:valor:start|valor]], porém, porque ela é «suficientemente antiga para nos ensinar as possibilidades abertas pelos ‘Antigos’». Esta é a [[lexico:r:razao:start|razão]] pela qual Heidegger julga [[lexico:n:necessario:start|necessário]] completar a primeira parte de O Ser e o Tempo com uma interpretação da [[lexico:h:historia:start|história]] da [[lexico:o:ontologia:start|ontologia]] à [[lexico:l:luz:start|luz]] da [[lexico:p:problematica:start|problemática]] da temporalidade (segunda parte do tratado). [[lexico:n:nao:start|Não]] podendo abarcar o conjunto desta história, Heidegger limitar-se-á ao exame de três momentos particularmente significativos: a doutrina kantiana do [[lexico:e:esquematismo:start|esquematismo]], a doutrina cartesiana do [[lexico:c:cogito-sum:start|cogito sum]] como [[lexico:r:res-cogitans:start|res cogitans]] e o tratado aristotélico sobre o tempo como [[lexico:i:indice:start|índice]] dos limites da ontologia antiga. Estes três momentos da história da ontologia deviam ser estudados nas três seções que deveriam formar a segunda parte de O Ser e o Tempo, seções que, também elas, nunca serão publicadas. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}