===== SCOTISMO ===== O scotismo é a doutrina de João [[lexico:d:duns-scotus:start|Duns Scotus]] e a corrente de [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] da chamada nova [[lexico:e:escola:start|escola]] fransciscana da Idade Média, a qual contou, até aos séculos XVI e XVII eminentes representantes e atualmente experimenta certa vivescência. A [[lexico:c:critica:start|crítica]] perspicaz de Scotus é dirigida contra S. [[lexico:t:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]], [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] e os árabes. No [[lexico:e:essencial:start|essencial]], atém-se à [[lexico:t:tradicao:start|tradição]] do augustinismo franciscano; todavia, abandona a doutrina da [[lexico:i:iluminacao:start|iluminação]] divina no [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]]. Na [[lexico:q:questao:start|questão]] da [[lexico:v:validade:start|validade]] [[lexico:r:real:start|real]] de nossos [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] [[lexico:u:universais:start|universais]], ensina Scotus, frente ao denominado [[lexico:r:realismo:start|realismo]] moderado, uma [[lexico:d:distincao:start|distinção]] [[lexico:f:formal:start|formal]] entre [[lexico:n:natureza:start|natureza]] [[lexico:u:universal:start|universal]] e [[lexico:i:individuo:start|indivíduo]] ([[lexico:f:formalismo:start|formalismo]], ultra-realismo). Uma vez que, segundo Scotus, a doutrina tomista da [[lexico:a:analogia:start|analogia]] (segundo a qual nossos conceitos extraídos das [[lexico:c:coisas:start|coisas]] criadas são aplicáveis a [[lexico:d:deus:start|Deus]] só de maneira analógica, imperfeita) impede que o [[lexico:h:homem:start|homem]] conheça a Deus, defende ele uma certa [[lexico:u:univocidade:start|univocidade]] [[lexico:l:logica:start|lógica]] do [[lexico:c:conceito-de-ser:start|conceito de ser]]. [[lexico:p:ponto:start|ponto]] básico de sua doutrina é o [[lexico:r:referente:start|referente]] à primazia da [[lexico:v:vontade:start|vontade]] sobre a [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]]. Tudo é eflúvio do [[lexico:a:amor:start|amor]] [[lexico:i:infinito:start|infinito]], livre e gracioso de Deus. A vontade divina é a [[lexico:c:causa:start|causa]] única de seu querer, e a [[lexico:s:sabedoria:start|sabedoria]] divina é o [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] real daquela vontade que, por isso, está ligada às leis metafísicas. A [[lexico:e:essencia:start|essência]] da humana [[lexico:f:felicidade:start|felicidade]] reside, [[lexico:n:nao:start|não]] no conhecimento, mas na vontade. O [[lexico:p:principio:start|princípio]] de [[lexico:i:individuacao:start|individuação]] não é constituído pela [[lexico:m:materia:start|matéria]], senão por uma última [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] da [[lexico:f:forma:start|forma]] (a haecceitas scotista). A [[lexico:a:alma:start|alma]] é forma essencial do [[lexico:c:corpo:start|corpo]], mas não sua única forma. O âmbito do [[lexico:s:saber:start|saber]] demonstrável é circunscrito. Assim, p. ex., a [[lexico:e:existencia-de-deus:start|existência de Deus]] pode [[lexico:s:ser:start|ser]] demonstrada filosoficamente de maneira rigorosa, mas não sucede [[lexico:o:outro:start|outro]] tanto, p. ex., com a sua [[lexico:o:onipresenca:start|onipresença]] e [[lexico:o:onipotencia:start|onipotência]]. — Schuster. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}