===== SARTRE ===== Jean-Paul Sartre (1905-1980) SARTRE (Jean-Paul), [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] e escritor (Paris 1905), primeiro representante do [[lexico:e:existencialismo:start|existencialismo]] na França. Revelado através de A [[lexico:n:nausea:start|náusea]] (1938) e O muro (1939), expõe em O [[lexico:s:ser-e-o-nada:start|Ser e o Nada]] (1943) e mais [[lexico:t:tarde:start|Tarde]] na [[lexico:c:critica:start|Crítica]] da [[lexico:r:razao:start|razão]] [[lexico:d:dialetica:start|dialética]] (1960) os [[lexico:p:principios:start|princípios]] de sua [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] [[lexico:e:existencialista:start|existencialista]]. A náusea exprime uma certa [[lexico:v:visao:start|visão]] do [[lexico:m:mundo:start|mundo]], desenvolvida, aliás, em Os caminhos da [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]] (1945-1949), onde o [[lexico:i:individuo:start|indivíduo]] acha-se confrontado com o [[lexico:a:absurdo:start|absurdo]] dos acontecimentos, e em que o [[lexico:s:sentimento-fundamental:start|sentimento fundamental]] é o "desgosto" da [[lexico:e:existencia:start|existência]]. O [[lexico:s:ser:start|ser]] e o [[lexico:n:nada:start|nada]] apresenta-se como uma [[lexico:j:justificacao:start|justificação]] filosófica: seu célebre [[lexico:p:principio:start|princípio]] segundo o qual "a existência precede a [[lexico:e:essencia:start|essência]]" significa simplesmente que a [[lexico:p:personalidade:start|personalidade]] de um indivíduo (sua essência) [[lexico:n:nao:start|não]] constitui de [[lexico:m:modo:start|modo]] nenhum, para ele, um [[lexico:d:destino:start|destino]], que a [[lexico:v:vida:start|vida]] origina-se de uma [[lexico:s:sucessao:start|sucessão]] de livres escolhas que não são nunca totalmente justificáveis. Sartre baseia [[lexico:e:esse:start|esse]] princípio de [[lexico:m:moral:start|moral]] numa [[lexico:o:ontologia:start|ontologia]] do "[[lexico:p:para-si:start|para-si]]" como liberdade absoluta; "o [[lexico:h:homem:start|homem]], diz ele, está condenado a ser livre" a escolher sem razão e antes de qualquer razão, e a decidir arbitrariamente sua vida. — O existencialismo de Sartre desenvolve-se numa moral que se quer humanista (O existencialismo é um [[lexico:h:humanismo:start|humanismo]] ) e cujos valores fundamentais são os do "[[lexico:e:engajamento:start|engajamento]]" e da "[[lexico:r:responsabilidade:start|responsabilidade]]"; desabrocha, enfim, numa [[lexico:f:filosofia-da-historia:start|filosofia da história]] bastante próxima do [[lexico:m:marxismo:start|marxismo]], mas que sublinha, entretanto, a irredutibilidade da livre iniciativa do homem à [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] histórica: ainda que o homem exista "na [[lexico:h:historia:start|história]]", não se reduz a seu papel [[lexico:h:historico:start|histórico]], pois a [[lexico:d:dimensao:start|dimensão]] da "[[lexico:i:individualidade:start|individualidade]]" permanece frequentemente à sombra e à margem da história. Sartre propõe finalmente uma [[lexico:s:sintese:start|síntese]] do marxismo e do [[lexico:i:individualismo:start|individualismo]]. (V. existencialismo.) {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}