===== RISO ===== gr. γέλως ; al. Lachen; ing. laughter Rep., 606c2 e 606c5. Sobre o [[lexico:s:sentido|sentido]] do riso em [[lexico:p:platao|Platão]], cf. G. J. de Vries, «Laughter in Plato’s Writings», Mnem., 38, (1985), pp. 378-381, em conexão com [[lexico:f:filebo|Filebo]], 47b, onde a «theory of laughter [...] is a link in a discussion of ‘mixed’ feelings», nomeadamente com φθόνος , o que indicia uma [[lexico:s:situacao|situação]] de riso inspirada pelo ridículo (p. 379); ou então a [[lexico:d:diferenciacao|diferenciação]] entre καταγέλαστος «which is always unfavourable» e γελοῖος «which often means ‘funny’, ‘amusing’» (p. 381). [CaeiroArete:92] De [[lexico:f:fato|fato]], o riso origina-se sempre e sem [[lexico:e:excecao|exceção]] da incongruência subitamente percebida entre um [[lexico:c:conceito|conceito]] e os objetos reais que foram por ele pensados em algum [[lexico:t:tipo|tipo]] de [[lexico:r:relacao|relação]], sendo o riso ele mesmo exatamente a [[lexico:e:expressao|expressão]] de [[lexico:s:semelhante|semelhante]] incongruência. Esta aparece muitas vezes quando dois ou mais objetos reais são pensados por um conceito, e a [[lexico:i:identidade|identidade]] do conceito é transmitida a eles; todavia, uma completa [[lexico:d:diferenca|diferença]] dos objetos noutros aspectos torna evidente que o conceito só lhes era [[lexico:a:adequado|adequado]] de um [[lexico:u:unico|único]] [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista. Porém, muitas vezes é um único [[lexico:o:objeto|objeto]] [[lexico:r:real|real]] cuja incongruência com o conceito, ao qual foi corretamente subsumido em um de seus aspectos, é subitamente sentida. Quanto mais correta, de um lado, é a [[lexico:s:subsuncao|subsunção]] de tais realidades ao conceito e, de [[lexico:o:outro|outro]], quanto maior e mais flagrante é a sua inadequação com ele, tanto mais vigoroso é o [[lexico:e:efeito|efeito]] do risível que se origina dessa [[lexico:o:oposicao|oposição]]. [[lexico:t:todo|todo]] riso, portanto, nasce na [[lexico:o:ocasiao|ocasião]] de uma subsunção paradoxal e, por conseguinte, inesperada; sendo indiferente se é expressa por [[lexico:p:palavras|palavras]] ou atos. Essa é, resumidamente, a explanação correta do risível. [Schopenhauer, MVR1:109]