===== REFUTAÇÃO SOCRÁTICA ===== A "[[lexico:r:refutacao|refutação]]" ([[lexico:e:elenchos|elenchos]]), em certo [[lexico:s:sentido|sentido]], constituía a pars destruens do [[lexico:m:metodo-dialetico-socratico|método dialético socrático]], ou seja, o [[lexico:m:momento|momento]] em que [[lexico:s:socrates|Sócrates]] levava o [[lexico:i:interlocutor|interlocutor]] a reconhecer a sua própria [[lexico:i:ignorancia|ignorância]]. Primeiro, ele forçava uma [[lexico:d:definicao|definição]] do assunto sobre o qual se centrava a [[lexico:i:investigacao|investigação]]; depois, escavava de vários modos a definição fornecida, explicitava e destacava as carências e contradições que implicava; então, exortava o interlocutor a tentar uma nova definição, criticando-a e refutando-a com o mesmo procedimento; e assim continuava procedendo, até o momento em que o interlocutor se declarava ignorante. E evidente que a [[lexico:d:discussao|discussão]] provocava irritação ou reações ainda piores nos sabichões e nos medíocres. Mas, nos melhores, a refutação provocava um [[lexico:e:efeito|efeito]] de [[lexico:p:purificacao|purificação]] das falsas certezas, ou seja, um efeito de purificação da ignorância, a tal [[lexico:p:ponto|ponto]] que [[lexico:p:platao|Platão]] podia escrever a [[lexico:r:respeito|respeito]]: "(...) Por todas essas [[lexico:c:coisas|coisas]], (...) devemos afirmar que a refutação é a maior e mais fundamental purificação. E [[lexico:q:quem|quem]] [[lexico:n:nao|não]] foi por ela beneficiado, mesmo tratando-se do Grande Rei, não pode [[lexico:s:ser|ser]] pensado senão como impuro das mais graves impurezas, [[lexico:p:privado|privado]] de [[lexico:e:educacao|educação]] e até mesmo feio, precisamente naquelas coisas em [[lexico:r:relacao|relação]] às quais conviria que fosse purificado e [[lexico:b:belo|belo]] no máximo [[lexico:g:grau|grau]] alguém que verdadeiramente quisesse ser [[lexico:h:homem|homem]] feliz."