===== RECEPÇÃO DAS FORMAS ===== VIDE [[lexico:i:idea|idea]], [[lexico:e:eidos|eidos]] Uma comparação com a [[lexico:o:ordem|ordem]] das realidades físicas permitir-nos-á [[lexico:c:compreender|compreender]] melhor o [[lexico:m:modo|modo]] desta identificação. Dissemos que o [[lexico:s:ser|ser]] que conhece distingue-se do que [[lexico:n:nao|não]] conhece pelo [[lexico:f:fato|fato]] de poder possuir, [[lexico:a:alem|além]] de sua própria [[lexico:f:forma|forma]], a das outras [[lexico:c:coisas|coisas]]. De que informação, ou de que recepção de forma se trata aqui? Não pode ser, evidentemente, uma recepção de forma como a que se realiza no caso do ser [[lexico:f:fisico|físico]]: "non est idem modus [[lexico:q:quo|quo]] formae recipiuntur in intellectu possibili et in materia" (cf. De Veritate, q. 2, a. 2). Assim devemos dizer que há dois modos [[lexico:b:bem|Bem]] distintos de [[lexico:r:recepcao-das-formas|recepção das formas]]: - Recepção subjetiva ou entitativa. O ser [[lexico:n:natural|natural]] é essencialmente constituído por uma forma [[lexico:s:substancial|substancial]] que uma [[lexico:m:materia|matéria]] recebe, a título de [[lexico:s:sujeito|sujeito]], como que lhe pertencendo "ut suam". Nesta unificação, cada um dos termos, [[lexico:m:materia-e-forma|matéria e forma]], permanece aquilo que é e com o [[lexico:o:outro|outro]] compõe-se para constituir um [[lexico:t:terceiro|terceiro]] [[lexico:t:termo|termo]], a matéria informada, que é o "eris naturae". - Recepção objetiva ou [[lexico:i:intencional|intencional]]. No caso da recepção de uma forma conhecida pelo sujeito que conhece, sucede de outro modo. A forma conhecida não é recebida pelo sujeito cognoscente como sua, "ut suam", mas como pertencendo a um outro, "ut forma rei alterius"; assim é antes o sujeito que se torna o [[lexico:o:objeto|objeto]], a ele identificando-se sem que haja [[lexico:c:constituicao|constituição]] de um terceiro termo. No [[lexico:p:plano|plano]] do [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]], a [[lexico:u:uniao|união]] é, portanto, mais íntima, permanecendo aliás cada um dos termos perfeitamente distinto no plano [[lexico:o:ontologico|ontológico]]. Fala-se então de união objetiva ou intencional para significar que ela se produz na ordem da [[lexico:r:representacao|representação]] e não na da recepção [[lexico:f:fisica|física]] das formas.