===== RACIOCÍNIO LÓGICO E ONTOLÓGICO ===== As diferenças entre o [[lexico:r:raciocinar:start|raciocinar]] [[lexico:l:logico:start|lógico]] e o [[lexico:o:ontologico:start|ontológico]] podem [[lexico:s:ser:start|ser]] suficientemente elucidativas. Logicamente poder-se-ia estabelecer que o [[lexico:c:conceito:start|conceito]] de [[lexico:p:possivel:start|possível]] contém o de [[lexico:n:necessario:start|necessário]]. Este seria uma [[lexico:e:especie:start|espécie]] de possível, pois algo necessário, quando se deu ou se dá revela que era possível, pois do contrário [[lexico:n:nao:start|não]] se daria. O necessário é, pois, necessariamente um possível. Era um poder ser que se atualizou de [[lexico:m:modo:start|modo]] necessário. Aqui estão tomados confusamente o necessário [[lexico:h:hipotetico:start|hipotético]] e o absolutamente [[lexico:s:simples:start|simples]]. Não há, contudo, coincidência [[lexico:e:eidetica:start|eidética]] entre o possível e o necessário, daí não se poder dizer que tudo que é necessário é possível naquele [[lexico:s:sentido:start|sentido]] exposto. Ademais o possível exige o necessário, sem o qual aquele não seria tal. Vê-se, assim que, ontologicamente, é o necessário que dá a [[lexico:r:razao:start|razão]] ([[lexico:l:logos:start|Logos]]) de ser do possível. Este, como um [[lexico:e:ente:start|ente]] (ontos), tem sua razão (logos) naquele. O necessário é assim a razão do ser do possível, o logos desse ente (ontos) é a sua razão [[lexico:o:ontologica:start|ontológica]]. Ontologicamente, o necessário não é uma espécie do possível, nem este uma espécie daquele. Na dialética-ontológica não há [[lexico:r:relacoes:start|relações]] de [[lexico:g:genero:start|gênero]] e espécie, no modo que foram estabelecidas por [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] no [[lexico:o:organon:start|Organon]] e que permaneceram na [[lexico:l:logica-formal:start|lógica formal]]. Há apenas relações de [[lexico:s:simultaneidade:start|simultaneidade]], ou melhor de concomitância entre o que nós construímos eidético-noeticamente. Nossos esquemas lógicos são estruturas proporcionais à [[lexico:i:intencionalidade:start|intencionalidade]] de nosso [[lexico:e:entendimento:start|entendimento]]. São constituídos como unidades formais, que a [[lexico:a:atividade:start|atividade]] abstratista de nossa [[lexico:m:mente:start|mente]] reduz a unidades separadas. Na [[lexico:r:realidade:start|realidade]] ontológica essas estruturas não se dão por implicações e complicações idênticas à da [[lexico:l:logica:start|lógica]], Alcançamos pela mente a [[lexico:d:distincao:start|distinção]] conceitual que surge necessariamente da [[lexico:a:analise:start|análise]]. Recebemos um [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] primordialmente, que a análise desdobra em [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] vários., Mas o exame ontológico faz ressaltar o [[lexico:c:concreto:start|concreto]], o que se dá unitivamente numa [[lexico:t:totalidade:start|totalidade]], isto é, concomitantemente. Há, sem [[lexico:d:duvida:start|dúvida]], implicância e complicância, mas fundada num [[lexico:n:nexo:start|nexo]] de [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] ontológica. A [[lexico:d:dialetica:start|dialética]] ontológica não repele a lógica, não a nega, não a abandona. Mas torna-a aposteriorística; ou seja, só aceita e emprega o [[lexico:r:raciocinio:start|raciocínio]] com juízos lógicos, depois de os haver devidamente fundado ontologicamente. Essa [[lexico:p:providencia:start|providência]] é acauteladora e evita os perigos de um raciocinar meramente lógico, que pode levar a erros, devido ao [[lexico:c:carater:start|caráter]] bivalente da lógica [[lexico:f:formal:start|formal]]. Desse que se alcança o [[lexico:v:valor:start|valor]] ontológico, o [[lexico:j:juizo:start|juízo]] reduz-se ao [[lexico:e:enunciado:start|enunciado]]: "A é necessariamente B, e só B". [[lexico:e:esse:start|esse]] enunciado expressa [[lexico:b:bem:start|Bem]] a [[lexico:d:diferenca:start|diferença]], que é por ora suficiente para boa [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] do que expomos. A dialética ontológica, em busca dos nexos de necessidade é o raciocinar ascendente; a lógica formal, com todas as contribuições dos medievalistas e as da [[lexico:l:logistica:start|logística]] [[lexico:m:moderna:start|moderna]], constitui a [[lexico:p:parte:start|parte]] central, estabilizada e fundada naquela; a dialética, no sentido [[lexico:c:classico:start|clássico]], a decadialética e a pentadialética, por nós estabelecidas, como modos de [[lexico:p:pensar:start|pensar]] concreto-ôntico ou um pensar que desce à onticidade das [[lexico:c:coisas:start|coisas]] e estabelece a análise até das singularidades, constituem um raciocinar descendente. Uma dialética [[lexico:s:simbolica:start|simbólica]] auxilia-nos a alcançar os postulados ontológicos, pois o raciocínio [[lexico:a:analogico:start|analógico]], que segue as normas socrático-platônicas, auxilia-nos a descobrir a [[lexico:l:lei:start|lei]], na qual se fundam as analogias, o que permite oferecer uma boa via para o exame das religiões. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}