===== RACIOCÍNIO ===== gr. [[lexico:l:logismos|logismos]] [[lexico:s:sucessao|Sucessão]] [[lexico:l:logica|lógica]] de juízos que levam a uma conclusão. — Distinguem-se diferentes tipos de raciocínios segundo sua [[lexico:f:forma|forma]] e seu [[lexico:g:grau|grau]] de rigor: 1.° a [[lexico:d:deducao|dedução]], que consiste em deduzir-se um caso [[lexico:p:particular|particular]] de um [[lexico:p:principio|princípio]] [[lexico:g:geral|geral]]: [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:h:homem|homem]] é mortal, logo fulano é mortal. [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:t:tipo|tipo]] de raciocínio puramente [[lexico:l:logico|lógico]] é rigoroso mas bastante estéril; 2.° a [[lexico:i:inducao|indução]], que consiste em tirar-se de um caso particular (vejo uma mulher ruiva) uma [[lexico:l:lei|lei]] geral (todas as [[lexico:m:mulheres|mulheres]] são ruivas). Esse raciocínio é muito criador, mas muito pouco rigoroso. É praticado em [[lexico:c:ciencia|ciência]] [[lexico:f:fisica|física]], com o maior rigor [[lexico:p:possivel|possível]], para passar-se da [[lexico:o:observacao|observação]] dos fatos (do maior [[lexico:n:numero|número]] possível de fatos) à [[lexico:d:definicao|definição]] de uma "[[lexico:h:hipotese|hipótese]]"; 3.° o raciocínio matemático, [[lexico:s:sintese|síntese]] dos dois precedentes, e que é ao mesmo [[lexico:t:tempo|tempo]] rigoroso e fecundo (daí advindo a dupla [[lexico:d:denominacao|denominação]] que lhe é dada pelo lógico Goblot, de "indução rigorosa" e "dedução construtiva"). [[lexico:e:exemplo|exemplo]] de 2 + 2 = 4: em pura lógica 2 + 2 = 2 + 2; a produção do número 4 é uma síntese construtiva. Esse raciocínio foi analisado por [[lexico:k:kant|Kant]] como um raciocínio [[lexico:s:sintetico|sintético]] [[lexico:a:a-priori|a priori]] (isto é, uma síntese puramente intelectual). (V. hipótese, lei.) É aquela [[lexico:a:atividade|atividade]] mental, mercê da qual, da [[lexico:a:afirmacao|afirmação]] de uma ou mais proposições passamos a afirmar uma outra, em [[lexico:v:virtude|virtude]] da [[lexico:i:inteleccao|intelecção]] de sua conexão necessária. No raciocínio [[lexico:i:imediato|imediato]] (interferência [[lexico:s:simples|simples]], imediata, [[lexico:i:ilacao|ilação]]) a passagem opera-se sem intervenção de uma terceira [[lexico:p:proposicao|proposição]] (exemplos: [[lexico:o:oposicao|oposição]], [[lexico:m:modalidade|modalidade]]); no raciocínio [[lexico:m:mediato|mediato]] (ratiocinium) ou [[lexico:s:silogismo|silogismo]], deduz se de várias (no silogismo simples: de duas) premissas uma conclusão. A dedução comporta duas fases: [[lexico:c:compreender|compreender]] a conexão objetiva e necessária das premissas e estender a afirmação destas à conclusão. A [[lexico:c:consequencia|consequência]] ([[lexico:f:forca|força]] concludente) do raciocínio estriba só na conexão necessária das proposições, prescindindo da [[lexico:v:verdade|verdade]] ou da [[lexico:f:falsidade|falsidade]] do conteúdo delas. A [[lexico:e:existencia|existência]] da conexão lógica é garantida pela forma [[lexico:c:caracteristica|característica]] do raciocínio. As formas de raciocínio são diferentes no raciocínio [[lexico:c:categorico|categórico]] e no [[lexico:h:hipotetico|hipotético]]. Diversas classes de raciocínio: Um silogismo, que conste de mais de duas premissas, chama-se [[lexico:p:polissilogismo|polissilogismo]]. Se dois silogismos simples estão de tal maneira ligados que a conclusão de um é, ao mesmo tempo, [[lexico:p:premissa|premissa]] de [[lexico:o:outro|outro]], a primeira [[lexico:p:parte|parte]] denomina-se pro-silogismo e a segunda parte epi silogismo. Quando várias proposições se unem de tal forma que o [[lexico:p:predicado|predicado]] da anterior passa a [[lexico:s:ser|ser]] [[lexico:s:sujeito|sujeito]] da seguinte e a conclusão une ao sujeito da primeira o predicado da última, temos um raciocínio encadeado ou [[lexico:s:sorites|sorites]]. No sorites, o sujeito da proposição precedente passa a ser predicado da seguinte, unindo-se na conclusão o sujeito da última com o predicado da primeira — Se a uma premissa se acrescenta a [[lexico:r:razao|razão]] da mesma obtém-se um [[lexico:e:epiquirema|epiquirema]]; se se omite uma das premissas, como que completando-a mentalmente, temos um [[lexico:e:entimema|entimema]]. No raciocínio por [[lexico:a:analogia|analogia]], da [[lexico:s:semelhanca|semelhança]] de duas [[lexico:r:relacoes|relações]] conclui-se que também as propriedades dos membros de uma [[lexico:r:relacao|relação]] são semelhantes às dos membros da outra. Supõe-se, para isso, que aquelas propriedades subjazem à relação ou nascem dela precisamente na [[lexico:m:medida|medida]] em que é idêntica à outra. No raciocínio por convergência, de várias razões, nenhuma das quais [[lexico:p:por-si|por si]] só é suficiente, infere-se uma conclusão. Gera a [[lexico:c:certeza|certeza]] só quando a direção comum das razões pode [[lexico:t:ter|ter]] sua [[lexico:c:causa|causa]] no [[lexico:p:proprio|próprio]] conteúdo da conclusão. — Na [[lexico:r:refutacao|refutação]] ([[lexico:r:raciocinio-apagogico|raciocínio apagógico]]) infere-se a [[lexico:i:impossibilidade|impossibilidade]] de uma proposição, mostrando que dela se segue a contraditória. — vide raciocínio [[lexico:m:modal|modal]]: modalidade. — [[lexico:b:brugger|Brugger]]. Há grande [[lexico:d:diferenca|diferença]] entre o [[lexico:p:pensar|pensar]] e o [[lexico:p:pensamento|pensamento]]; o primeiro é um [[lexico:a:ato|ato]] [[lexico:p:psicologico|psicológico]] que cabe à [[lexico:p:psicologia|psicologia]] estudar, enquanto o segundo, apreendido pelo primeiro, é propriamente o [[lexico:o:objeto|objeto]] da lógica. O ato de pensar processa-se no tempo, é variante como [[lexico:p:processo|processo]], enquanto o pensamento é intemporal, [[lexico:i:invariante|invariante]]. O raciocínio pode ser estudado sob dois aspectos: a) o psicológico e b) o lógico. A definição de raciocínio dada por [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]]: "[[lexico:o:operacao|Operação]] discursiva, pela qual se mostra que uma ou diversas proposições (premissas) implicam uma outra proposição (conclusão), ou pelo menos tornam esta verosimilhante". Em outras [[lexico:p:palavras|palavras]], o pensar quando consiste na [[lexico:a:apreensao|apreensão]] de uma [[lexico:s:serie|série]] ordenada de [[lexico:p:pensamentos|Pensamentos]] entrosados entre si, de [[lexico:m:modo|modo]] que o [[lexico:u:ultimo|último]] decorre necessariamente do primeiro, temos o que se chama o raciocínio. Só há raciocínio quando inferimos um pensamento de outro pensamento. Podemos começar de um [[lexico:f:fato|fato]] [[lexico:s:singular|singular]] para chegar a uma conclusão geral, ou de uma conclusão geral para concluir que o singular está contido naquela. Podem ser diversos os raciocínios, mas em todos eles há sempre a derivação de um pensamento de outro, o qual contém aquele. O [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] pode ser [[lexico:d:dado|dado]] por atos de apreensão imediata, ou então provir de processos mais complexos, mediatos (por [[lexico:m:meio|meio]] de...). No primeiro caso temos o conhecimento intuitivo, e no segundo o conhecimento [[lexico:d:discursivo|discursivo]]. O primeiro é dado pela [[lexico:e:experiencia|experiência]] direta, como ao verificarmos que esta mesa é maior que o livro. O [[lexico:s:saber|saber]] discursivo ou saber [[lexico:r:racional|racional]] é o que resulta de conhecimentos anteriores e podemos dar como exemplo "todo o homem é mortal". Só chegamos a este conhecimento depois de feita a [[lexico:v:verificacao|verificação]] de uma série de fatos e de uma conclusão posterior. Os processos discursivos são simples ou complexos: a) simples, quando de um conhecimento se infere diretamente outro; também se chama [[lexico:i:inferencia|inferência]] imediata; b) complexos, quando a passagem de um a outro é feita através, pelo menos, de um membro intermediário, como os raciocínios dedutivos, os matemáticos, os indutivos e os por analogia. Nos processos discursivos complexos (raciocínios mediatos, inferências mediatas), a passagem de um conhecimento a outro é feita através de, pelo menos, um membro intermediário. São conhecidos tradicionalmente por duas classes: indução e dedução. Geralmente se define a indução como a passagem do particular ao geral, enquanto a dedução é a passagem do geral para o particular. No raciocínio há apreensões de pensamentos e de suas [[lexico:s:significacoes|significações]], e estes formam um todo, uma [[lexico:u:unidade|unidade]]. É o que se dá no raciocínio intuitivo. No raciocínio discursivo há a inferência de um pensamento de outro. Desta forma ele reduz-se ao primeiro, pois é apenas uma forma complexa daquele. A dedução funda-se nos [[lexico:p:principios-logicos|princípios lógicos]] ([[lexico:p:principios|princípios]] de [[lexico:i:identidade|identidade]], de não-contradição, do [[lexico:t:terceiro|terceiro]] excluído e de [[lexico:r:razao-suficiente|razão suficiente]]) que são verdadeiros axiomas para a [[lexico:l:logica-formal|lógica formal]], os quais regem todos os entes lógicos e os objetos ideais. A dedução [[lexico:n:nao|não]] se baseia em princípios lógicos, mas na [[lexico:o:opiniao|opinião]] da [[lexico:r:regularidade|regularidade]] do curso da [[lexico:n:natureza|natureza]], em certa [[lexico:h:homogeneidade|homogeneidade]] da sucessão dos fatos, regularidade hipotética para muitos, mas que é fundamental para a indução, que nela se fundamenta. As chamadas leis científicas, as induções da ciência partem da [[lexico:r:repeticao|repetição]] dos fatos singulares e da regularidade da sua repetição. Assim a regularidade dos movimentos planetários não é captada pela razão, mas pela repetição dos fatos. Se forem examinados os fatos da [[lexico:r:realidade|realidade]] física, a observação dos fatos singulares e dos particulares permitirá que, fundado num [[lexico:p:postulado|postulado]] da regularidade dos fatos cósmicos, [[lexico:f:fundamento|fundamento]] da ciência, estabeleça-se a hipótese de que eles continuarão a suceder, assim, no [[lexico:f:futuro|futuro]], o que leva à formulação dos [[lexico:u:universais|universais]] induzidos. Não há [[lexico:i:intuicao-sensivel|intuição sensível]] do [[lexico:u:universal|universal]]. A [[lexico:i:intuicao|intuição]] [[lexico:s:sensivel|sensível]] é só do singular, do individual. O universal é fundado nos fatos singulares. Dessa forma a dedução se baseia numa indução prévia. Mas a formulação de um universal implica a aceitação da [[lexico:p:possibilidade|possibilidade]] de formular o universal. Então temos de admitir que, para formularmos duma indução um universal, impõe-se previamente a aceitação da possibilidade do universal. E como nos é dada essa possibilidade? Ela decorre da repetição dos fatos, cujo acontecer, no passado e no presente, faz-nos admitir a possibilidade de se reproduzirem no futuro. Como o futuro vem a evidenciar a atualização dessa possibilidade formulamos, sob a [[lexico:i:influencia|influência]] da parte racional do nosso [[lexico:e:espirito|espírito]], que deseja a homogeneidade (que se funda no [[lexico:s:semelhante|semelhante]]), que existe uma regularidade nos fatos cósmicos. Fundados nessa regularidade conseguimos dar o [[lexico:s:salto|salto]] da indução ao universal, [[lexico:p:ponto|ponto]] de partida da dedução posterior. Por isso, ao alcançar do universal não é apenas uma decorrência da indução, pois esta é corroborada pela aceitação do princípio, hipotético ou não ( o que não cabe por ora discutir), de uma regularidade universal, de certa [[lexico:l:legalidade|legalidade]] universal, de que o cosmos é realmente ordenado por constantes que não variam (invariantes) e que permitem a formulação de princípios universais. [[lexico:t:tomas-de-aquino|Tomás de Aquino]], em seu comentário aos Segundos [[lexico:a:analiticos|Analíticos]], assim define o raciocínio: "O terceiro ato da razão corresponde àquilo que é o próprio da razão, a saber: ir de um objeto percebido a um outro objeto percebido, de tal maneira que pelo que é conhecido, chega-se ao conhecimento daquilo que é desconhecido". “Tertius autem actus rationis est secundum id [[lexico:q:quod|quod]] est proprium rationis, scilicet discurrere ab [[lexico:u:uno|uno]] in aliud, ut per id quod est notum deveniat in cognitionem ignoti”. II Anal. I, L.I, n.4 Devemos distinguir nesta definição três [[lexico:e:elementos|elementos]] - discurrere: o raciocínio é um "[[lexico:d:discurso|discurso]]", quer dizer, na [[lexico:o:ordem|ordem]] do pensamento, um [[lexico:m:movimento|movimento]]. Tomás de Aquino, no [[lexico:t:texto|texto]] citado mais acima, comparava as outras [[lexico:o:operacoes-do-espirito|operações do espírito]] ao repouso; o raciocínio é essencialmente movimento. Observe-se que esta operação conservará sempre uma certa unidade, que ela não será uma simples justaposição de atos, porém esta unidade será a de um movimento, de um discurso “ab uno in aliud”: todo movimento se efetua entre dois termos Aqui, o [[lexico:a:antecedente|antecedente]] e o [[lexico:c:consequente|consequente]]; o antecedente é o conjunto das verdades que previamente foram admitidas e que permite adquirir uma verdade nova, expressa pelo consequente “per”: esta partícula define o modo segundo o qual se passa do antecedente ao consequente. O que não se dá por modo de simples sucessão, mas de [[lexico:c:causalidade|causalidade]]. Neste movimento de ordem intelectual e [[lexico:i:imanente|imanente]] que é o raciocínio, o antecedente é causa do consequente. Nem a justaposição de dois termos, nem mesmo a justaposição de vários julgamentos constitui, portanto, um [[lexico:v:verdadeiro|verdadeiro]] raciocínio. Esta operação supõe necessariamente uma dependência, na ordem da verdade, por modo de causalidade. É [[lexico:n:necessario|necessário]], igualmente, que haja passagem de uma verdade a uma outra verdade. Nem na [[lexico:c:conversao|conversão]] nem na [[lexico:o:oposicao-das-proposicoes|oposição das proposições]] há propriamente raciocínio, porque, mesmo que haja dependência na verdade das proposições em causa, não há, na realidade, [[lexico:p:presenca|presença]] de duas verdades diferentes: a segunda proposição não faz senão traduzir, com uma construção diferente, o que a primeira já exprimia. Ex.: "nenhum homem é [[lexico:a:anjo|anjo]]" enuncia a mesma verdade que "nenhum anjo é homem". Se, portanto, [[lexico:e:eu|eu]] posso legitimamente concluir sobre a verdade de uma dessas proposições porque sei que a outra é verdadeira, não posso dizer que fiz um raciocínio, uma vez que não deduzi uma outra verdade. Sobre este assunto pode-se consultar [[lexico:s:stuart-mill|Stuart Mill]] (Lógica, L. II, C.1) onde ele demonstrou que, a passagem de uma verdade a uma outra [[lexico:e:expressao|expressão]] da mesma verdade, não constitui um raciocínio. **Divisões do raciocínio.** Vimos que o raciocínio pode ser considerado sob dois pontos de vista diferentes: formalmente, quer dizer, em sua [[lexico:d:disposicao|disposição]] lógica e materialmente, quer dizer, quanto a seu conteúdo. Ter-se-á, portanto, um [[lexico:e:estudo|estudo]] [[lexico:f:formal|formal]] e um estudo material do raciocínio. O estudo formal do raciocínio, sobre o qual nos deteremos inicialmente, se subdivide em duas secções correspondentes aos dois grandes tipos clássicos desta operação: o silogismo ou dedução, que se pode caracterizar de uma maneira geral como sendo o raciocínio que vai do mais universal ao menos universal, e a indução que é, em [[lexico:s:sentido|sentido]] inverso, a passagem do particular ao universal. (gr. logismos; lat. Ratiocinatio; in. Reasoning; fr. Raisonnement; al. Vernunftschluss; it. Ragionamentó). Qualquer procedimento de inferência ou [[lexico:p:prova|prova]]; portanto, qualquer [[lexico:a:argumento|argumento]], conclusão, inferência, indução, dedução, analogia, etc. Stuart [[lexico:m:mill|Mill]] dizia: "Inferir uma proposição de uma ou mais proposições precedentes, e crer ou pretender que se creia nela como conclusão de qualquer outra [[lexico:c:coisa|coisa]] significa [[lexico:r:raciocinar|raciocinar]], no mais amplo sentido do [[lexico:t:termo|termo]]" (Logic, II, I, 1). John Stuart Mill excluía do âmbito do raciocínio somente "os casos nos quais a progressão de uma verdade para outra é apenas [[lexico:a:aparente|aparente]], porque o consequente é mera repetição do antecedente" (Ibid., II, 1, 3); [[lexico:a:alem|além]] disso, identificava raciocínio e inferência. Mas essa [[lexico:r:restricao|restrição]] desapareceu do [[lexico:u:uso|uso]] corrente do termo, que hoje compreende também as inferências tautológicas, consideradas próprias da [[lexico:m:matematica|matemática]] e da lógica (cf. P. F. [[lexico:s:strawson|Strawson]], Intr. to Logical Theory, 1952, p. 12 ss.). Portanto, a [[lexico:i:ilustracao|ilustração]] dos significados do termo pode ser achada nos verbetes que constituem a [[lexico:e:extensao|extensão]] do termo em [[lexico:q:questao|questão]], e especialmente nos seguintes: dedução, indução, prova, demostração, inferência, silogismo, argumento, analogia. Contudo, a [[lexico:c:classificacao|classificação]] fundamental dos raciocínio divide-os em dedutivos e indutivos Essa [[lexico:d:distincao|distinção]], já estabelecida por Aristóteles (An. pr., II, 23, 68 b 13), costuma ser utilizada ainda hoje, às vezes com nomes um pouco diferentes. [[lexico:p:peirce|Peirce]], p. ex., falava em raciocínio explicativos analíticos ou dedutivos, por um lado, e de raciocínio explicativos, sintéticos, ou indutivos, por outro (Chance, Love and Logic, I, 4, 3; trad. it., p. 67), que são justamente os nomes mais [[lexico:e:empregados|empregados]] para designar as duas espécies fundamentais do raciocínio.