===== PROUDHON ===== PROUDHON (Pierre Joseph), socialista francês (Besançon 1809 — Paris 1865). [[lexico:f:filho|filho]] de um modesto cervejeiro, foi inicialmente tipógrafo, tornando-se depois jornalista. Frequenta os círculos dos adeptos de [[lexico:f:fourier|Fourier]] e entra em contacto com Karl [[lexico:m:marx|Marx]], a [[lexico:q:quem|quem]] logo se opõe. A celebridade o atinge com seu primeiro livro: [[lexico:o:o-que-e|o que é]] a [[lexico:p:propriedade|propriedade]]? (1840). Sua doutrina se precisa na [[lexico:t:teoria|teoria]] da propriedade (1865). Longe de condenar por [[lexico:p:principio|princípio]] a propriedade, defende a propriedade coletiva. Atinge, no [[lexico:p:plano|plano]] econômico e [[lexico:s:social|social]], um mutualismo preocupado em substituir as grandes industrias capitalistas por associações de trabalhadores. No plano [[lexico:p:politico|político]], defende um federalismo (Do principio-federativo, 1863) favorável à descentralização. Crítico veemente dos seguidores de [[lexico:s:saint-simon|Saint-Simon]], de Fourier ("a maior [[lexico:m:mistificacao|mistificação]] de nossa [[lexico:e:epoca|época]]"), de Louis [[lexico:b:blanc|Blanc]] ("envenenou os operários com fórmulas absurdas"), de Karl Marx ("a tenia do [[lexico:s:socialismo|socialismo]]") e do comunismo ("[[lexico:a:absurdo|absurdo]] antediluviano"), Proudhon exerceu uma grande influencia nos meios operários e intelectuais. Joseph Proudhon (1809-1865) foi um dos maiores pensadores da França, cuja [[lexico:o:obra|obra]] quase desconhecida, salvo a obra social, [[lexico:n:nao|não]] tem merecido, senão em nossos dias, uma [[lexico:a:analise|análise]] mais completa. Proudhon compreendeu as profundas oposições na [[lexico:n:natureza|natureza]] e a sua doutrina das [[lexico:a:antinomias|antinomias]] é a base das suas [[lexico:i:ideias|ideias]]. Afastado do [[lexico:i:individualismo|individualismo]] atomista e do socialismo estatal, pregou ideias libertárias, que lhe valeram o [[lexico:n:nome|nome]] de pai do [[lexico:a:anarquismo|anarquismo]], cuja doutrina muito lhe deve.