===== PROPRIEDADES DAS ENUNCIAÇÕES ===== VIDE [[lexico:e:enunciacao:start|enunciação]] As enunciações, consideradas como um [[lexico:t:todo:start|todo]] e umas em [[lexico:r:relacao:start|relação]] às outras, têm propriedades. A mais [[lexico:e:essencial:start|essencial]] dessas propriedades é a [[lexico:o:oposicao:start|oposição]], que decorre do [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:c:carater:start|caráter]] de [[lexico:a:afirmacao:start|afirmação]] ou de [[lexico:n:negacao:start|negação]] que necessariamente apresenta todo [[lexico:j:julgamento:start|julgamento]]. Quando [[lexico:e:eu:start|eu]] declaro que "este [[lexico:o:objeto:start|objeto]] é branco", estou afirmando, por isso mesmo, uma oposição a toda outra [[lexico:p:proposicao:start|proposição]] que possa ser-lhe contrária, tal como: "este objeto [[lexico:n:nao:start|não]] é branco". A [[lexico:n:nocao:start|noção]] de "oposição" tem um [[lexico:l:lugar:start|lugar]] considerável nos escritos lógicos de [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]]. É estudada, em [[lexico:p:particular:start|particular]], quando se trata da proposição, no Peri hermeneias (a partir do c. 6), mas já tinha sido encontrada antes, a [[lexico:r:respeito:start|respeito]] dos termos ([[lexico:c:categorias:start|categorias]], c. 10 e ll); (ef. igualmente: [[lexico:m:metafisica:start|Metafísica]], A, c. 10 e I, c. 4 e seg.). Ler a este respeito, em Le Systeme d’Aristote de [[lexico:h:hamelin:start|Hamelin]] o capítulo consagrado à oposição (p. 128 e seg.). É [[lexico:p:possivel:start|possível]] descobrir-se, na [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] anterior, uma dupla [[lexico:o:origem:start|origem]] para esta [[lexico:t:teoria:start|teoria]]: na [[lexico:f:fisica:start|física]] pré-socrática, por um lado, onde já se dava grande importância à [[lexico:c:contrariedade:start|contrariedade]] das qualidades, quente-frio, seco-úmido, e onde se concebia a [[lexico:m:mudanca:start|mudança]] como a passagem de um contrário a [[lexico:o:outro:start|outro]] contrário; por outro lado, nas especulações sobre a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] da [[lexico:a:atribuicao:start|atribuição]] (as de Antístene, notadamente), onde se supunha necessariamente admitida a exclusão parmenidiana do [[lexico:s:ser:start|ser]] e do [[lexico:n:nao-ser:start|não-ser]]. Na [[lexico:f:filosofia-moderna:start|filosofia moderna]], essa noção da oposição foi de novo posta em [[lexico:e:evidencia:start|evidência]]: alguns idealistas, [[lexico:h:hegel:start|Hegel]], Hamelin, e sob um outro [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista [[lexico:m:meyerson:start|Meyerson]], a consideram praticamente como o [[lexico:f:fato:start|fato]] [[lexico:p:primitivo:start|primitivo]] ou o [[lexico:d:dado:start|dado]] essencial sobre o qual deve repousar toda a metafísica. A teoria aristotélica, para voltar a ela, compreende duas peças principais que iremos considerar sucessivamente: 1. uma teoria [[lexico:g:geral:start|geral]] da oposição com sua [[lexico:d:distincao:start|distinção]] em [[lexico:q:quatro:start|Quatro]] tipos fundamentais; 2. a teoria especial da [[lexico:o:oposicao-das-proposicoes:start|oposição das proposições]]. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}