===== PROBLEMAS DA FILOSOFIA ===== Os [[lexico:p:problemas-da-filosofia:start|problemas da filosofia]] têm uma [[lexico:n:natureza:start|natureza]] permanente porque são problemas cujo centro está precisamente no que É e o [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] se processa no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] da profundidade e [[lexico:n:nao:start|não]] no sentido da horizontalidade, como as técnicas e as ciências. Não há um "[[lexico:p:progresso:start|progresso]]" da filosofia por [[lexico:s:substituicao:start|substituição]], mas sim um aprofundamento dos mesmos problemas. Assim uma doutrina fundada na [[lexico:r:realidade:start|realidade]] ôntica e nos [[lexico:p:principios:start|princípios]] primeiros da [[lexico:i:inteligencia:start|Inteligência]], será sempre a mesma filosofia e o seu desenvolvimento não será um progresso por substituição, mas um crescimento do interior para o [[lexico:e:exterior:start|exterior]], como num [[lexico:p:processo:start|processo]] de [[lexico:a:assimilacao:start|assimilação]] gerado por uma [[lexico:s:serie:start|série]] de perspectivas sempre novas da mesma realidade: augere non addere. Incorporando o [[lexico:v:vir-a-ser:start|vir-a-ser]] no [[lexico:s:ser:start|ser]], a filosofia terá que [[lexico:e:explicar:start|explicar]] o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] progresso técnico-científico, o progresso por substituição, revelando a interior [[lexico:u:unidade:start|unidade]] da variedade e a [[lexico:p:permanencia:start|permanência]] do que É no fluxo do que vai se tornando. Assim a filosofia pode explicar o progresso das ciências, mas as ciências não podem explicar o desenvolvimento da filosofia. Caso contrário, os problemas da filosofia poderiam [[lexico:t:ter:start|ter]] alguma suposta [[lexico:e:explicacao:start|explicação]] histórico-sociológica, as teorias seriam expressões de classes [[lexico:d:dominantes:start|dominantes]] ou dominadas ([[lexico:m:marx:start|Marx]]); haveria [[lexico:m:moral:start|moral]] de senhores e moral de [[lexico:e:escravos:start|escravos]] ([[lexico:n:nietzsche:start|Nietzsche]]); explicar-se-ia paradoxalmente [[lexico:s:socrates:start|Sócrates]] pela sua [[lexico:o:origem:start|origem]] plebleia e [[lexico:p:platao:start|Platão]] pela sua ascendência aristocrática; dir-se-ia que o [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]] é uma filosofia burguesa; o [[lexico:i:intuicionismo:start|intuicionismo]] bergsoniano a [[lexico:e:expressao:start|expressão]] do [[lexico:d:desespero:start|desespero]] de uma [[lexico:o:ordem:start|ordem]] [[lexico:s:social:start|social]] em vias de ruína, e o [[lexico:m:materialismo-historico:start|materialismo histórico]] a [[lexico:f:filosofia-natural:start|filosofia natural]] da [[lexico:c:classe-operaria:start|classe operária]]. Interpretações essas, totalmente absurdas, totalmente insubsistentes e dignas unicamente de [[lexico:e:espiritos:start|espíritos]] perturbados pela [[lexico:s:sociologia:start|sociologia]] de [[lexico:d:durkheim:start|Durkheim]] e o [[lexico:p:positivismo:start|positivismo]] de [[lexico:c:comte:start|Comte]]. Em primeiro [[lexico:l:lugar:start|lugar]] a mesma sociologia [[lexico:a:atual:start|atual]] rejeita essas falsas interpretações com as leis da capilaridade social e da circulação das elites, com a [[lexico:a:analise:start|análise]] da [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] da [[lexico:s:sociedade:start|sociedade]], enquanto por [[lexico:o:outro:start|outro]] lado se sabe hoje claramente que a [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] [[lexico:e:economica:start|econômica]] da [[lexico:h:historia:start|história]] se funda numa crassa [[lexico:i:ignorancia:start|ignorância]] dos fatos históricos e do [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]] papel ([[lexico:n:negativo:start|negativo]] e não [[lexico:p:positivo:start|positivo]]) dos fatores econômicos e geográficos na história. E em segundo lugar porque tais interpretações grosseiras do [[lexico:p:pensamento-filosofico:start|pensamento filosófico]] confundem a [[lexico:e:essencia:start|essência]] da filosofia, com a ossatura das suas manifestações históricas, e partem de uma esquematização, de uma "[[lexico:r:racionalizacao:start|racionalização]]" da realidade, que pretende reduzir a [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] humana à menor e menos significativa de suas partes, qual seja, a experiência [[lexico:s:sensivel:start|sensível]], que não tem nenhum sentido fora dos [[lexico:p:primeiros-principios:start|primeiros princípios]] do Ser e da inteligência. Essas interpretações "científicas", peculiares aos dias fúteis que estão acabando de correr, longe de explicar, em tudo falsificam as verdades do [[lexico:e:espirito:start|espírito]], fazendo da realidade concreta um [[lexico:m:mito:start|mito]] matemático, do [[lexico:h:homem:start|homem]] que pensa, quer e sente, um [[lexico:a:animal:start|animal]] puramente econômico e da [[lexico:e:existencia:start|existência]] dos seres e do Ser uma pura [[lexico:i:invencao:start|invenção]] social, explicável sociologicamente (Durkheim). {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}