===== PRINCÍPIO DE RAZÃO SUFICIENTE ===== O [[lexico:p:principio-de-razao-suficiente:start|princípio de razão suficiente]], como [[lexico:p:principio:start|princípio]] [[lexico:o:ontologico:start|ontológico]], declara que [[lexico:t:todo:start|todo]] [[lexico:e:ente:start|ente]], com maior exatidão, todo [[lexico:o:objeto:start|objeto]] tem uma [[lexico:r:razao:start|razão]] de [[lexico:s:ser:start|ser]]; como princípio [[lexico:l:logico:start|lógico]], indica que todo [[lexico:j:juizo:start|juízo]] (toda [[lexico:p:proposicao:start|proposição]]) se deve manifestar como válido perante a [[lexico:m:mente:start|mente]] por [[lexico:m:meio:start|meio]] de uma razão [[lexico:l:logica:start|lógica]]; uma proposição [[lexico:n:nao:start|não]] fundamentada poderia com igual [[lexico:d:direito:start|direito]] (ou sem [[lexico:m:motivo:start|motivo]]) ser negada ou afirmada. Na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que o princípio lógico de [[lexico:r:razao-suficiente:start|razão suficiente]] se refere a juízos certos, é sinônimo de exigência de [[lexico:e:evidencia:start|evidência]]. Portanto, em última [[lexico:i:instancia:start|instância]], ele radica na vinculação de nosso [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] com o ser; por certo, a razão próxima de uma proposição deve frequentemente procurar-se noutras proposições (assim, p. ex., em toda proposição fundamentada mediante [[lexico:d:demonstracao:start|demonstração]]), mas a razão última é sempre o ser do [[lexico:p:proprio:start|próprio]] objeto que se manifesta. Por isso, a exigência de fundamentar toda proposição não equivale à pretensão [[lexico:i:impossivel:start|impossível]] de demonstrar toda proposição, nem conduz a um [[lexico:p:processo:start|processo]] [[lexico:i:indefinido:start|indefinido]] (regressus in infinitum). — O princípio ontológico de razão suficiente declara que todo objeto tem uma razão de ser, uma razão [[lexico:o:ontologica:start|ontológica]]. Em sua aplicação a objetos existentes por [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] [[lexico:e:essencial:start|essencial]], isto é, "em [[lexico:v:virtude:start|virtude]] de suas [[lexico:e:essencias:start|essências]]", ele é [[lexico:d:dado:start|dado]] com o [[lexico:p:principio-de-contradicao:start|princípio de contradição]] (princípio de [[lexico:c:contradicao:start|contradição]]); na medida em que, [[lexico:a:alem:start|além]] disso, inclui um novo [[lexico:e:enunciado:start|enunciado]] de decisiva importância, é sinônimo de uma [[lexico:c:causa:start|causa]] para todo objeto [[lexico:c:contingente:start|contingente]], para todo ente contingente. O [[lexico:p:principio-de-causalidade:start|princípio de causalidade]] (princípio de [[lexico:c:causalidade:start|causalidade]]), no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] usual, é um caso [[lexico:p:particular:start|particular]] deste princípio [[lexico:g:geral:start|geral]] de causalidade, quando determina mais exatamente a causa como causa "eficiente". Por isso a fundamentação da [[lexico:v:validade:start|validade]] do princípio ontológico de razão suficiente, na medida em que ele se refere não só ao ser [[lexico:n:necessario:start|necessário]], mas também ao ser contingente, é a mesma que a do princípio de causalidade (princípio de causalidade), com a só reserva de se suprimir o [[lexico:u:ultimo:start|último]] passo que fundamenta precisamente a necessidade de uma causa "eficiente". — Em vista da conexão íntima do princípio de razão suficiente com o de causalidade, compreende-se que nem [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] nem os escolásticos medievais o tenham formulado como tal; foi [[lexico:l:leibniz:start|Leibniz]] [[lexico:q:quem:start|quem]] primeiro lhe deu [[lexico:e:expressao:start|expressão]] própria. — De Vries. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}