===== PRAGMATISMO DIALÉTICO ===== Em conexão com o [[lexico:p:pragmatismo|pragmatismo]], deve-se mencionar ainda a chamada "[[lexico:e:escola|escola]] [[lexico:d:dialetica|dialética]]", a qual acolheu algumas [[lexico:i:ideias|ideias]] fundamentais do pragmatismo. Agrupa-se ela em torno da revista suíça Dialéctica (fundada em 1947); seu principal representante é Ferdinand Gonseth (1890-1975). O conhecido pensador francês e [[lexico:t:teorico|teórico]] da [[lexico:c:ciencia|ciência]] G. [[lexico:b:bachelard|Bachelard]] (1884-1962) e vários outros sábios e filósofos simpatizam mais ou menos manifestamente com esta escola. Segundo Gonseth, [[lexico:t:todo|todo]] [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] [[lexico:h:humano|humano]] é dialético, isto é, deve contentar-se com regras e filosofias provisórias, que se apoiam na [[lexico:c:consciencia|consciência]] coletiva viva dos pesquisadores. [[lexico:n:nao|Não]] existe [[lexico:c:criterio|critério]] [[lexico:a:absoluto|absoluto]] de [[lexico:v:verdade|verdade]]. Proposições, regras e teorias não devem [[lexico:s:ser|ser]] admitidas senão enquanto a [[lexico:u:utilidade|utilidade]] científica das mesmas o justificar. Segundo os dialéticos, esta [[lexico:r:regra|regra]] aplica-se a todos os domínios. Nem sequer existe [[lexico:l:logica|lógica]] absoluta, mas tâo-só lógicas diferentes que teremos de aceitar ou desdenhar, consoante a utilidade delas. Mas os dialéticos afastam de si a censura de [[lexico:r:relativismo|relativismo]], observando que não professam que a verdade é relativa, mas apenas que [[lexico:n:nada|nada]] deve ser admitido como dotado de [[lexico:v:valor|valor]] absoluto. Por [[lexico:o:outro|outro]] lado, rejeitam o [[lexico:s:sensualismo|sensualismo]] estreito e o [[lexico:n:nominalismo|nominalismo]] dos neopositivistas e asseveram que seu [[lexico:m:metodo|método]] se justifica em todos os domínios (também no da [[lexico:p:psicologia|psicologia]] introspectiva e até no da [[lexico:t:teologia|teologia]]). Contudo, parece que, tal como os neopositivistas, não admitem outro método válido de conhecimento [[lexico:a:alem|além]] do método das ciências indutivas. No X Congresso Internacional de [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] (1948), a escola dialética figurou como uma das mais fortes e dinâmicas. Conseguiu que ingressassem em suas fileiras muitos pensadores europeus até então partidários do [[lexico:n:neopositivismo|neopositivismo]]; exerce forte atração em numerosos matemáticos e sábios filosofantes, [[lexico:b:bem|Bem]] como nos filósofos que se ocupam com o método das ciências da [[lexico:n:natureza|natureza]] e da [[lexico:m:matematica|matemática]].