===== PENSAMENTOS ===== PENSAMENTOS, título com que foram publicadas, em 1670, as fichas e notas reunidas por [[lexico:p:pascal|Pascal]] tendo em vista uma grande [[lexico:o:obra|obra]] consagrada à [[lexico:a:apologia|apologia]] da [[lexico:r:religiao|religião]] cristã. A [[lexico:d:doenca|doença]] e [[lexico:m:morte|morte]] do autor interromperam o livro. Nele, Pascal dirige-se a um "libertino", em [[lexico:q:quem|quem]] deseja despertar [[lexico:i:inquietude|inquietude]] mostrando-lhe a miséria do [[lexico:h:homem|homem]] sem [[lexico:d:deus|Deus]]. Para isso, emprega os recursos da [[lexico:p:persuasao|persuasão]] ([[lexico:e:espirito|espírito]] de finura) e da [[lexico:d:demonstracao|demonstração]] (espírito de [[lexico:g:geometria|geometria]]). Pascal descreve a [[lexico:s:situacao|situação]] do homem entre os dois infinitos (o infinitamente grande e o infinitamente pequeno), o [[lexico:o:obstaculo|obstáculo]] à verdadeira [[lexico:r:reflexao|reflexão]], constituído pelo "[[lexico:a:amor-proprio|amor-próprio]]" e pelos preconceitos, e a [[lexico:f:fuga|fuga]] do homem, ante a miséria de sua [[lexico:c:condicao|condição]], no "[[lexico:d:divertimento|divertimento]]". Entretanto, malgrado sua miséria, o homem é grande por seu espírito; é um "caniço, mas um caniço pensante". [[lexico:a:abismo|abismo]] de [[lexico:g:grandeza|grandeza]] e pequenez, nem [[lexico:a:anjo|anjo]] nem besta, enigma vivo, o homem só encontrará a [[lexico:e:explicacao|explicação]] de si [[lexico:p:proprio|próprio]] na religião. Para entrar na religião, é preciso apostar em Deus. A obra termina com a [[lexico:f:figura|figura]] radiante do [[lexico:f:filho|filho]] de Deus, com uma [[lexico:m:mistica|mística]] do [[lexico:c:coracao|coração]], que "tem suas razões que a própria [[lexico:r:razao|razão]] desconhece". [[lexico:e:esse|esse]], o [[lexico:u:ultimo|último]] resultado de toda [[lexico:v:vida|vida]] cristã. Esse admirável livro está entre aqueles que têm despertado os mais apaixonados comentários. (Les pensées) Obra fragmentária de "Pascal, editada em 1670, após a sua morte, por alguns de seus amigos da Abadia de Port Royal, como "Arnauld e "Nicole. Dirigida aos "libertinos", tentando mostrar-lhes a miséria do homem sem "Deus. Para tanto, lança mão dos meios de persuasão (espírito de finura, esprit de finesse) e da demonstração (espirito geométrico, esprit géometrique). O homem vive entre dois "infinitos: o infinitamente grande e o infinitamente pequeno. Os obstáculos à sua verdadeira reflexão são o amor-próprio, os preconceitos e a figura diante da miséria de sua condição. No entanto, deve aspirar à grandeza e à sede do "[[lexico:a:absoluto|absoluto]]. O [[lexico:c:caminho|caminho]] da [[lexico:s:salvacao|salvação]] do homem passa pelas verdades do cristianismo. [[lexico:v:ver|ver]] Pascal, aposta de.