===== PAROIMIA ===== gr. paroimia: "provérbio", "ditado [[lexico:s:sabio|sábio]]", "[[lexico:d:dito|dito]] [[lexico:o:obscuro|obscuro]]", "enigma". O subs. paroimia ocorre desde Esquilo, Ag. 264; cf. Sófocles, Aj. 664; [[lexico:p:platao|Platão]], Rep. 1, 329). Etimologicamente deriva de para, "ao longo de", e oime, "[[lexico:c:caminho|caminho]]", "senda", "enredo de uma [[lexico:h:historia|história]] ou canção", "saga", "cântico". A paroimia "declara uma [[lexico:v:verdade|verdade]] [[lexico:e:experiencial|experiencial]] da [[lexico:s:sabedoria|sabedoria]] popular em [[lexico:f:forma|forma]] breve e objetiva" (F. Hauck, TDNT V 854). Como tal, expressa verdades gerais e permanentes. Sua forma popular e tradicional a distingue do [[lexico:a:aforismo|aforismo]] e da [[lexico:m:maxima|máxima]] (gnome; [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]], art. ginosko). Em [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], Rhet. 2, 21, 1395, 17, a linha divisória é fluida. A [[lexico:f:falta|falta]] de arcabouço a distingue do apotgema (um ditado colocado num contexto específico). Aristóteles a contava juntamente com a [[lexico:m:metafora|metáfora]] por [[lexico:c:causa|causa]] da sua [[lexico:l:linguagem|linguagem]] figurada vivida (Rhet. 2,11,1413,14). Outros, por causa das referências frequentes aos animais e às plantas, a classificam com a [[lexico:f:fabula|fábula]] (Quintiliano, Institutio Oratoria, 5,11,21). Aristóteles, Clearco, Zenóbio e Diogeniano fizeram coletâneas de provérbios.