===== PARA-SI ===== [[lexico:s:ser|ser]] [[lexico:h:humano|humano]] dotado de [[lexico:c:consciencia|consciência]], por [[lexico:o:oposicao|oposição]] a toda [[lexico:r:realidade|realidade]] externa à consciência ([[lexico:e:em-si|em-si]]). — [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:t:termo|termo]] foi inicialmente empregado por [[lexico:f:fichte|Fichte]] e [[lexico:h:hegel|Hegel]] para designar o [[lexico:c:carater|caráter]] reflexivo de toda [[lexico:c:conduta|conduta]] humana, que faz, por [[lexico:e:exemplo|exemplo]], com que agir seja [[lexico:s:saber|saber]] que se age, e amar saber que se ama. Esse caráter de perpétuo desdobramento seria, assim, segundo Fichte e Hegel, o caráter do [[lexico:p:para-si|para-si]], [[lexico:p:proprio|próprio]] a [[lexico:t:todo|todo]] ser dotado de consciência. O termo de para-si foi atualmente divulgado por [[lexico:s:sartre|Sartre]] e pela [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] [[lexico:e:existencialista|existencialista]]: esse "para-si", aqui, é [[lexico:i:identico|idêntico]] ao "[[lexico:n:nao-ser|não-ser]]", simplesmente porque a [[lexico:c:caracteristica|característica]] do [[lexico:h:homem|homem]] é agir e, por isso mesmo, "de [[lexico:n:nao|não]] ser mais [[lexico:o:o-que-e|o que é]]"; essa [[lexico:i:inquietude|inquietude]] perpétua, identificada à consciência da [[lexico:l:liberdade|liberdade]], seria o caráter fundamental do para-si.