===== ORIGENS ===== Na [[lexico:o:origem:start|origem]] mítica está virtualmente [[lexico:t:todo:start|todo]] o [[lexico:d:destino:start|destino]] do [[lexico:e:ente:start|ente]] e todas as oportunidades historiáveis se inscrevem no [[lexico:c:ceu:start|céu]] da [[lexico:f:forma:start|forma]] inicial. Inclusive o que parece contestar essa pertinência, como, por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] de uma versão material e ateística da [[lexico:v:vida:start|vida]], é ainda emergente desse nó prototípico. O desvelamento de um quadro [[lexico:p:positivo:start|positivo]] ou [[lexico:f:fisico:start|físico]] do [[lexico:u:universo:start|universo]] ocorreu, entre nós, nos recintos de uma abertura cristã ocidental e constitui uma componente [[lexico:e:essencial:start|essencial]] de seu [[lexico:m:modo:start|modo]] de [[lexico:s:ser:start|ser]]. Seria [[lexico:i:impossivel:start|impossível]] desenvolver a [[lexico:t:tematica:start|temática]] cristã sem a [[lexico:d:diade:start|díade]] pessoa-coisa, sendo a [[lexico:c:coisa:start|coisa]] igual ao quadro físico do Universo, [[lexico:f:fato:start|fato]] contemporâneo à interiorização do [[lexico:s:sentimento:start|sentimento]] do [[lexico:d:divino:start|divino]]. Com isso, vemos como as representações aparentemente mais distantes da [[lexico:f:fonte:start|fonte]] prototípica (no caso, a [[lexico:i:imagem:start|imagem]] positiva do [[lexico:r:real:start|real]]), nela se re-incorporam. Os [[lexico:d:deuses:start|deuses]] ou o [[lexico:d:deus:start|Deus]] prevalecem sobre todo o gestado, pois o que mantém e sustenta o manifestado manifesto é justamente o assédio de sua dominação. Por isso os Deuses são origens, mas origens que estão no [[lexico:c:comeco:start|começo]], no [[lexico:m:meio:start|meio]] e no [[lexico:f:fim:start|fim]]. Origens que mantêm em si o Originado. Um [[lexico:s:saber:start|saber]] do originado, um saber do disponível do ente, representa um saber insistencial. É o que [[lexico:h:heidegger:start|Heidegger]] denominou a Seinsvergessenheit, o [[lexico:e:esquecimento:start|esquecimento]] do Ser, dominante em toda a [[lexico:h:historia:start|história]] do [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] ocidental. A [[lexico:s:superacao:start|superação]] ou não-saber desse saber olvidante, desse saber do ente, viria a constituir o saber original ou a Origem como o saber de todo o sabido. Toda a filigrana das possibilidades ônticas promanam de uma fascinação instauradora, a partir do universo prototípico-divino, ou, em outras [[lexico:p:palavras:start|palavras]], todas as formas de atuação de uma [[lexico:c:cultura:start|cultura]] são dedutíveis da dominação mítica imperante. O manifestado ingressa no poder manifestante, nele submerge como um de seus aspectos transitivos. A intransitividade do [[lexico:m:mito:start|mito]] em [[lexico:r:relacao:start|relação]] à transitividade do que é por ele sugerido constitui a [[lexico:c:caracteristica:start|característica]] de um saber fundante. O fundado é superado pelo [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] e nele submerge, sendo o fundamento um poder diluvial do fundado. A Fonte fundante manifesta-se como uma origem eterna de toda a prosopopeia intramundana. [VFSTM:133-134] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}