===== ONTOLOGIA ===== [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] do [[lexico:s:ser:start|ser]] em si; opõe-se à [[lexico:a:antropologia:start|antropologia]], que é a ciência do [[lexico:h:homem:start|homem]]. — [[lexico:p:platao:start|Platão]] (no livro VII de A [[lexico:r:republica:start|república]]), [[lexico:s:spinoza:start|Spinoza]], [[lexico:h:hegel:start|Hegel]], e, atualmente, [[lexico:h:heidegger:start|Heidegger]], desenvolveram o [[lexico:p:problema:start|problema]] [[lexico:o:ontologico:start|ontológico]], que foi inicialmente (para Platão) o da [[lexico:l:luz:start|luz]] que nos descobre os objetos do [[lexico:m:mundo:start|mundo]], em seguida (para Spinoza) o de [[lexico:d:deus:start|Deus]], depois (para Hegel) o do [[lexico:f:fato:start|fato]] da [[lexico:e:existencia:start|existência]] que se realiza em [[lexico:t:todo:start|todo]] homem. A ontologia, que analisa a luz que faz "ser" todas as [[lexico:c:coisas:start|coisas]] e o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] [[lexico:e:espirito:start|espírito]] [[lexico:h:humano:start|humano]] (Platão), distingue-se igualmente da [[lexico:m:moral:start|moral]], que estuda o que "deve ser" e que se apresenta como uma [[lexico:t:teoria:start|teoria]] da [[lexico:a:acao:start|ação]] (e [[lexico:n:nao:start|não]] como uma [[lexico:t:teoria-do-ser:start|teoria do ser]]). A ontologia, que é a procura do [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]], é evidentemente o [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]] [[lexico:u:ultimo:start|último]] de toda [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]]. Este vocábulo foi criado em meados do século XVII (surgindo quase ao mesmo tempo que os nomes, a ele afins, de "philosophia entis" e "ontosophia"). Etimologicamente significa "ciência do [[lexico:e:ente:start|ente]]". De [[lexico:a:acordo:start|acordo]] com isto, poderia coincidir com a "[[lexico:f:filosofia-primeira:start|filosofia primeira]]" de [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]], denominada, mais [[lexico:t:tarde:start|Tarde]], "[[lexico:m:metafisica:start|metafísica]]" (pura ou [[lexico:g:geral:start|geral]]). De fato, ela constitui só a primeira [[lexico:p:parte:start|parte]] desta, a [[lexico:s:saber:start|saber]], a doutrina do ente enquanto tal e do que lhe pertence [[lexico:e:essencial:start|essencial]] e imediatamente; diante dela, situa-se a doutrina do Ser supremo ou [[lexico:d:divino:start|divino]]. Como já era do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] de Aristóteles e dos filósofos medievais, a doutrina do ser e de Deus constituem uma só ciência, [[lexico:d:dado:start|dado]] que o [[lexico:p:problema-de-deus:start|problema de Deus]] não é mais do que o [[lexico:p:problema-do-ser:start|problema do ser]] plenamente desenvolvido e o problema do ser não é senão o problema [[lexico:i:implicito:start|implícito]] de Deus. Todavia, como o ser e Deus se diferenciam entre si como pólos opostos, podemos considerar preponderantemente o primeiro, chegando, por essa [[lexico:f:forma:start|forma]], à ontologia, cuja mais íntima conexão com a doutrina de Deus importa manter sempre intacta. Desde que a ontologia, principalmente por interferência de [[lexico:w:wolff:start|Wolff]], se tornou ramo científico dotado de existência própria, aquela conexão foi grandemente afrouxada. [[lexico:k:kant:start|Kant]] suprimiu a ciência de Deus e, com ela, a ontologia; reputando [[lexico:i:incognoscivel:start|incognoscível]] o ser, a [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] representava a seus olhos a última [[lexico:r:realidade:start|realidade]], à qual tudo o mais deve ser reduzido. Contra Kant, surgiu, em nossos dias, oriunda do [[lexico:n:neokantismo:start|neokantismo]] e da filosofia [[lexico:e:existencial:start|existencial]] ( [[lexico:f:filosofia-da-existencia:start|filosofia da existência]]), uma nova ontologia, que volta a admitir o ser como realidade última. Contudo, N. [[lexico:h:hartmann:start|Hartmann]] em sua ontologia cerra as portas à doutrina de Deus, e o ser, que interessa a Heidegger como [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] do ente, continua até [[lexico:a:agora:start|agora]] envolvido em completa obscuridade. — A ontologia reclama hoje uma valorização destas novas tentativas de [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] e uma troca de [[lexico:i:ideias:start|ideias]] com aqueles que nelas se empenham; exige outrossim que, lançando à margem o lastro racionalista e kantiano, se volte novamente ao trilho [[lexico:a:aberto:start|aberto]] pela grandiosa [[lexico:t:tradicao:start|tradição]] filosófica. Uma [[lexico:e:exegese:start|exegese]] mais profunda do [[lexico:n:nome:start|nome]] de ontologia põe em [[lexico:r:relacao:start|relação]] o ente com o espírito ([[lexico:l:logos:start|Logos]]); este manifesta-se como sendo o local onde se revela o ente enquanto tal ou em seu ser. Desta maneira, o espírito apresenta-se como [[lexico:a:arquetipo:start|arquétipo]] do ser, no qual este é inteiramente ele próprio, está inteiramente consigo. Sendo assim, quanto mais um ente se aproxima do espírito ou maior é sua espiritualidade, tanto mais elevado se encontra na escala do ser. Recentemente, pro-pugna-se com frequência esta desligadura do ser em relação ao espírito, e o alheamento [[lexico:r:reciproco:start|recíproco]] do ser e do espírito é arvorado em bitola do nível ontológico ([[lexico:s:sartre:start|Sartre]]). Por esta forma, pretende-se constituir uma ontologia fundamentalmente distinta, a qual, em rigor de [[lexico:e:expressao:start|expressão]], não merece mais o nome de ontologia; esta equivale a uma estreita [[lexico:r:restricao:start|restrição]] à pura finidade e, com isso, em última instancia, tal ontologia redunda [[lexico:i:impossivel:start|impossível]]. — Partindo desta [[lexico:o:ordem:start|ordem]] de ideias, poderíamos, com a filosofia existencial ( filosofia da existência), estabelecer uma [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] entre os termos [[lexico:o:ontico:start|ôntico]] e ontológico, que na [[lexico:e:escolastica:start|escolástica]] são geralmente tidos por [[lexico:s:sinonimos:start|sinônimos]]. Ôntico significa então o ente em seu ser, o ente ainda não descoberto pelo espírito (intelligibile in potentia); ontológico, o ente que em seu ser foi elucidado pelo espírito e que, por essa forma, se tornou uma só [[lexico:c:coisa:start|coisa]] com ele (intelligibile in [[lexico:a:actu:start|actu]]). — No que se refere à [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] da ontologia, nos pormenores, ser. — Lötz. A partir do [[lexico:m:momento:start|momento]] em que Aristóteles falou de uma filosofia primeira que incluiu nela quer o [[lexico:e:estudo:start|estudo]] do ente enquanto ente, quer o de um ente principal ao qual se subordinam os demais entes, abriu-se a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] de distinguir entre aquilo a que depois se chamou ontologia e aquilo que, com mais frequência, se entendeu por metafísica. Só nos começos do século dezassete surgiu o [[lexico:t:termo:start|termo]] ontologia. Note-se que os autores que usaram ontologia eliminaram o [[lexico:c:carater:start|caráter]] primeiro desta ciência perante qualquer estudo especial. Por isso, se pôde continuar a identificar a ontologia com a metafísica, foi com uma metafísica geral e não com a metafísica especial. Com o nome ontologia designava-se o estudo de todas as questões que afetam o conhecimento dos gêneros supremos das coisas. A sobreposição da ontologia à metafísica geral representaria já, portanto, um primeiro passo para aquele mencionado [[lexico:p:processo:start|processo]] de divergência nos significados dos vocábulos [[lexico:m:metafisica-e-ontologia:start|metafísica e ontologia]]. Com [[lexico:e:efeito:start|efeito]], tudo o que se referisse ao mais [[lexico:a:alem:start|além]] do ser visível e diretamente experimentável ficaria como [[lexico:o:objeto:start|objeto]] da metafísica especial, que seria, efetivamente, uma trans-física. A metafísica geral ou ontologia ocupar-se-ia, em contrapartida, só de formalidades, embora de um [[lexico:f:formalismo:start|formalismo]] diferente do [[lexico:l:logico:start|lógico]]. Entende-se a ontologia de maneiras diferentes: por um lado, concebe-se como ciência do ser em si, do ser último ou irredutível, de um primeiro ente em que todos os de mais consistem, isto é, do qual dependem todos os entes. Neste caso, a ontologia é verdadeiramente metafísica, isto é, ciência da realidade e da existência no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] próprio do vocábulo. Por [[lexico:o:outro:start|outro]] lado, a ontologia parece [[lexico:t:ter:start|ter]] como missão a [[lexico:d:determinacao:start|determinação]] daquilo em que os entes consistem e ainda daquilo em que consiste o ser em si. Nesse caso é uma ciência das [[lexico:e:essencias:start|essências]] e não das existências; é, como ultimamente se frisou, [[lexico:t:teoria-dos-objetos:start|teoria dos objetos]]. Alguns autores assinalaram que esta [[lexico:d:divisao:start|divisão]] entre a ontologia enquanto metafísica e a ontologia enquanto ontologia pura (ou teoria [[lexico:f:formal:start|formal]] dos objetos) é extremamente [[lexico:u:util:start|útil]] na filosofia e que o [[lexico:u:unico:start|único]] inconveniente que apresenta é de caráter terminológico. Com efeito, argumentam esses críticos, convém usar o vocábulo ontologia só para designar a ontologia como ciência de puras formalidades e abandoná-lo inteiramente quando se trata da metafísica. A [[lexico:i:invencao:start|invenção]] do termo ontologia expressou já [[lexico:p:por-si:start|por si]] mesma a [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] dessa [[lexico:d:distincao:start|distinção]]. Outros autores pensavam que a divisão é deplorável, pois quebra a [[lexico:u:unidade:start|unidade]] da [[lexico:i:investigacao:start|investigação]] do ser. Como [[lexico:d:disciplina:start|disciplina]] especial da filosofia, a ontologia foi cultivada durante os séculos dezoito e dezanove não só por autores que seguiram a tradição escolástica, mas também por outros autores e tendências. Igual [[lexico:d:diversidade:start|diversidade]] existe no século vinte. Para [[lexico:h:husserl:start|Husserl]], que considera a nossa disciplina como ciência de essências, a ontologia pode ser formal ou material. A ontologia formal trata das essências formais, isto é, daquelas essências que convêm a todas as demais essências. A ontologia material trata das essências materiais e, por conseguinte, constitui um conjunto de ontologias às quais se dá o nome de ontologias regionais. A [[lexico:s:subordinacao:start|subordinação]] do material ao formal faz, segundo Husserl, que a ontologia formal implique ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] as formas de todas as ontologias possíveis. A ontologia formal seria o fundamento de todas as ciências; a [[lexico:m:materia:start|matéria]] seria o fundamento das ciências e fatos, mas como qualquer fato participa de uma [[lexico:e:essencia:start|essência]], qualquer ontologia material estaria por sua vez fundada na ontologia formal. Para Heidegger, há uma ontologia fundamental que é precisamente a metafísica da existência. A missão da ontologia seria, neste caso, a [[lexico:d:descoberta:start|descoberta]] da [[lexico:c:constituicao:start|constituição]] do ser da existência. O nome fundamental procede de que, por ela, se averigua aquilo que constitui o fundamento da existência, isto é, a sua [[lexico:f:finitude:start|finitude]]. Mas a descoberta da existência como [[lexico:t:tema:start|tema]] da ontologia fundamental não é, para Heidegger, mais que um primeiro passo da metafísica da existência e não toda a metafísica da existência. A ontologia é, na realidade, única e exclusivamente, aquela [[lexico:i:indagacao:start|indagação]] que se ocupa do [[lexico:s:ser-enquanto-ser:start|ser enquanto ser]], mas não como uma mera [[lexico:e:entidade:start|entidade]] formal, nem como uma existência, mas como aquilo que torna possíveis as existências. A identificação da ontologia com a metafísica geral tem de encontrar, nesta averiguação do ser como [[lexico:t:transcendente:start|transcendente]], a [[lexico:s:superacao:start|superação]] das limitações a que conduz a [[lexico:r:reducao:start|redução]] da ontologia a uma teoria dos objetos, a um [[lexico:s:sistema:start|sistema]] de [[lexico:c:categorias:start|categorias]]. Outros autores sustentaram que a [[lexico:j:justificacao:start|justificação]] da ontologia consiste não na pretensão de resolver todos os problemas, mas no conhecimento daquilo que metafisicamente é insolúvel. Por isso, distinguem entre a antiga ontologia sintética e construtiva, própria dos escolásticos e dos racionalistas, que pretende ser uma [[lexico:l:logica:start|lógica]] e uma passagem contínua da essência à existência, e a ontologia [[lexico:a:analitica:start|analítica]] e [[lexico:c:critica:start|crítica]], que procura situar no seu [[lexico:l:lugar:start|lugar]] o [[lexico:r:racional:start|racional]] e o [[lexico:i:irracional:start|irracional]], o [[lexico:i:inteligivel:start|inteligível]] e o trans-inteligível, para além de todo o [[lexico:r:racionalismo:start|racionalismo]] irracionalista, [[lexico:r:realismo:start|realismo]] ou [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]]. O [[lexico:u:uso:start|uso]] do termo ontologia não se limita, como por vezes se supõe, a certos grupos de filosofias “racionalismo [[lexico:m:moderno:start|moderno]], neo-escolasticismo, [[lexico:f:fenomenologia:start|fenomenologia]], filosofia da existência, etc). Foi também usado por filósofos de outras tendências. Na Metafísica, IV, 1, Aristóteles empregava estas [[lexico:p:palavras:start|palavras]]: "Há uma ciência que estuda o Ser enquanto ser, e seus atributos essenciais. Ela não se confunde com nenhuma das outras ciências chamadas particulares, pois nenhuma delas considera o Ser em geral, enquanto ser, mas, recortando uma certa parte do ser, somente desta parte estudam o [[lexico:a:atributo:start|atributo]] essencial; como por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], procedem as ciências matemáticas. Mas já que procuramos os [[lexico:p:primeiros-principios:start|primeiros princípios]] e as [[lexico:c:causas:start|causas]] mais elevadas, é evidente que existe necessariamente alguma realidade à qual tais [[lexico:p:principios:start|princípios]] e causas pertencem, em [[lexico:v:virtude:start|virtude]] de sua própria [[lexico:n:natureza:start|natureza]]. Se, pois, os filósofos, que buscavam os seres, procurassem esses mesmos princípios, resultaria daí necessariamente que os [[lexico:e:elementos:start|elementos]] do Ser são elementos deste, não enquanto [[lexico:a:acidente:start|acidente]], mas enquanto ser. Eis por que devemos estudar as causas primeiras do Ser enquanto ser." Estas palavras de Aristóteles sobre a filosofia primeira ([[lexico:p:prote-philosophia:start|prote philosophia]], a [[lexico:p:philosophia-prima:start|philosophia prima]] dos escolásticos) são ainda o melhor e mais claro [[lexico:e:enunciado:start|enunciado]] sobre a ciência em que ora penetramos, a Ontologia ou Metafísica Geral, assim também chamada, porque estuda o ser enquanto ser, isto é, tomando-o na sua maior universalidade. Essa [[lexico:c:compreensao:start|compreensão]] da Ontologia, no entanto, foi modificada por filósofos modernos, que se colocaram sob a égide de Kant. Para este, conhecemos os fenômenos, e sabemos da existência do [[lexico:n:numeno:start|númeno]], mas deste não temos nenhuma [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] [[lexico:s:sensivel:start|sensível]], isto é, não o intuímos pela [[lexico:i:intuicao-sensivel:start|intuição sensível]], mas apenas mediante uma [[lexico:d:dialetica:start|dialética]], que Kant chamou de [[lexico:t:transcendental:start|transcendental]]. A Ontologia seria, então, a ciência do númeno. A ela caberia o papel especial de estudar o que permanece atrás dos fenômenos, de explicá-los, enquanto os fenômenos caberiam às ciências particulares. A Ontologia, portanto, toma o ser concretamente, em toda a sua densidade, embora examine-o pelos métodos que lhe são próprios, realizando a [[lexico:a:aphairesis:start|aphairesis]] ([[lexico:a:abstracao:start|abstração]]) do [[lexico:f:fisico:start|físico]] e do transfísico (como o exemplo já dado do exame da rotundidade independentizado ontologicamente apenas do objeto rotundo). Não é da verdadeira metafísica, como já vimos, realizar essa [[lexico:s:separacao:start|separação]], de funcionalidade [[lexico:n:noetica:start|noética]], e considerá-la, depois, como [[lexico:f:fisica:start|física]], o que leva aos perigos do abstratismo, que é a forma viciosa da abstração, e que consiste no considerar ônticamente [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] separado apenas ontologicamente. Impõe-se que se faça aqui tais explicações para evitar a caricatura que se costuma fazer da Ontologia, o que leva a muitos a passar por ela de largo, em vez de se embrenharem em seu estudo, de magna importância para a boa visualização filosófica. Desta forma, a Ontologia procura penetrar na intimidade do ser, na sua realidade mais íntima, na sua exuberância concreta, desassociando-o, pela [[lexico:a:atividade:start|atividade]] noética, mas jamais esquecendo (e assim procede a boa metafísica) de devolver à sua concreção o que, por aphairesis, foi separado. O termo Ontologia foi cunhado propriamente por Johannes Clauberg e popularizado por Wolf. Consequentemente se pode dizer que a próte [[lexico:p:philosophia:start|philosophia]] de Aristóteles, a philosophia prima dos escolásticos, a Ontologia, ou a Metafísica Geral, e em algumas vezes a Metafísica, referem-se à mesma ciência do ser enquanto ser, que é a Ontologia. No [[lexico:m:modo:start|modo]] de considerar a Ontologia, houve, entre os escolásticos, uma [[lexico:d:dualidade:start|dualidade]] de [[lexico:p:posicao:start|posição]]. Os que seguem a linha tomista, consideram-na como o coroamento da filosofia, e deve ser precedida pela lógica, pela cosmologia, pela [[lexico:p:psicologia:start|psicologia]] e pela filosofia [[lexico:m:matematica:start|matemática]]. Outros, porém, consideram-na como ciência fundamental, gestada na [[lexico:g:gnoseologia:start|gnoseologia]], subdividindo-a em metafísica geral e numa metafísica especial, referindo-se esta à metafísica do homem, [[lexico:a:antropologia-filosofica:start|antropologia filosófica]], e à metafísica do mundo material, à Cosmologia. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}