===== NON CAUSA PRO CAUSA ===== (gr. to me [[lexico:a:aition|aition]] os aition). Um dos [[lexico:s:sofismas|sofismas]] enunciados por [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] (El. sof., 5, 167 b 21), que consiste em assumir como [[lexico:c:causa|causa]] (ou seja, como [[lexico:p:premissa|premissa]]) aquilo que [[lexico:n:nao|não]] o é, donde resultam uma [[lexico:c:consequencia|consequência]] [[lexico:i:impossivel|impossível]] e a [[lexico:a:aparente|aparente]] [[lexico:r:refutacao|refutação]] do adversário. É uma [[lexico:f:falacia|falácia]] que ocorre especialmente na [[lexico:r:reducao|redução]] ao [[lexico:a:absurdo|absurdo]]. O [[lexico:e:exemplo|exemplo]] [[lexico:d:dado|dado]] por Aristóteles é o seguinte: [[lexico:q:quem|quem]] quiser reduzir ao absurdo a [[lexico:a:afirmacao|afirmação]] de que [[lexico:a:alma|alma]] e [[lexico:v:vida|vida]] são a mesma [[lexico:c:coisa|coisa]] assim procederá: a [[lexico:m:morte|morte]] e a vida são contrárias; a [[lexico:g:geracao|geração]] e a [[lexico:c:corrupcao|corrupção]] são contrárias; mas a morte é corrupção, logo a vida é geração. Mas isto é impossível, porque o que vive não gera, mas é gerado; portanto, alma e vida não são a mesma coisa. A falácia aqui consiste em eliminar a premissa "Alma e vida são a mesma coisa" e substituí-la por outra: "Morte e vida são [[lexico:c:coisas|coisas]] contrárias" (cf. [[lexico:p:pedro-hispano|Pedro Hispano]], Summ. log, 7.56-57; Arnauld, Log., III, 19, 3; Jungius, Log, VI, 12, 11, etc). [[lexico:n:non-causa-pro-causa|non causa pro causa]] (ou falsa causa) É a falácia que consiste em tratar como causa o que realmente não o é, [[lexico:o:o-que-e|o que é]] verificado pela redução ao absurdo.