===== NEOKANTISMO ===== VIDE [[lexico:n:neocriticismo|neocriticismo]] Depois que o [[lexico:i:idealismo-alemao|idealismo alemão]] e as correntes que se lhe seguiram perderam seu vigor e após o fracasso sofrido por novas tentativas de projetos renovadores, sobreveio na [[lexico:f:filosofia-alema|filosofia alemã]] de meados do século XIX um alarmante refluxo. O [[lexico:t:trabalho|trabalho]] sistemático-criador cedeu, em grande [[lexico:p:parte|parte]], o terreno à [[lexico:i:investigacao|investigação]] meramente histórica do passado. O [[lexico:i:impulso|impulso]] decisivo para a renovação partiu de K. Fischer e principalmente de O. Liebmann com seu programa: "Portanto devemos voltar a [[lexico:k:kant|Kant]]" (1865). Surgiu daí o neokantismo, o qual, é claro, [[lexico:n:nao|não]] se propunha repetir pura e simplesmente Kant, mas ampliá-lo, deduzindo as consequências dos [[lexico:p:principios|princípios]] por ele emitidos. As esferas da [[lexico:r:realidade|realidade]] parecia estarem já então repartidas entre as ciências particulares; por isso a [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] parece que não podia [[lexico:t:ter|ter]] [[lexico:o:outro|outro]] [[lexico:s:sentido|sentido]] que não fosse o de "[[lexico:t:teoria-da-ciencia|Teoria da Ciência]]". Foi este o só [[lexico:a:aspecto|aspecto]] tomado de Kant, com a [[lexico:s:separacao|separação]] de tudo quanto era metafísico, especialmente da [[lexico:c:coisa|coisa]] em si. A [[lexico:e:escola-de-marburgo|escola de Marburgo]] ([[lexico:c:cohen|Cohen]], [[lexico:n:natorp|Natorp]]) fixou a [[lexico:a:atencao|atenção]] na [[lexico:c:ciencia-natural|ciência natural]] [[lexico:m:matematica|matemática]] e, com a ajuda dos conhecimentos adquiridos na [[lexico:r:reflexao|reflexão]] sobre a mesma, elucidou também a [[lexico:e:etica|ética]], a [[lexico:e:estetica|estética]] e a [[lexico:f:filosofia-da-religiao|filosofia da religião]]. Nenhuma coisa é dada; tudo é posto, tudo é "[[lexico:p:posicao|posição]]" da [[lexico:c:consciencia|consciência]] em [[lexico:g:geral|geral]]. Esta situa-se diante da consciência empírica, como [[lexico:r:reino|reino]] [[lexico:o:objetivo|objetivo]] de estruturas ideais: [[lexico:i:idealismo-objetivo|idealismo objetivo]] (nova versão das [[lexico:i:ideias|ideias]] platônicas). Em [[lexico:o:oposicao|oposição]] a esta corrente, a [[lexico:e:escola-de-baden|escola de Baden]] ([[lexico:w:windelband|Windelband]], [[lexico:r:rickert|Rickert]]) viu os "limites da conceituação científico-natural" e desenvolveu a [[lexico:t:teoria|teoria]] das [[lexico:c:ciencias-do-espirito|ciências do espírito]]. O [[lexico:u:ultimo|último]], o supremo, na [[lexico:h:historia|história]] e na [[lexico:c:cultura|cultura]] não são as leis [[lexico:u:universais|universais]], mas os valores ( [[lexico:f:filosofia-dos-valores|filosofia dos valores]] ). A cisão entre a [[lexico:r:razao-pratica|razão prática]] e a [[lexico:r:razao|razão]] [[lexico:t:teoretica|teorética]] operada pelo [[lexico:c:criticismo|criticismo]] corresponde aqui a separação entre os valores e o [[lexico:s:ser|ser]]. Ideias menos fecundas que as propugnadas pelas duas correntes mencionadas oferecem o [[lexico:p:positivismo|positivismo]] e o empírico-criticismo (Cornelius, [[lexico:m:mach|Mach]], [[lexico:a:avenarius|Avenarius]], Vaihinger). Segundo este, só é [[lexico:r:real|real]] o curso regular das sensações, ao passo que todos os [[lexico:e:elementos|elementos]] conceptuais se volatilizam em formas aparentes ou em ficções úteis: versão psicológico-pragmática. — Nos últimos decênios, o neokantismo tem-se ido superando a [[lexico:s:si-mesmo|si mesmo]] e passou a segundo [[lexico:p:plano|plano]]. Kulpe e N. [[lexico:h:hartmann|Hartmann]] orientam-se para um [[lexico:r:realismo|realismo]] mais ou menos resoluto; também a [[lexico:f:fenomenologia|fenomenologia]] e a [[lexico:f:filosofia-da-existencia|filosofia da existência]] ( filosofia da [[lexico:e:existencia|existência]] ), influenciada por ela, ultrapassaram o neokantismo, mercê de haverem tomado a sério os dados concretos. — Lötz.