===== NEO-REALISMO ===== (in. New Realism; fr. Néo-realisme; al. Neurealismus; it. Neorealismó). Recebem [[lexico:e:esse:start|esse]] [[lexico:n:nome:start|nome]] as correntes do [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] contemporâneo cuja insígnia é a [[lexico:n:negacao:start|negação]] do [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]] gnosiológico , a negação da [[lexico:r:reducao:start|redução]] do [[lexico:o:objeto:start|objeto]] do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]] a um [[lexico:m:modo:start|modo]] de [[lexico:s:ser:start|ser]] do [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]]. O idealismo gnosiológico foi o clima dominante da [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] no séc. XIX, pois que era compartilhado [[lexico:n:nao:start|não]] só pelo idealismo romântico, mas também pelo [[lexico:e:espiritualismo:start|espiritualismo]], pelo [[lexico:n:neocriticismo:start|neocriticismo]] e, em [[lexico:g:geral:start|geral]], por todas as filosofias consciencialistas. Exceções a essa [[lexico:t:tendencia:start|tendência]] geral foram, inicialmente, a [[lexico:f:filosofia-da-imanencia:start|filosofia da imanência]] de G. Schuppe e a [[lexico:o:obra:start|obra]] de O. Külpe (Einleitung in die Philosophie, 1895). Mas foi só a partir do ensaio de G. E. Moore, "A [[lexico:r:refutacao:start|refutação]] do idealismo", publicado em Mind (1903), que teve início a nova [[lexico:h:historia:start|história]] do [[lexico:r:realismo:start|realismo]]. Depois disso, o realismo foi defendido na Inglaterra por B. [[lexico:r:russell:start|Russell]] e S. Alexander, enquanto na [[lexico:a:america:start|América]] um volume coletivo datado de 1912 e intitulado O novo realismo afirmava as teses de um realismo atualizado, que, com outra [[lexico:f:forma:start|forma]], seriam re-propostas alguns anos mais [[lexico:t:tarde:start|Tarde]] em [[lexico:e:ensaios:start|Ensaios]] de realismo critico (1920), publicados por [[lexico:o:outro:start|outro]] [[lexico:g:grupo:start|grupo]] de filósofos americanos. No primeiro grupo a [[lexico:f:figura:start|figura]] mais conhecida foi W. P. Montague; no segundo grupo, G. Santayana. Mais tarde, o novo realismo encontrou seguidores em A. N. Whitehead e em N. [[lexico:h:hartmann:start|Hartmann]]. O novo realismo contém correntes doutrinais tão diferentes quantos são os filósofos que o professam, mas há uma [[lexico:t:tese:start|tese]] fundamental, comum a todos, que, [[lexico:a:alem:start|além]] de constituir sua novidade e a [[lexico:c:caracteristica:start|característica]] que o distingue do realismo tradicional, também serve de linha de defesa contra o idealismo. Essa tese é a seguinte: a [[lexico:r:relacao:start|relação]] cognitiva (a relação entre o objeto do conhecimento e o sujeito, que é a [[lexico:m:mente:start|mente]] que o apreende) não modifica a [[lexico:n:natureza:start|natureza]] do objeto. Essa tese inspira-se na [[lexico:n:nocao:start|noção]] [[lexico:m:matematica:start|matemática]] de "relação externa", que não modifica os termos [[lexico:r:relativos:start|relativos]]. Esta, como é óbvio, elimina completamente a dependência [[lexico:e:existencial:start|existencial]] ou qualitativa do objeto do conhecimento em relação ao sujeito e torna o idealismo sem [[lexico:s:sentido:start|sentido]]. Apesar de afastados por todos os outros aspectos, Moore, Montague, Santayana, Alexander, Hartmann compartilham dessa tese. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}