===== NÃO-SER ===== É um [[lexico:c:conceito:start|conceito]] [[lexico:n:negativo:start|negativo]] cuja [[lexico:e:especulacao:start|especulação]] é comum na [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]]. Entende-se por [[lexico:n:nao-ser:start|não-ser]] a [[lexico:n:negacao:start|negação]] de [[lexico:s:ser:start|ser]], a [[lexico:a:ausencia:start|ausência]] do ser. Ao falar-se de não-ser há duas referências: 1) o que [[lexico:n:nao:start|não]] existe em [[lexico:a:ato:start|ato]]; 2) o que não é apto para [[lexico:e:existir:start|existir]]. Assim pode-se [[lexico:f:falar:start|falar]] na não [[lexico:e:existencia:start|existência]] do [[lexico:f:filho:start|filho]], desta criança que ora nasce, e falaríamos no primeiro caso, ou então de algo [[lexico:i:impossivel:start|impossível]] de existir como o quadrado-redondo, da [[lexico:i:impossibilidade:start|impossibilidade]]. [[lexico:c:critica:start|Crítica]] - O [[lexico:t:termo:start|termo]] mais usado para referir-se ao não-ser é o termo [[lexico:n:nada:start|nada]] (nihilum). Entende-se nada de várias maneiras: 1) Nihilum [[lexico:a:absolutum:start|absolutum]] = ausência total absoluta de qualquer ser, nada [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]]; 2) Nada [[lexico:r:relativo:start|relativo]] = a ausência de um determinado [[lexico:m:modo:start|modo]] de ser ou a ausência de certo ser. É tomado negativamente quando se trata de mera não [[lexico:p:presenca:start|presença]] de ser, e positivamente quando se refere à impossibilidade de ser. 3) Nada absoluto parcial = seria a total ausência de ser apenas em [[lexico:p:parte:start|parte]], como o [[lexico:v:vacuo:start|vácuo]] dos [[lexico:a:atomistas:start|atomistas]] adinâmicos; 4) O [[lexico:m:me-on:start|me on]] = o não-ser, que é a [[lexico:p:potencia:start|potência]] pura do [[lexico:a:ato-puro:start|ato puro]]. Impõe-se a [[lexico:d:distincao:start|distinção]] entre alguns [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] muito usados, tais como: [[lexico:c:carencia:start|carência]], que é a ausência de ser na [[lexico:c:coisa:start|coisa]]. É impossível quando sua ausência não pode não-ser como a [[lexico:r:racionalidade:start|racionalidade]] no [[lexico:h:homem:start|homem]]: necessária, se a coisa não poderia existir, como a [[lexico:e:essencia:start|essência]]; [[lexico:c:contingente:start|contingente]], se a coisa poderia assim mesmo existir, como a [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] no homem. [[lexico:p:privacao:start|Privação]] é a ausência de ser devido à coisa, como a cegueira no homem, que normalmente deve [[lexico:t:ter:start|ter]] [[lexico:v:visao:start|visão]]. Diz-se que é um [[lexico:e:ente-de-razao:start|ente de razão]] aquele que só pode dar-se na [[lexico:m:mente:start|mente]]. Mas o [[lexico:e:ente:start|ente]] de [[lexico:r:razao:start|razão]] pode ter um [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] na [[lexico:o:ordem:start|ordem]] [[lexico:r:real:start|real]] quando há, na coisa, algo real que permite, por [[lexico:a:abstracao:start|abstração]], alcançá-lo. Assim a [[lexico:h:humanidade:start|humanidade]] é um ente de razão, mas tem fundamento real nos homens. Ora, o nada é um ente de razão e pode ter fundamento na coisa (in re), [[lexico:c:como-se:start|como se]] vê com a cegueira, como as trevas, a sombra, que são entes que têm fundamento nas [[lexico:c:coisas:start|coisas]], pois referem-se à ausência de algo real. Dar ao nada uma [[lexico:e:entidade:start|entidade]] real em [[lexico:s:si-mesmo:start|si mesmo]], eis o tremendo [[lexico:e:erro:start|erro]] em que caíram muitos filósofos. O [[lexico:n:niilismo:start|niilismo]] filosófico fundamenta-se no nada como algo real em si mesmo. A filosofia positiva na [[lexico:r:realidade:start|realidade]] do ser; a filosofia negativista na realidade do nada, e terá sempre que emprestar o nada, poder, [[lexico:o:o-que-e:start|o que é]] [[lexico:a:absurdo:start|absurdo]]. [[lexico:g:gorgias:start|Górgias]], por [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]], negava a realidade do ser. Alguns [[lexico:e:existencialistas:start|existencialistas]], não sabendo especular em torno do nada, terminaram por dar-lhe uma realidade própria. [[lexico:h:hegel:start|Hegel]] chegou a identificá-lo com o ser, com a [[lexico:d:diferenca:start|diferença]] que o ser torna-se em nada, enquanto o nada torna-se em ser, distinguindo-se apenas pela [[lexico:i:intencionalidade:start|intencionalidade]], pois enquanto um tende para ser, [[lexico:o:outro:start|outro]] tende para o não-ser. O niilismo não se manifesta apenas na [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]], mas também na [[lexico:e:etica:start|ética]], ao negar os valores, na [[lexico:p:politica:start|política]], ao negar os fundamentos sociais, etc. [[lexico:h:heraclito:start|Heráclito]], entre os gregos, reduziu o ser ao [[lexico:t:transeunte:start|transeunte]], ao deixar-de-ser-o-que-imediatamente-deixa-de-ser, ao [[lexico:d:devir:start|devir]] [[lexico:p:puro:start|puro]], o que é afirmar como realidade,-o nada, como o expôs [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]], pois no fundo a sua filosofia era negativista. Hegel, em face da [[lexico:c:contradicao:start|contradição]] que seu [[lexico:p:pensamento:start|pensamento]] levava, termina por afirmar a realidade e a [[lexico:c:compatibilidade:start|compatibilidade]] dos contraditórios. Afirma apenas e não mostra, argumenta e não demostra: "o puro ser e o puro nada são idênticos", e "ser é o que é e não é, é o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] não-ser". E como argumenta? Ser, tomado em si mesmo, é [[lexico:i:indeterminado:start|indeterminado]]. Ora, nada é indeterminado; logo, ser é nada (não-ser). Este é o [[lexico:s:silogismo:start|silogismo]] famoso de Hegel. Logicamente [[lexico:e:esse:start|esse]] silogismo é falho e peca contra as regras elementares da [[lexico:l:logica:start|lógica]]. Ele expressa: quer ser pertence à ordem dos indeterminados e nada também pertence à mesma ordem. Daí conclui que são idênticos. Temos um silogismo: P - M S - M ----- S - P Ora, esta [[lexico:f:forma:start|forma]] pertence à segunda [[lexico:f:figura:start|figura]] e, nesta, se ambas as premissas são afirmativas, não é [[lexico:p:possivel:start|possível]] concluir nada, porque o termo médio nunca é tomado em sua universalidade. O ser e nada poderiam ser ambos indeterminados, sem serem idênticos por isso. Erro elementar de lógica. [[lexico:h:heidegger:start|Heidegger]], em sua fase [[lexico:e:existencialista:start|existencialista]], afirmava que do nada se fez o ser (ex nihilo [[lexico:e:ens:start|ens]] fit). Posteriormente abandonou essa concepção. que produziu em mentes inadvertidas erros e mais erros. [[lexico:s:sartre:start|Sartre]] tomou a [[lexico:p:posicao:start|posição]] de Heidegger e nela se conservou: o nada é em si ser, o ser é em si nada. Cairemos assim na concepção parmenídica? Contrapondo a [[lexico:a:afirmacao:start|afirmação]] do nada só poderemos admitir o ser pleno de [[lexico:p:parmenides:start|Parmênides]]? Não. Entre ser e nada absoluto não há [[lexico:m:meio:start|meio]] termo, pois menos que ser é nada e mais que nada é ser. Não se diga que são apenas conceitos nossos, pois o que se entende por ser é a afirmação da presença, e a negação desta é ausência e nada mais. De modo algum poderíamos encontrar um meio-termo entre o nada absoluto, a ausência total de ser, e presença, porque qualquer diferença já seria presença e, portanto, ser. Consequentemente, ser é ser. Contudo a nossa [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] nos comprova que há ausências e o [[lexico:n:nome:start|nome]] genérico de tais ausências é privação. Como salientava [[lexico:n:nicolau-de-cusa:start|Nicolau de Cusa]], não deu Aristóteles a devida importância ao [[lexico:t:tema:start|tema]] da privação. Mas esta, note-se, tem de ser [[lexico:a:alguma-coisa:start|alguma coisa]] (portanto, ser), porque privação de nada é nada de privação. O conceito de privação implica pois o ser, e fundamenta-se no conceito de não-ser relativo, do nada relativo e não do nada absoluto. Ora, os entes de nossa experiência, [[lexico:a:alem:start|além]] de contingentes, ou seja, além de necessitarem de uma [[lexico:c:causa:start|causa]] eficiente que os faça, da qual dependem [[lexico:e:essencial:start|essencial]] e realmente, revelam que são privados de algumas perfeições, pois não são tudo quanto o ser pode ser. A privação da [[lexico:p:perfeicao:start|perfeição]] revela, assim, que são eles constituídos da presença de um ser, que é por sua vez [[lexico:p:privado:start|privado]] de uma perfeição outra de ser. [[lexico:t:todo:start|todo]] ser [[lexico:f:finito:start|finito]] que é o ser contingente, afirma uma presença e, também, ausência de perfeições de ser. Foi precisamente essa realidade dos seres finitos e contingentes, que levou a muitos filósofos a especularem em torno do não-ser, do nada. Afirmar que tais seres são nada, porque revelam privação ou afirmar que são apenas ser, são duas posições polares extremadas, falsas, porque uma nega o que a outra afirma com base real. Os seres finitos não são apenas ser (pois o ser, que é apenas ser, é o Ser Supremo), nem tampouco são apenas nada, privação, porque uma privação absoluta seria um nada absoluto. Deste modo, os seres finitos revelam uma hibridez de ser e de privação. Ora, o ser finito é, tanto o [[lexico:a:atual:start|atual]] como o potencial, privado de certas perfeições. Destas, algumas poderão atualizar-se que são as suas possibilidades, outras não poderão porque são desproporcionadas à sua [[lexico:n:natureza:start|natureza]], ou [[lexico:e:especie:start|espécie]], ou [[lexico:q:quididade:start|quididade]], etc. Remontando ao que estudamos anteriormente, toda privação que não é devida à natureza da coisa, não lhe é uma deficiência no [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]] [[lexico:s:sentido:start|sentido]], pois não pertence à conveniência da sua natureza, como à pedra não ter olhos para [[lexico:v:ver:start|ver]]. Mas há ausências que podem atualizar-se, que são as possibilidades proporcionadas à natureza da coisa. Essa privação é ou pode ser apenas passageira, enquanto aquela é permanente e necessária. Compreendendo-se assim, é um [[lexico:p:principio:start|princípio]] [[lexico:o:ontologico:start|ontológico]] que ser é ser; ou seja, que ser não pode, ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]], e sob o mesmo [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]], não ser. O [[lexico:p:predicado:start|predicado]] ser pertence à natureza do [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] de modo [[lexico:n:necessario:start|necessário]]. Se tal [[lexico:j:juizo:start|juízo]] é por alguns julgado tautológico, basta que nos lembremos daqueles filósofos que afirmam que ser é não ser, para que desde logo compreendamos que desaparece a [[lexico:t:tautologia:start|tautologia]], porque o que se predica do sujeito é que este se conserva ou permanece de certo modo em sua natureza. No juízo o ser é ser, o sujeito é tomado como alguma coisa (áliquid), e o predicado afirma que é apto para existir, que algo é apto para existir. Ademais revela este juízo que o que é cogitado corresponde ao que é na realidade, pois é cogitado que o que chamamos alguma coisa, é apto para existir. Essa [[lexico:c:correlacao:start|correlação]] entre a ordem da cogitação e a ordem da realidade é de [[lexico:m:maxima:start|máxima]] importância. Este juízo corresponde aos seguintes: o que é, afirma-se que é, ou ao que convém algo, algo lhe é afirmado. Todo ser é o que é. O que não é, não é. O que é tem uma essência. Todo ser tem uma natureza determinada que o constitui, etc. Porque o ser é ser, o ser não é não-ser. Ser é o que apto para existir. O que não é apto para existir não é ser. Consequentemente, ser não é não-ser. Alguns filósofos menores, preocupados com o devir, com a constante [[lexico:m:mutacao:start|mutação]] das coisas e as transformações, chegaram a afirmar que o ser é devir, ou algo que constantemente deixa de ser o que é para ser o que não é. Desde o [[lexico:m:momento:start|momento]] que se compreenda que o devir ([[lexico:v:vir-a-ser:start|vir-a-ser]]) das coisas é a passagem de um modo de ser para outro modo de ser, é compreensível que o que é, e deixa de ser o que é, para ser outro modo de ser, acidental ou [[lexico:s:substancial:start|substancial]], no primeiro caso, sofrendo uma mutação apenas acidental e, no segundo, uma substancial, transformando-se (mudando de forma) para outro, tudo isso acontece com algo que é, e não com o que não é (nada). O devir de modo algum anula o ser. Sem o ser, é impossível [[lexico:c:compreender:start|compreender]] o devir, nem poderia dar-se objetivamente, pois afirmar-se-ia que o nada, a ausência de ser, torna-se outro ser. Ora, a ausência de ser é nada, e como o nada poderia perder ser e adquirir ser, se é nada e não tem ser? Desse modo os defensores de tais [[lexico:i:ideias:start|ideias]] caem, inevitavelmente, no absurdo, e afirmando assim o devir, afirmam apenas o nada; ou seja, que o ser é nada, ou que o nada é ser e, neste caso, o nada, sendo ser, é ser, o que é afirmar o ser. Afirmar o devir é afirmar o ser e não o nada. Um grande erro e de funestas consequências, tem sido o de julgar que o devir é outra coisa que ser. E este decorre do erro de julgar que há meio termo entre ser e nada. Na [[lexico:v:verdade:start|verdade]]: o que devém é alguma coisa que devém, e não nada que devém, pois, neste caso, não haveria devir. A passagem de um modo de ser acidental ou substancial para outro não é afirmação do aniquilamento do ser, mas de um modo de ser, que deixa de ser de certo modo para vir a ser de modo atual, o que ainda não era atualmente, mas já era potencialmente. O ente, enquanto ente, não é não-ente. O ser, que tem uma [[lexico:q:qualidade:start|qualidade]], não pode não ter essa qualidade. Se se afirma a presença de algo em algo, não se pode afirmar a ausência do mesmo no mesmo. Em [[lexico:s:suma:start|suma]]: quando se predica a presença, é contraditório predicar a ausência sob o mesmo aspecto e simultaneamente. A [[lexico:p:posse:start|posse]], a privação do mesmo no mesmo e, simultaneamente, é contraditório. (Diz-se simultaneamente porque em outro momento poderia não o ter). Desse modo, o ser que tem um qualidade, enquanto tem essa qualidade, não pode não tê-la. Se se disser: o que tem existência não pode não ter existência, em [[lexico:r:referencia:start|referência]] a um ser contingente, pode não ser válido, por ser passível de não ter existência. Mas se se disser: o que tem existência, enquanto tem existência, não pode não ter existência, dizemos verdade. Daí se conclui a [[lexico:f:formula:start|fórmula]]: é impossível afirmar e negar o mesmo simultaneamente do mesmo. Temos aqui o [[lexico:e:enunciado:start|enunciado]] do [[lexico:p:principio-de-nao-contradicao:start|princípio de não-contradição]]. O de Parmênides: "o que é, é; o que não é, não é", pode ser [[lexico:c:chamado:start|chamado]] de tautológico. Mas dizer-se o que é não-ente evita essa acusação. O enunciado [[lexico:c:classico:start|clássico]] dos medievalistas "é: impossível algo ser, e simultaneamente e sob o mesmo aspecto, não ser". Este enunciado, como se vê, reduz-se à fórmula que propusemos. Demonstra-se assim, apoditicamente, o princípio de não-contradição. Ao comentar a fórmula clássica dos medievalistas, chamou [[lexico:k:kant:start|Kant]] a [[lexico:a:atencao:start|atenção]] para o [[lexico:f:fato:start|fato]] de apresentar uma [[lexico:m:modal:start|modal]] (impossível é ...), e [[lexico:t:temporalidade:start|temporalidade]] (simultaneamente), que tiraria o [[lexico:v:valor:start|valor]] [[lexico:a:analitico:start|analítico]] do juízo. Contudo é mister considerar que a modal não indica uma [[lexico:c:certeza:start|certeza]] da mente apenas, mas uma certeza que decorre da [[lexico:o:objetividade:start|objetividade]] da coisa (pois o ser afirma e não nega). Ademais, simultaneamente não quer dizer apenas temporalmente, mas essencialmente, o que não o restringe apenas ao tempo. O enunciado que oferecemos não contém os defeitos acusados por Kant. Contudo há os que afirmam que algo é, e algo não é simultaneamente e sob o mesmo aspecto. Nesse caso, desdobrando-se em dois juízos: algo é e algo não é, ambos juízos seriam falsos, pois o primeiro o seria porque seria válido o segundo, e o segundo porque seria válido o primeiro. Esse [[lexico:t:terceiro:start|terceiro]] termo, que é e não-é, é impossível e absurdo, porque não há meio-termo entre ser e nada, pois menos [[lexico:e:eu:start|eu]] ser é nada e mais que nada é ser. Ademais se a algo que é, predicamos que não é o negativo seria [[lexico:p:positivo:start|positivo]], porque algo é quando não é. Daí o enunciado [[lexico:l:logico:start|lógico]] verdadeiro: algo de algo ou é afirmado ou é negado. Não há [[lexico:l:lugar:start|lugar]] para uma terceira posição. Foram sempre improcedentes os argumentos daqueles que combatem o principio de não-contradição. Muitos apegaram-se à fórmula parmenídica, outros cometeram confusão entre ser e nada. É o próprio [[lexico:c:conceito-de-ser:start|conceito de ser]] e a afirmação que nele há o que permite extrair o princípio de não-contradição e, deste, o de [[lexico:i:identidade:start|identidade]] e o do terceiro-excluído. Não se funda esse princípio em outro, e nós o alcançamos pela [[lexico:a:analise:start|análise]] do próprio conceito de ser e do que o ser é. É evidente de per si e primeiro, porque decorre do próprio ser. E da conjugação dos dois [[lexico:p:principios:start|princípios]], do de não-contradição e do de identidade, concluímos: O que é não pode, simultaneamente, e sob o mesmo aspecto, ser o que não é, porque é o que é. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}