===== MORAL TEÓRICA ===== A primeira [[lexico:t:tarefa:start|tarefa]] da [[lexico:m:moral-teorica:start|moral teórica]] é a [[lexico:r:reducao:start|redução]] e a inversão no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] da [[lexico:v:vivencia:start|vivência]] [[lexico:m:moral:start|moral]] imediata, nos seus diferentes níveis. Os pontos de partida e de [[lexico:r:referencia:start|referência]] deste [[lexico:p:processo:start|processo]] são as condutas voluntárias, coletivas e individuais, e os seus [[lexico:s:simbolos:start|símbolos]] exteriorizados, apreendidos na [[lexico:e:experiencia:start|experiência]] moral quotidiana e sobre que fornece informações a [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] dos [[lexico:c:costumes:start|costumes]]. A moral teórica atualiza por [[lexico:r:reflexao:start|reflexão]] os dados imediatos latentes, presentes virtualmente, por assim dizer subjacentes a essas condutas e seus símbolos, e descreve-os como tais. A segunda tarefa da moral teórica é salientar, baseada nessa redução e nessa [[lexico:d:descricao:start|descrição]], a especificidade dessa experiência moral imediata, dos seus dados e das suas certezas, em [[lexico:r:relacao:start|relação]] a outras experiências imediatas. A confrontação da primeira com as últimas conduz ao estabelecimento de critérios da especificidade da experiência moral, de que muito carece, em [[lexico:p:particular:start|particular]], a ciência dos costumes para distinguir o seu [[lexico:o:objeto:start|objeto]] — «o [[lexico:f:fato:start|fato]] moral» — dos outros fatos sociais. A terceira tarefa da moral teórica é a [[lexico:v:verificacao:start|verificação]] da [[lexico:o:objetividade:start|objetividade]] dos dados imediatos vividos na variedade infinita da experiência moral, de [[lexico:o:outro:start|outro]] [[lexico:m:modo:start|modo]] [[lexico:d:dito:start|dito]], a [[lexico:d:demonstracao:start|demonstração]] da sua irresistibilidade e da sua [[lexico:c:capacidade:start|capacidade]] de [[lexico:i:integracao:start|integração]] num conjunto [[lexico:i:infinito:start|infinito]], em que se completam como [[lexico:e:elementos:start|elementos]] insubstituíveis, opondo-se deste modo às ilusões subjetivas, coletivas ou individuais. Esta terceira [[lexico:v:vocacao:start|vocação]] particulariza-se, assim, como reconstrução do conjunto dos dados espirituais da experiência moral imediata, reconstrução da [[lexico:u:unidade:start|unidade]] [[lexico:i:imanente:start|imanente]] à [[lexico:p:pluralidade:start|pluralidade]] dos seus dados equivalentes. Realizadas estas três tarefas puramente teóricas, a [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] moral pode agir indiretamente sobre a experiência moral imediata alargando os seus quadros atuais. Assim entendida, a moral teórica é essencialmente concreta, [[lexico:d:dinamica:start|dinâmica]], ligada à [[lexico:v:vida:start|vida]] e à [[lexico:a:acao:start|ação]], de que acompanha todas as sinuosidades; é ela radicalmente pluralista e empirista no [[lexico:v:verdadeiro:start|verdadeiro]] sentido, isto é, lato, desse [[lexico:t:termo:start|termo]]; é a filosofia do [[lexico:e:empirismo:start|empirismo]] moral radical, o [[lexico:u:unico:start|único]] que é conforme à [[lexico:e:estrutura:start|estrutura]] da experiência moral. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}