===== MORAL RACIONAL ===== Para a concepção da [[lexico:m:moral-racional:start|moral racional]] é a [[lexico:r:razao:start|razão]] que estabelece os juízos de [[lexico:v:valor:start|valor]]; e a [[lexico:a:acao:start|ação]], quando [[lexico:n:nao:start|não]] é estabelecida pela razão, é [[lexico:i:irracional:start|irracional]]. Os estoicos gregos postulavam que é [[lexico:r:racional:start|racional]] [[lexico:v:viver:start|viver]] segundo a [[lexico:n:natureza:start|natureza]], mas como o [[lexico:h:homem:start|homem]] é um [[lexico:s:ser:start|ser]] racional deve viver de [[lexico:a:acordo:start|acordo]] com a razão. A conformidade da [[lexico:v:vida:start|vida]] com a razão é que constitui a [[lexico:v:virtude:start|virtude]]. [[lexico:v:vicio:start|Vício]] é faltar a essa conformidade. A [[lexico:p:paixao:start|paixão]] é o principal [[lexico:o:obstaculo:start|obstáculo]] da virtude, e como esta é o principal [[lexico:b:bem:start|Bem]] do homem, deve este libertar-se da paixão que lhe impede alcançar a impassibilidade ([[lexico:a:apatheia:start|apatheia]]). Para [[lexico:k:kant:start|Kant]] a razão tem duas funções: a teórica e a prática. A primeira, partindo da [[lexico:e:experiencia:start|experiência]], tende a alcançar o que está acima da experiência. A segunda tende a alcançar o [[lexico:d:dever-ser:start|dever-ser]], o que leva a dois [[lexico:i:imperativos:start|imperativos]]: os hipotéticos e os categóricos. O [[lexico:i:imperativo-categorico:start|imperativo categórico]] funda-se numa [[lexico:o:ordem:start|ordem]] incondicional. Os hipotéticos são condicionais, enquanto os categóricos são incondicionais. É a [[lexico:i:intencao:start|intenção]] que dá a [[lexico:f:forma:start|forma]] ao [[lexico:a:ato:start|ato]] [[lexico:m:moral:start|moral]] que, de per si, é a [[lexico:m:materia:start|matéria]]. A [[lexico:m:moralidade:start|moralidade]] está na forma apenas. A moral está, portanto, no [[lexico:s:sujeito:start|sujeito]] e não no [[lexico:o:objeto:start|objeto]]. As normas principais da moral kantiana são as seguintes: 1) Age sempre de maneira que possas querer que a [[lexico:m:maxima:start|máxima]] de tua ação se torne uma [[lexico:l:lei:start|lei]] [[lexico:g:geral:start|geral]]. 2) Atua sempre de tal maneira que trates a [[lexico:h:humanidade:start|humanidade]] em tua [[lexico:p:pessoa:start|pessoa]] e na pessoa alheia como um [[lexico:f:fim:start|fim]] e não somente como um [[lexico:m:meio:start|meio]]. 3) Atua sempre [[lexico:c:como-se:start|como se]] fosses legislador, ao mesmo [[lexico:t:tempo:start|tempo]] que súdito na [[lexico:r:republica:start|república]] de homens livres e racionais. [[lexico:p:parte:start|parte]] a moral kantiana dos seguintes postulados: a) que o homem é livre. Se devo é porque posso, e só há moral onde há [[lexico:a:autonomia:start|autonomia]] e, se devo agir moralmente, é porque sou autônomo e senhor de mim mesmo. b) a [[lexico:a:alma:start|alma]] é imortal. Nesta vida é [[lexico:i:impossivel:start|impossível]], dada a deficiência humana, alcançar a [[lexico:p:perfeicao:start|perfeição]] da ação. Nossas tendências sensíveis obstaculizam a nossa ação. Esta a razão porque deve haver uma outra vida, na qual o ser racional alcance progressivamente a perfeição. c) há um [[lexico:d:deus:start|Deus]]. A moralidade consiste no atuar em [[lexico:f:funcao:start|função]] de um [[lexico:d:dever:start|dever]] e com total desinteresse. Tal não se verifica no atuar do homem. Há portanto fora da natureza um ser que restabelecerá a ordem, para a qual a natureza se mostra indiferente. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}